Meiotom - Poesia


 

amor e átomo

darlan alberto tupinamba araujo padilha

 

O amor captativo

Subjuga monopoliza

Se mantém uno

Como as partículas

Moleculares da era clássica.

O amor moderno

Busca no átomo clássico

Sua figura unicelular

Indivisível e indestrutível

Irreal como um conceito grego.

Ao homem é possível

O amor multicelular

Bem como um átomo

Pode ser subdivido em partículas

Amar e re-amar.

Quantos amores pode um homem possuir?

Um átomo se constitui de varias moléculas

Com ligações tão fortes

Que permanecem inseparáveis

O amor é energia celular divisível.

O amor oblativo

Lança-se em sua natureza molecular

E busca incontavelmente a plenitude

Ora acuando o bem amado

Ora repelindo-o em demasia.

Amor e o átomo se confrangem

Numa simbiose de contrastes

Trilhando um amor onírico monocelular

Na extrema ausência do eu

O mundo real é pluricelular.

Amor átomo

Indizível, invisível

Insuportável, irreal

único, plural

e extremamente regenerativo.

 

Dimythryus

20/08/2007

14h43m.

São Paulo