Meiotom - poesia


 

título: mensagem

Eunice Arruda


 

 

É

Natal

novamente

onde estamos

e onde não estamos

 

Nas ruas

nas noites enfeitadas

o Natal chega

passo a passo

em cada dia de dezembro

E não há como fugir

já não há onde esconder

o encontro é inevitável

Há que se aproximar então

o coração aberto

o afeto dilatado

Deixar

se desprender de nós

fardos desnecessários

forjados impedimentos

e aceitar

Aceitar esta carga – condição de ser humano

 

É Natal

Há que se respirar

com novo fôlego

um outro ar

aqui

onde estamos

e onde jamais estaremos

o Natal nos transporta

como um barco incansável

 

É preciso deixar

esta água

fluir

é preciso aceitar

o mistério das fontes

 

Não podemos deixar morrer nenhum nascimento

 

                        EUNICE ARRUDA

 

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