| Meiotom - Crônica |
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título |
ESTELA WADA |
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Eu e os outros
Eu não sei
para que, muito menos para quem...mas todo mundo faz, todo mundo
mantém.
É um tal
de correr daqui, fugir dali e parar em lugar algum. E mesmo assim, a gente
mantém.
Mantém um
rumo (pra onde?), mantém um ritmo (qual?), mantém um vínculo (na verdade,
um vício).
E lá pelas
tantas, depois de horas e horas de vida (não quero falar em anos...),
alguém se toca (nem todos) de que foram horas massacradas, impostas,
sufocantes, quase assassinas.
E, por um
insight ou por um AVC!, a gente pára, chora, respira, chora de novo e
descobre finalmente que viveu por alguma coisa que não era sua, para
alguém que não era você, correu sem saber para aonde, fugiu sem saber
porquê e seguiu um ritmo que não era seu.
Foi um
caminho descoberto pelos outros...os outros...como no filme “Os Outros”,
onde você pensa estar vivendo o seu dia-a-dia quando na verdade já morreu.
Deixou de lado tudo o que é seu.
Você se
vicia pelos outros, trabalha por outros, vive com outros mas nada disso
você faz por si.
Ah
é...vamos voltar ao momento do AVC...Mas será que dá tempo? Ou ele já nos
levou?
Vamos
tentar voltar antes do AVC...que idéia idiota, a essa altura já
fui.
Mas, se eu
puder voltar, vou viver o que deixei de viver e contemplar os meus
próprios sonhos e respirar o meu próprio ar.
Se eu voltar...quero apenas ser
livre e inteligente o suficiente para saber que o que sou, para aonde vou
e o vício que terei serão parte de minha decisão, isenta de qualquer
obrigação.
Sem
amarras, sem sufoco, sem ilusões terceirizadas!
Simplesmente SoltAndo...me tornando
Eu, sem os outros.
(estelamariwada_28.Jun.07
– 17:56) |
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