miro o corpo
e atravesso as cores
onde se esconde.
Branco: o susto invade
o dia sem segredos.
Observo o olho semicerrado
com que a arma mira
o
condenado.
Branco: a memória cede
espaço
ao presente. O tiro parte.
Olho o alvo investigado
na constância do pecado.
Branco: intercalada cor
sem novidade.
(Pedro Du Bois,
inédito)