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o fio
de prata
o presente literário é o presente: esse algo que acontece. diálogo com escritores vivos e mortos | agora, amanhã, desde ontem #decodifique à luz do teu desejo o rastro de leitura (eu quis) pra colorir o caderno-livro. habitar meu deserto | escrito e reescrito. pq o fio de prata arrebentará enquanto há tempo. a urgência me degola – é um tipo de prazer. assim, a troca se dá por meio de pedaços do corpo: o corpo de existir. a tua voz. rabiscos como extensões dos dedos. etc. não tenho a literatura impor mentiras (ou o particular. o que não é o gesto de reformular a substância de outros sem fim. outros dentro de outros) #decodifique à luz do teu desejo não te disse? tudo é mortal e dolorido como antes. o antes-depois. o-de-sempre. neste instante. ou nas vanguardas de 70 anos atrás. em tradições ou rupturas. o futuro gasto revive na órbita do Ritmo. #decodifique à luz do teu desejo também não te ofereço a palavra como salvação dos teus males. pq a literatura (desculpe falar assim, como quem não quer nada) a literatura também é mal. e o mal. esse também | considere | é universo.
veja, se
te
importa
saber >>> o
mal não
é cristão. esqueça
o gozo
de ser
mártir.
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