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SEDE

(Pedro Du Bois, inédito)

 

Porque da sede somos o cantil repleto

temos deveres e direitos em obrigações

diversas dos outros que são a seca

no copo vazio onde não aplacam iras

nem votos declarados como prática

da ética: infiéis procuram nas luas

sinais externos de que a vingança

se fará breve e ilusória na hora

em que apenas o sonho for visto

sobre dunas em águas salgadas

 

meu barco não será seu barco

nem nosso o impulso dos remos

que nos levará as terras opacas

entre espelhos foscos

e o cantil estará pela metade

 

instante em que nos vemos

sem entendermos as razões

além das órbitas e rotações

 

por ciúme derramamos o líquido

sobre as faces que na sede

temos o cantil vazio: em areias

encalhamos o barco ao fazermos

as mãos destrançadas em ritmos

e gestos de até logo.

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THIRST

(Pedro Du Bois, inédito)

(Marina Du Bois, English version)

 

As we are the full cantel for the thirst

we have duties and rights in different

obligations from the others who are the

drought in the empty glass where they

do not placate ehtics wraths or declared vows

as ethics’ practice: infidels seek on the moons

external signs that revenge will become brief

and illusory at the time that only the dream

is seen above dunes in salt water

 

my boat will not be your boat

nor ours the impulse of oars

which will take us to opaque lands

between frosted mirrors

and the cantel will be in half

 

moment that we see ourselves

without understanding the reasons

beyond the orbits and rotations

 

out of jealousy we pour the liquid

on the faces that on the thirst

we have an empty cantel: on sands

we run aground the boat as we do

with untied hands in rhythms

and gestures of good-bye.

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