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CIDADE
Em rumores a cidade concerta os humores com que avança e
encontra desejos, a maldade explode ruídos metálicos e os
motores explodem fagulhas multicoloridas sobre seres
soturnos e alegres em suas ruas
o traçado amordaça o sentido
da liberdade em regras e retornos, viadutos sobre o nada e o
todo ultrapassado na pressa da chegada,
(para onde se dirige
o olhar do menino, o andar apressado do atrasado: o acordar
e estar perdido em razões despercebidas)
a cidade
aglutina e repele, multiplicadas vias decompõem trajetos de
poucas praças, o concreto e o negro asfalto de ásperos contatos
repetem a secura e o deslizar dos passos: a cidade se
fecha.
(Pedro Du Bois, em CIDADES EM
PEDRAS)
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