Meiotom - poesia


 

BUSCA II

CLEISE MENDES


Este desenho paciente, percorrendo
os campos intocáveis, que tocados
acenam mais distantes,

este desenho frágil como nada
se nada em fina areia, indefinir-se,
e a mão do próprio desenhista espanta
sempre negado o centro ao seu compasso,

da aranha inveja a teia, a trama forte
diabólica rosa, abismo e boca,
insetos fascinando em sua fúria,

que estes tecer de asas ( sons de asas )
é boca que a sim mesma voz devora
pois cessa, ao não prender
o corpo liso em fuga das palavras.