Meiotom - poesia


 

rosa amarela

ENEIDA LEITE



Lentamente
o farfalhar das pétalas ao vento
embala
lírios, magnólias e gladíolos
que,um a um, despem-se das cores
e deitam-se
ao abrigo do abismo.

A cortina de fumo de corda é
desde o oriente estendida.

Luto.

Demorada, demoradamente
a  palha de milho
envolve o negrume
que se dissolve .
Fumaça afugenta a morte.

Única e exata rosa amarela,
amanhece mansamente.