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Este desenho paciente, apascentando
os cavalos possíveis prometidos,
inventando horizontes mares
e terras sempre à vista
léguas de sono perdido.
Este desdém, este empenho,
a renovada falência,
estilhaçar de bolhas,
as mãos em concha preservando o sopro.
A noite é clara
Em claro o ouvido perseguindo a dança
das palavras teimosas.
As faces que se mostram que se escondem
uso disfarces para surpeendê-las
que se recuo elas me tecem
me devoram.
Este desenho
de aracne copia o cálculo a coragem
a pesca do alimento esvoaçante.
Fino e frágil
Um minúsculo inseto o romperta.
Este desenho
Nem me alimenta.
É sina
signa.
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