| Meiotom - Poesia |
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darlan alberto tupinamba araujo padilha |
Arritmia
Alguma coisa
pára Mesmo que os dias
passem Lembranças
misturam-se Ainda que sejamos
lembranças. Avolumam-se as
nódoas As grades que nos separam
Alguns pedaços aos
cantos E trinta dias se repetem mês
a mês. Repetem-se a
pirotecnia Os flashes de nós mesmos nos
confundem A dois passos do
abismo A figura de um lapso
sorriso. Olhos crentes, olhos
loucos Olhos de
peixe Encurralado de
esperança Apáticos ante a ponta do
anzol. |
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