| Meiotom - poesia |
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POEMAS |
ALMANDRADE |
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CENA DO DESTINO Um vício ao meu redor um erro corroí o mundo do outro lado incomunicável. A paisagem atrás da noite. Segredos. Almandrade ------------------------------------------ NA ESTAÇÃO Revelações do calendário
lembranças do tempo as rugas descortinam rabiscos da insônia uma música
desconcertante um ponto ou uma fuga. Almandrade ----------------------------------------------- PARADOXO O infinito reclina e adormece na solidão dos
enigmas. As manias gregas O mármore das
imagens. Mitos e estátuas que desafiam o vazio e o abstrato. Verdades, dúvidas de ninguém. Almandrade ----------------------------- PONTO DE FUGA Que indagação faz o umbigo feminino quando aparece entre uma peça e outra da veste? Intimidade sensualidade. Nem mesmo a musicalidade dos
pelos é maior que o apelo da cicatriz do
nascimento.
Almandrade ------------------------------------------------------------ UMA PAUSA Na paisagem oculta da noite a indecisão um livro, uma canção um blues. O que a fala não revela o pulsar do ciúme sem destino último instante um diário ferido.
Almandrade ------------------------------------------------------- ENCONTRO O olho caça na mata abaixo do umbigo um abrigo secreta pátria a língua avista bem no centro do jardim de pelos o lugar caverna doce e úmida.
Almandrade
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