meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                                 ENTREVISTA

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

Diógenes Gonçalves: o teatro como opção de vida


                                    Angelo Mendes Corrêa e Itamar Santos*

Ator, produtor e bailarino, Diógenes Gonçalves começou a carreira no teatro amador, onde ganhou prêmios importantes e encenou clássicos da dramaturgia, como Antígona e O Misantropo. Dirigido por Jean Dandrah, interpretou, com raro brilhantismo, dois personagens centrais na dramaturgia de Plínio Marcos: Veludo, de Navalha na Carne e Giro, de Abajur Lilás.

Quando a descoberta do teatro e o desejo de fazer parte dele?
Desde antes vir ao mundo, sabia que seria esse ofício que seguiria na vida. Mas, efetivamente, desde 2009, quando participei de meu primeiro festival de teatro, em Suzano, SP. Mesmo com todas as premiações, a certeza se deu quando os meus pais entraram no camarim, com seus abraços e palavras positivas. Foi ali que tive a convicção de que tinha escolhido a profissão de minha vida.

O que merece destaque em seus primeiros trabalhos, ainda no teatro amador?
Destaco o meu espetáculo A Lenda do Fantasma Branco, numa apresentação em Santo André, na qual coloquei 24 atores em cena, sem experiência alguma. Foi nesse espetáculo, de 2005, que amadureci em diversos aspectos, principalmente na gestão de pessoas.

A participação em festivais de teatro teve algum significado especial em sua formação/constituição como ator?
Muito significado. São vivências, bagagens e experiências que ganhei e que carrego até hoje, continuando a aprender muito, dia após dia.

As escolas de teatro têm formado bons profissionais. Há lacunas que precisam ser preenchidas?
Há escolas e escolas. Depende muito das premissas e valores na formação de um ator. Cabe ao ator pesquisar antes qual a filosofia da escola e o seu real objetivo com o ofício de ator. Vejo que há uma escassez muito grande de bons profissionais que respirem teatro, que tenham o teatro em sua epiderme, como acontece com os grandes atores de vanguarda. Por isso, não podemos deixar de estudar e ser formadores de opinião, até porque, como artistas, temos grande poder de transformação.

Com o foi a experiência de encenar textos clássicos da dramaturgia, dentre eles Antígona e O Misantropo?
São duas peças com viés político e social e foi um desafio imenso trazê-las ao contexto contemporâneo.

E o encontro com o diretor Jean Dandrah, resultando em diversos espetáculos, com temporadas extensas e grande público?
Estamos empreendendo todos os dias e desde que comecei a produzir, mesmo estando em cena, a cada espetáculo é um desafio maior. É uma loucura sem precedentes, quando resolvemos colocar um espetáculo em temporada, sem verba. E só conseguimos fazer isso através das ações que criamos.

Considera Veludo, de Bendito Seja Seu Maldito Nome, um de seus desafios maiores no palco?
Falo do Veludo sem esquecer de mencionar o Giro, que fiz em outras temporadas. Ambos os personagens surgiram de um processo muito complexo, pois são de um universo que não imaginamos. Para mexer no lixo alheio, temos que mexer no nosso lixo primeiramente, sem saber o que iremos encontrar, dando voz à marginalidade. O interessante nesse processo é o quanto somos afetados por esses personagens e sempre com o cuidado para que não haja catarse em cena. Bendito trazuma história muito bem contada e costurada pelo diretor Jean Dandrah.

Fazer cinema no Brasil ainda é um desafio imenso. Pode nos contar um pouco sobre O Corpo, curta-metragem de Amorin Filho, em que atuou?
O cinema é um mercado que vem crescendo e fazer um filme com qualidade e conteúdo ainda é um desafio. Em O Corpo eu fiz um delegado que investiga o suicídio de um jovem rapaz, que se matou por conta do amor por uma garota que manipulava os homens para conseguir o que bem quisesse.

Novos projetos para 2018?
No teatro vou produzir e atuar no espetáculo infantil Gatos, com texto de Jean Dandrah. Na dança estou com um piloto para iniciar no próximo trimestre, cujo objetivo é a dança performática, originada de histórias inusitadas ou marcantes e que será aberto para o público que quiser compartilhar. Na salsa e no zouk, ritmos que danço, estou com nova parceira e participaremos de alguns campeonatos. No mais, sigo me aperfeiçoando, com aulas de canto, jazz e balé.

*Angelo Mendes Corrêa é mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP), professor e jornalista. Itamar Santos é mestre em Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP), professor, ator e jornalista.