Meiotom - poesia


 

título:

Pedro Du Bois

MEDOS

 

Trago o medo irrecorrível da infância

e o efêmero como no começo

dos escuros e dos barulhos não identificados

aos silêncios e claridades dos tempos tardios

 

trouxe na lembrança o início e a multiplicação

no crescimento das imagens irrefletidas

sobre realidade gongóricas da sobrevivência

 

retiro do medo sua essência: eu mesmo,

e o deixo derramado - esparramado -

nas instâncias cedidas uma a uma

como tormentos e sofrimentos cultivados

 

realizo medos atávicos adquiridos

e os escuros nichos demonstram o sacrifício

de conviver o claro o silêncio e a brandura

imaculada dos esquecimentos diários.

 

(Pedro Du Bois, inédito)