Meiotom - Poesia


 

darlan alberto tupinamba araujo padilha

 

 

Cristo Rajado

 

Cristo verte seu olhar ao morro

Cheio de pernas cansadas

Que despencam da escuridão

Amortecidas por uma sociedade injusta.

 

O Estado se diluí

Com as pernas rijas para o morro

Delineando arames imaginários

Desta ampla área de exclusão.

 

Acuam-se os animais ferozes

Numa entropia distópica

Que garante aos cânones da injustiça

A coleta mensal de impostos.

 

Viver, morrer, tanto faz!

A sociedade me garante o nunca ser

E na tentativa de ser

Eu despedaço toda sociedade.

 

Enquanto Cristo observa atento

A demoníaca dança

Dos vaga-lumes sangrentos

Cuspidos duma AK 44.

 

 

 

 

Dimythryus

20/10/2007

11h49m.