Trago o medo irrecorrível da infância
e o efêmero como no começo
dos escuros e dos barulhos não
identificados
aos silêncios e claridades dos tempos
tardios
trouxe na lembrança o início e a
multiplicação
no crescimento das imagens
irrefletidas
sobre realidade gongóricas da
sobrevivência
retiro do medo sua essência: eu mesmo,
e o deixo derramado - esparramado -
nas instâncias cedidas uma a uma
como tormentos e sofrimentos
cultivados
realizo medos atávicos adquiridos
e os escuros nichos demonstram o
sacrifício
de conviver o claro o silêncio e a
brandura
imaculada dos esquecimentos diários.
(Pedro Du Bois,
inédito)