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meiotom.blog EVENTO LITERÁRIO |
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Revista
Observatório
Edição de
outubro traz
como tema a
diversidade
cultural
brasileira
Segundo o
secretário
Américo
Córdula,
esta revista
traz
importantes
informações
a respeito
dos
instrumentos,
desafios,
exemplos e
reflexões
sobre a
diversidade
cultural:
“acredito
que esta
publicação
vai se
tornar uma
referência
para estudos
e
compreensão
sobre o
tema.
Parabenizo o
Instituto
Itaú
Cultural na
pessoa de
Eduardo
Saron, pois
não mediram
esforços
para
produzir
esta revista
que,
acreditamos,
virá
acrescentar
ao Instituto
mais um
trabalho de
excelência,
ao
Observatório
da
Diversidade
Cultural,
através do
José Márcio
Barros,
pesquisador
e editor,
que sempre
nos provoca
e faz
refletir o
quão
complexo e
fascinante é
entender a
diversidade
cultural, e
ao
secretário
executivo do
MinC,
Alfredo
Manevy, que
conduz e
fomenta a
diversidade
cultural em
todas as
políticas do
Ministério,
além da
equipe da
SID, que
cada vez
mais se
aperfeiçoa
no tema.
Juntos,
todos
realizaram
um trabalho
com muita
competência
e não
mediram
esforços
para
produzir
estas 180
páginas”.
De acordo
com o
editor, o
objetivo
dessa edição
foi mapear
ideias e
atitudes
sobre a
diversidade
cultural,
abordando
sua
importância
antropológica,
política,
econômica e
estética, e
dando voz a
alguns
segmentos
representativos
da
diversidade
cultural
brasileira,
para se
pensar a
diversidade
cultural. A
revista é
dividida em
quatro
seções.
A primeira é
um dossiê em
torno da
Convenção
sobre a
Proteção e a
Promoção da
Diversidade
das
Expressões
Culturais e
as políticas
públicas que
buscam
aplicá-la no
Brasil.
O MinC, por
meio da SID,
colaborou
com textos,
artigos,
estatísticas,
balanços e
sugestões de
matérias,
tais como o
texto
Para
entender a
Convenção,
de Giselle
Dupin,
coordenadora
da
Diversidade
Cultural da
SID/MinC,
que traça um
histórico e
aborda os
objetivos
desse
importante
instrumento
político e
jurídico
internacional,
adotado na
Unesco em
2005 e já
ratificado
por 103
países. O
texto
Diversidade
Cultural e
Sociedade do
Conhecimento,
de Alfredo
Manevy,
secretário
executivo do
Ministério
da Cultura,
apresenta
alguns
exemplos da
relação
entre a
diversidade
cultural e a
agenda
política e
institucional
do Governo
Federal.
Em seguida,
Jurema
Machado,
arquiteta e
Coordenadora
de Cultura
da Unesco,
analisa os
desafios
para a
efetivação
da
Convenção,
destacando
que a agenda
política por
ela
inaugurada
está apenas
iniciando, e
ainda não se
pode medir
seus
efeitos, mas
que alguns
avanços já
são
visíveis.
Ela cita o
caso de
alguns
programas
intersetoriais
que permeiam
o mandato da
Unesco nas
áreas de
educação,
cultura,
comunicação,
ciência e
desenvolvimento
social.
Uma
entrevista
exclusiva
com Américo
Córdula,
secretário
da
Identidade e
da
Diversidade
Cultural do
Ministério
da Cultura,
destaca a
importante e
decisiva
participação
do Brasil no
processo de
construção e
efetivação
da Convenção
da Unesco,
bem como as
características
dos
programas
desenvolvidos
pela
Secretaria
sob seu
comando. Uma
das
principais
ferramentas
de política
pública
desenvolvidas
pela
SID/MinC são
os editais
públicos de
premiação de
iniciativas
culturais,
dos quais a
revista
apresenta um
balanço
elaborado
pela equipe
da
Secretaria.
Lia Calabre,
pesquisadora
do setor de
Estudos de
Política
Cultural da
Fundação
Casa de Rui
Barbosa, e
Albino
Rubin,
professor da
Universidade
Federal da
Bahia (UFBA)
e docente de
seu Programa
Multidisciplinar
de
Pós-Graduação
em Cultura e
Sociedade,
assinam
juntos um
artigo no
qual afirmam
que a nossa
sociedade
capitalista
não
constitui um
bom ambiente
para a
diversidade
cultural, e
apresentam
um conjunto
de
características
necessárias
para uma
efetiva
política
pública para
sua proteção
e promoção.
A segunda
seção da
revista
apresenta um
conjunto de
textos
resultantes
de estudos e
apontamentos
realizados
por
jornalistas
e
pesquisadores
brasileiros
a convite do
Observatório
da
Diversidade
Cultural. O
primeiro
deles é de
Ulrike
Agathe
Schröder,
doutora em
comunicação
social pela
Universität
Essen-Gesamthochschule
e professora
da UFMG. Ela
aponta as
singularidades
e as
semelhanças
do rap no
Brasil e na
Alemanha. Já
o jornalista
e poeta
Bráulio
Tavares
aborda a
rica e
curiosa
linha
poética e
histórica
que aproxima
e une o rap
e o repente,
a poesia
falada e o
verso feito
na hora, no
Brasil, na
África e nos
Estados
Unidos.
Em
Trânsitos
Intermidiáticos
e
diversidade
cultural,
Talize Melo,
Renata
Alencar e
Geane
Alzamora,
professoras
e
pesquisadoras
da área de
comunicação
e cultura,
discutem o
espaço
relacional
da cidade e
o tipo de
experiência
que temos na
atual
configuração
urbana, e a
mediação
tecnológica
de que nos
valemos para
singularizar
e registrar
nosso estar
no mundo.
Por fim, o
professor
José Márcio
Barros
procura
relacionar,
em seu
texto, o
debate sobre
a proteção e
a promoção
da
diversidade
cultural com
a questão da
gestão
cultural. A
pergunta
central do
texto é: ao
definir o
pluralismo
cultural
como a
resposta
política à
realidade da
diversidade
cultural,
como pensar
a gestão
cultural no
singular?
A terceira
seção da
revista
chama-se
Olhares
sobre a
diversidade
cultural,
um recorte
sobre a
diversidade
cultural em
diferentes
regiões do
Brasil. No
primeiro
texto, três
jovens
jornalistas
e
fotógrafos,
Humberto
Pimentel,
Luan Barros
e Rafael
Munduruca,
procuram
desvendar a
tênue
fronteira
que separa e
une as
práticas de
afirmação
identitária
e a
alteridade.
Os Pomeranos
de Santa
Maria de
Jetibá no
Espírito
Santo, a
comunidade
japonesa
Yuba em São
Paulo, o
movimento
LGBT de
Camaçari na
Bahia, a
comunidade
negra dos
Arturos de
Contagem em
Minas
Gerais, a
comunidade
árabe de
Campo Grande
no Mato
Grosso do
Sul e os
povos
indígenas de
São Gabriel
da
Cachoeira,
no Amazonas,
formam um
rico painel
das
possibilidades
de
convivência
e cooperação
entre os
iguais e os
diferentes.
No roteiro
de leituras
apresentado
a seguir,
preparado
pelas
pesquisadoras
Fayga
Moreira e
Paula
Ziviani, o
leitor
encontrará
sugestões de
livros e
textos
capazes de
subsidiar
buscas para
o
alargamento
e o
aprofundamento
da
compreensão
da
diversidade
cultural e
de seus
temas
conexos.
O músico e
compositor
Marcelo
Yuka, um dos
fundadores e
ex-integrante
da banda O
Rappa e
atualmente
dirigente da
ONG
F.U.R.T.O.,
participa da
revista com
uma inédita
poesia de
sua autoria.
Na quarta e
última
seção,
especialistas
e
pesquisadores
de seis
diferentes
países
produziram,
para a
Revista,
diferentes
abordagens
sobre a
temática da
diversidade
cultural.
O argentino
Néstor
Garcia
Canclini,
professor da
Universidad
Autónoma
Metropolitana,
do México,
aborda a
relação
entre a
diversidade
e os
direitos no
contexto dos
processos de
interculturalidade
global. Para
o autor, o
debate sobre
a
diversidade
cultural
deve
considerar
as conexões
entre as
tecnologias
digitais, a
globalização
e a
informatização
da vida
social e
política, de
forma a
compreender
os novos
cenários e
sujeitos que
dela
emergem.
Já para
Jésus
Martín-Barbero,
professor e
fundador do
Departamento
de Ciências
da
Comunicação
na
Universidad
del Valle,
na Colômbia,
a questão da
diversidade
cultural
adquiriu
novos
sentidos,
que superam
a mera
afirmação da
“pluralidade”
e passam a
significar a
simultaneidade
entre
alteridade e
interculturalidade.
Com um olhar
focado na
questão da
memória
coletiva,
Martín-Barbero
reflete
sobre a
emergência,
em
diferentes
países
sul-americanos,
do desafio
de pensar o
patrimônio
cultural
como
expressão da
diversidade
cultural.
No artigo
“Os direitos
culturais
finalmente
na linha de
frente?”,
Patrice
Meyer-Bisch,
membro da
Cátedra
Unesco para
os Direitos
do Homem e a
Democracia,
da
Universidade
de Fribourg,
na Suíça,
volta a
analisar as
relações
entre o
direito à
cultura e a
diversidade
cultural,
estabelecendo
uma conexão
com a
problemática
do
desenvolvimento.
A pobreza
cultural é
debatida
como o
processo de
restrição ao
pleno
exercício
dos direitos
culturais,
que impede a
experiência
com e na
diversidade.
Para Luiz
Albornoz,
Professor da
Universidade
Carlos III,
de Madri, e
coordenador
do
Observatório
de Cultura e
Comunicação
da Fundação
Alternativas,
o mundo
contemporâneo
é fortemente
marcado por
processos de
mediação
centrados de
forma
excessiva em
poucos
agentes, o
que traz uma
grande
ameaça à
diversidade
cultural.
Para ele, a
Convenção da
Unesco de
2005 e a
Carta
Cultural
Ibero-Americana,
de 2006, são
importantes
instrumentos
de
enfrentamento
aos riscos
de
empobrecimento
cultural.
José Machado
Pais,
pesquisador
e professor
da
Universidade
de Lisboa e
presidente
do
Observatório
de
Atividades
Culturais em
Portugal,
discute como
os processos
crescentes
de migração
transformaram
a União
Europeia num
território
da
diversidade
cultural.
Entretanto,
os desafios
para a
superação
dos
preconceitos
e das
políticas
discriminatórias
são
pré-requisitos
para a
construção
de uma
coesão
social por
meio da
diversidade.
Por fim, o
antropólogo
e professor
da UFBA Luiz
Mott
pergunta: o
que seria
educar para
a
diversidade,
tanto no
contexto
formal
quanto no
informal da
educação e
da cultura,
especialmente
numa cultura
ainda
marcada pela
homofobia e
pela
discriminação
dos
segmentos
LBGT?
Com suas 180
páginas, a
revista
constitui
uma
importante
contribuição
para a
discussão do
tema
diversidade
cultural.
Acesse
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As
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