| Meiotom - Crônicas |
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Daniel Faria |
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O texto fala Alguns textos tentam se passar por coerentes e perfeitamente racionais recorrendo a clichês. Mas o leitor atento percebe que, debaixo da ordem apresentada, há um universo de ódio, rancor e ressentimento embalados no famoso “Complexo de Onipotência”. Já aconteceu várias vezes, e agora se deu novamente. Seu autor se considera o “Mais Inteligente Crítico da Baderna Estudantil”. Mas o que fazemos para, além de “inteligente”, o texto se tornar “sincero”? É simples: aplicando a metodologia da desconstrução ao pé da letra. Trata-se do velho recortar as palavras, pô-las numa caixa e depois sortear. O resultado sempre é revelador. O texto fala (como dizem os psicanalistas sobre o orgasmo, “fazer o corpo falar”). Eis aqui então o que realmente disse o nosso sagaz crítico: A dissidência institucionalizada Autor: Homo Sapiens Contraditoriamente dentro ou fora ou entre Ou à porta dos radicalismos? Não importa. A congregação das ignorâncias institucionais Não opera com pessoas. Dá no mesmo. Se tal vem se passando, é porque permite O profundo alijamento do álcool, ou entender O que poderia ser corrigido na profanação Da ignorância dos elementos institucionais. Ou seja, Do ponto de vista das violações improvisadas De um universo caótico de regras. Por princípio, marginais não conseguem compreender a interminável Coerência desde sempre institucionalizada; Seus órgãos de inspiração revelam uma espécie De longo impedimento das demandas de hoje: Daí explicar minha resposta gerada nos interesses pessoais, Mas sempre na retórica da legalidade negando confrontos, Regrando as pessoas. O que proíbo é o que a democracia não permite, No efeito estético de métodos e discursos Que fazem não parecer ser autoritário: De um lado, máscaras, possibilidades de pessoas, De outro, o conjunto principal das situações Legitimadas, o bom esforço dos processos Da democratização vigente, A Universidade que não quer ser E se deparou com a universidade, O universo das academias que se recusam Nos conselhos decisórios da Verdade. Para eles: a história e a natureza do Estado, Aperfeiçoando o ângulo dos perdedores constantes Com a violência do pacifismo Dos radicais civilizados que sobrepõem Suas associações de participação, no surto De suas próprias características. Tudo contra O sombrio efeito estético da democracia E seus odores e a violência De nossa jovem marginalidade Talvez também inflada por pura autonomia. Nos dias de hoje, as comunidades menos organizadas são Os grupos do Departamento do Diálogo Diretivo, Os grupelhos civilizatórios da dissidência Cidadã contra a democracia uma vez Que, entretanto, A Grande Sucessão reveste-se por falhas: É a violência das regras, Das instalações de sua pertinência assumida Por burrice, pela via de outras vezes, É a sempre necessária simbologia E o oportunismo político Sobre a locomoção de uma opinião Atavicamente “estudantil”. É exatamente Ainda sobre a não fala Encarapitada no surto popular do homo sapiens, Que se sobrepõe O surto do advento dos radicalismos institucionais. Trata-se de algo como uma primeira invasão Institucionalizada da burrice decisória, Seja do Correio das Práticas de Conotação do Direito Seja da Unidade das Verdadeiras Práticas Sociais Solucionadas pela emissão do Todo, Ou da sã medida social do espaço nos processos Ressentidos (legais ou ilegais), no recente Arrombamento da expressão. Ou seja, a necessária pedagogia: Deparar-se com as fotografias Das festinhas autoritárias institucionais, Com camisetas institucionais, que lhes sejam Caras, na via associativa das ignorâncias E das boas intenções de presídio Com telhados pedagógico-democráticos. Dizer e redizer: Uns e outros, outros e uns, outros Dissidência a álcool. Democracia, democratizar, democrático Democratizante, instituicão, institucional, Institucionalizar, política, politicamente, Politização civilzatória, processo, processo, Processo. |
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