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É
Natal
novamente
onde estamos
e onde não estamos

 

Nas ruas
nas noites enfeitadas
o Natal chega
passo a passo
em cada dia de dezembro
E não há como fugir
já não há onde esconder
o encontro é inevitável
Há que se aproximar então
o coração aberto
o afeto dilatado
Deixar
se desprender de nós
fardos desnecessários
forjados impedimentos
e aceitar
Aceitar esta carga - condição de ser humano
 


 

É Natal
Há que se respirar
com novo fôlego
um outro ar
aqui
onde estamos
e onde jamais estaremos
o Natal nos transporta
como um barco incansável
 

 


É preciso deixar
esta água
fluir
é preciso aceitar
o mistério das fontes

 

Não podemos deixar morrer nenhum nascimento

                                                                

  Eunice Arruda

 

Com este belíssimo poema de Eunice Arruda,

eu lhe desejo um Natal repleto de alegria e paz.

Mary Castilho

 

dezembro de2012