| Meiotom - poesia |
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marcelo ariel |
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1.
RINDO COM EMILY DICKINSON :
Esquecer o prêmio
mais que justo por força, não por susto, na alegria rasa minha risada guarda em segredo o silêncio de um mundo que a nega, preferindo os tormentos do espírito como vícios que nehuma razão desintegra, a apenas imaginar em qualquer cena mundana o afeto, que da alma é breve chama, preferindo tremer de lucidez a querer a covardia de ser apenas humana, ela e esse mundo que vês ao se olhar em espelhos te condena a rir de si como um demente e a dizer à tua imagem presa ali: " Sim, Irmã vale à pena a alegria estranha e medrosa de morrer em ti, se o meu riso assim, sem motivo algum provocares sempre. 2.
PARA KRISTINE & GG :
GG
Lá fora o poder de um fantasma destrói o mundo devora um filme envolve tudo nem uma só gota do oceano do real podemos ver o que resta a um homem como eu : a fé em si mesmo dispersa reunida pela força que rege a solidão ? o que podemos eu e ela contra o não ser que é além de : amar em silêncio e ficar em casa lendo até que entre o lado de dentro e o de fora não exista separação.
3.
O FANTASMA DO VENTO VISITA AS CIDADES DO SONHO: atrevimento de espectro que sonda
como se derretem verdades inteiras
rendidas que se encontram
em corrosão distraída
aos segredos de sempre noite
raios de um sol em negativo
no oceano da mente
onde a chave para a morte do tempo no fundo de um sonho
branco
espera a circunscrição
em que se filtram girassóis
enternecidos de silêncios lentos
pela fresta que se mostra
o olvido de fotografias
conservadas em caixas
sem tampas de cômodas
embaraçadas pela névoa das palavras
que insistem em assoprar as sombras aos quiméricos
desejos
em soletração fundida.
(Escrito com Beatriz Bajo )
4.
UMA PUTA CHAMADA GH :
Lá estava Farnese, Lá estava a Vila Socó: Libertada, Lá estava o cachorro da
metafísica; Daí eu disse... De ovo à ovo chega-se ao cú do
mundo, mas prefiro o teu... Daí passou um sonho deixando fiapos de merda; Será que Barthes usava camisinha? O que? Ela disse enquanto eu olhava para as costas de um
deserto, no final li para ela um soneto do Dante traduzido pelo
Faustino... ( O Sol não explode de uma vez, eis o
enigma.) No dia seguinte, almoçamos no 1REAL ( Isso não é um poema...Para que se esquivar do
vazio?..ou é um poema exatamente por isso.) Marcelo Ariel do Livro inédito TITANIC WORLD |
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