| Meiotom - Poesia |
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remissão do tempo |
DEISE ASSUMPÇÃO |
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a Bruno, meu neto ...um
menino nos nasceu, um
filho nos foi dado... pele
de orvalho riso
de éden olhos
de espanto balbucio
criando o mundo primícia
de imemoriais clãs cruzados: perdão (de
adultérios e amores frustrados, enlaces
forjados, desavenças
e dívidas, abortos
e holocaustos, catástrofes) sagração de
núpcias (as
do primeiro olhar, as
conquistadas, as
desde sempre) cegou o
pêndulo da casa antiga atrai-me olhos,
mãos e beijo (eu,
já não-seios, apenas
colo) para
antes de meu tempo de
sugar
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