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Cia do Bife estreia seu segundo espetáculo PEQUENA LADAINHA ANTI–DRAMÁTICA PARA A REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DOS CATEDRÁTICOS DO INSTITUTO FEITOSA BULHÕES A EXCELÊNCIA DO ENSINO EM MAIS DE CINCO DÉCADAS DE FUNCIONAMENTO

A peça com direção e dramaturgia de Chico Carvalho estreia dia 13 de setembro no SESC Pompeia. O elenco é formado pelos atores André Hendges, Ana Junqueira, Dani Theller e Sarah Moreira.

Link de fotos de Bruna Brignol

O espetáculo se inicia com três senhoras, que são membros titulares do corpo administrativo do Instituto Feitosa Bulhões, em um encontro de emergência com o professor Adalberto Prachedes, que acaba de ser acusado formalmente pela secretaria de educação do município, por comportamento inadequado em sala de aula. Seu erro, aparentemente, fora tamborilar os dedos inadvertidamente nas costas da aluna Ludmilla Stefanno em uma inspeção de rotina durante uma prova semestral.

A Dra Neusa, a diretora do Instituto Feitosa Bulhões, Dona Soraia,  secretária pedagógica e Dona Eneida, auxiliar para assuntos administrativos, se reúnem ao redor da grande mesa com o referido acusado para tratar das razões que levaram a situação àquele limite.

“O ponto de partida é a incapacidade de fugirmos às repetições como princípio das investidas humanas. Palavras e gestos encrencam mutuamente numa espiral de células rítmicas e sonoras bastante emblemáticas de uma encruzilhada que é típica do nosso tempo: a velocidade da informação em parceria com uma sensação de vazio gerada justamente pelo aceleramento do tempo e do espaço”, descreve Chico Carvalho.

Como resultado, as ideias também naufragam. É um cenário Beckettiano com pitadas de Kafka e Thomas Bernhard, todos poetas que escancaram a difícil tarefa que é movimentar-se em um contexto pegajoso de regras, burocracias, retóricas e asfixiamentos variados.

Sobre a encenação

O cenário da ação, criado por Júlia Armentano e Maíra Benedetto, é, essencialmente, uma grande mesa, objeto que, já de início, nos incita à tarefa de tagarelar em parceria com outros, todos devidamente sentados em cadeiras igualmente aprisionadoras de qualquer espírito adepto de alguma liberdade.  A luz e o som, ao invés de pontuar ou sublinhar o que as palavras dos atores ecoam, agem como interferências decisivas no andamento dos diálogos, ora direcionando a ação para determinado lado, ora interrompendo o fluxo ininterrupto de verbos trocados.

Os figurinos de Marichilene Artisevskis sugerem um atraso no tempo, uma sensação de emboloramento da vida que insiste em tropeçar e nunca empreender avanço. Se houvesse uma cor que tingisse uma película entre palco e plateia, seria a sépia. Há qualquer coisa de cansaço misturado ao desejo de resolver os problemas apresentados pelo mundo.

A contradição é justamente essa: de um lado um tédio monumental, do outro uma prontidão absoluta para dançar a música.  

“A tentativa de comunicação com a plateia é uma empreitada de semelhante ousadia, afinal de contas, nessa altura do campeonato, será que há alguma coisa importante a ser transmitida ou compartilhada? Qual é o papel do teatro dentro desse contexto premente de esquizofrenias? O palco aparece não como solução de nada, senão como espelho do gigantesco descompasso rítmico a que chegamos, seja para impedir-nos de organizar ideias, ou mesmo para fazer delas uma chama potente de algo ainda sem direção definida.” Completa o diretor.  

Voltado para um público a partir de 12 anos, o espetáculo Pequena Ladainha Anti-Dramática para a reunião de emergência dos catedráticos do Instituto Feitosa Bulhões, a excelência do ensino em mais de cinco décadas de funcionamento dialoga com todos os interessados independente de gênero, classe social, perfil cultural, formação e hábitos.


SINOPSE

O corpo administrativo do Instituto Feitosa Bulhões convoca um encontro de emergência com o professor Adalberto Prachedes que acaba de ser acusado formalmente pela Secretaria de Ensino do município por comportamento inadequado em sala de aula. Seu erro, aparentemente, fora tamborilar os dedos inadvertidamente nas costas da aluna Ludmilla Stefanno durante uma inspeção de rotina durante uma prova semestral.  Dra Neusa, diretora do Educandário Feitosa Bulhões, Dona Soraia, secretária pedagógica e Dona Eneida, auxiliar para assuntos administrativos, se reúnem ao redor da grande mesa com o referido acusado para tratar das razões que levaram a situação daquele limite.

CIA DO BIFE

A Cia do Bife foi formada em 2015, com a reunião do premiado ator Chico Carvalho e dos atores Ana Junqueira, André Hendges Dani Theller e Sarah Moreira, cujas trajetórias artísticas estão ligadas a trabalhos com grupo e artistas como Celso Frateschi, Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes, Cia Em Versão, Coletivo Cronópio e Fatal Companhia. O encontro dos cinco artistas aconteceu devido à peça Pequena Ladainha Anti-Dramática para o Episódio da Fuga do Leão do Circo e Outros Boatos Pouco ou Quase Nada Interessantes..., que Chico Carvalho havia escrito e pretendia encenar com as três atrizes. No mesmo ano, o projeto de estreia da peça foi contemplado pelo edital Proac de Montagem e Temporada de Espetáculo Inédito. A estreia se deu na cidade de São Paulo em junho de 2016, no Teatro Club Noir, seguindo para os teatros municipais Alfredo Mesquita e Cacilda Becker, e depois para o Tusp (Teatro da Universidade de São Paulo). A peça foi apresentada também nas cidades de Campinas, Santos e Limeira, onde também foram realizadas oficinas e debates abertos ao público, e nos SESCs Santo Amaro, Presidente Prudente e Jundiai. Até o momento, a peça de inauguração da Cia do Bife  já realizou mais de 50 apresentações.


CHICO CARVALHO

Chico Carvalho Ator formado pela Faculdade de Artes Cênicas da Unicamp no ano de 2000. Atualmente compõe elenco na montagem do espetáculo Peer Gynt (Ibsen) na função de intérprete do protagonista e com direção de Gabriel Villela, espetáculo que cumpriu temporada no ano passado (2016) de setembro a dezembro e com reestreia em 22 de fevereiro do presente ano (2017) no Teatro Popular do Sesi SP. Peer Gynt ganhou diversos prêmios pelo trabalho realizado, entre eles o de melhor ator principal (FEMSA – Teatro Jovem 2016). Também como ator, participou recentemente do espetáculo Volpone, de Ben Jonson, com direção de Neyde Veneziano. Em 2015 esteve em cartaz com os espetáculos A Tempestade (Shakespeare), dirigido por Gabriel Vilella, e Consertando Frank (Ken Haines), dirigido por Marco Antônio Pâmio. Também, em anos recentes, envolveu-se na montagem de diversas peças, tais como: Ricardo III (Shakespeare), sob direção de Marcelo Lazzarato, ocasião em que foi agraciado com o prêmio Shell 2013 de melhor ator ao interpretar o papel título. Como dramaturgo e diretor, marcou presença no cenário teatral com o espetáculo Pequena Ladainha Anti-Dramática para o Episódio da Fuga do Leão do Circo e Outros Boatos Pouco ou Quase Nada Interessantes, que foi agraciado com o PROAC do Estado de São Paulo e cumpriu três temporadas diversas no ano de 2016. O trabalho deu início a um novo coletivo de artistas, a Cia do Bife, que tem como objetivo continuar pesquisando e aprofundando a mesma linguagem poética apresentada no espetáculo inaugural. Chico Carvalho é professor de história do teatro brasileiro na Escola Superior de Artes Célia Helena e também Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Mestre em Multimeios pela Unicamp, atualmente desenvolve doutorado em Artes da Cena pela mesma universidade.  

FICHA TÉCNICA

Direção e dramaturgia: Chico Carvalho

Elenco:  Ana Junqueira, André Hendges, Dani Theller e Sarah Moreira

Iluminação: Junior Docini

Cenário: Júlia Armentano e Maíra Benedetto

Figurino: Marichilene Artisevskis

Fotos: Bruna Brignol

Produção: Contorno Produções

Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez

Assistente de Produção: Bianca Bertolotto


SERVIÇO

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

De 13 de setembro a 6 de outubro

Quinta, sextas e sábados às 21h30, domingos e feriados às 18h30.

Espaço Cênico – SESC Pompeia