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Genézio de Barros em O Monstro, com estreia no Teatro Vivo no dia 5 de junho

Adaptação de Hugo Coelho para o conto homônimo de Sérgio Sant’Anna apresenta as confissões de um professor de filosofia que, ao lado de sua namorada,  seduziu e abusou de uma jovem durante um inesperado  jogo de sedução de consequências imprevisíveis.

 A possibilidade de pessoas comuns cometerem atos terríveis em busca de saciar seus desejos mais obscuros é o tema do monólogo O Monstro, uma adaptação do diretor Hugo Coelho para o conto homônimo de Sérgio Sant’Anna. A peça estreia no Teatro Vivo no dia 5 de junho e segue em cartaz até 1º de agosto.

O espetáculo também será a atração de abertura do Festival Teatro Vivo, com sessões nos dias 1, 2 e 3 de junho.

O texto original é uma longa entrevista com Antenor Lott Marçal sobre o caso envolvendo a bela jovem Frederica Stucker.  Ele  diz ao repórter que concordou em falar com a mídia para poder expor seus sentimentos, dar suas explicações e falar sobre tudo o que aconteceu sem as limitações fatuais que todo processo penal implica.

A adaptação teatral, que elimina a figura do repórter, apresenta a confissão de um professor de filosofia, ou seja, um homem culto, que está absolutamente consciente dos terríveis crimes que cometeu. Ele resolve abrir o jogo em um cenário não muito bem definido (ao contrário do conto original), que serve para representar a própria consciência do protagonista.

Antenor, interpretado pelo ator Genézio de Barros, fala sobre o perigoso jogo de sedução que vivia com a sua namorada Marieta de Castro, uma bem-sucedida executiva do mercado financeiro. Numa tarde de sábado Marieta atraiu a jovem Frederica para a casa dela e, ali,  junto com Antenor , imersos na busca pelo prazer desmedido, acabam por ultrapassar as fronteiras de um encontro casual e terminam por abusar da jovem.

A ideia da encenação é criar uma reflexão sobre as seguintes questões: de que adianta conhecer a ética, se não somos capazes de ter ações éticas? Quais são os valores que regem a vida em sociedade? Qual caminho deveríamos trilhar em busca da felicidade? Sob quais valores viviam os personagens? O que faz um homem comum cometer um crime atroz? Estaríamos todos sujeitos a essa possibilidade? Quantas pessoas como Antenor vivem soltas em sociedade?

O monólogo apresenta todas as contradições e nuances desse professor que se deixou levar por suas paixões e chega até a fazer com que o público se identifique com ele em alguns momentos. “Não se trata de humanizá-lo, mas de mostrar, por meio de sua trajetória, como um ser humano é capaz de chegar a extremos”.

A montagem mistura diferentes tempos da narrativa: emocional, das memórias, factual e o presente. Tudo está junto e misturado nesse personagem, como se suas confissões fossem uma tentativa “de chegar a uma verdade pelos menos relativa que possa explicar do que é capaz o ser humano”, como ele mesmo afirma no início do texto.

Os abusadores muitas vezes se escondem atrás de seu poder e de uma pretensa sofisticação. Sedutores, atraem suas vítimas e são capazes de cometer verdadeiras atrocidades como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se suas ações não tivessem consequências devastadoras na vida das pessoas.

Não é sem razão que a vítima no conto de Sérgio Sant’Anna é uma mulher, que ainda hoje, sofre uma forte discriminação em nossa sociedade e é tratada como objeto a serviço do mundo masculino.

Os personagens de O Monstro são contraditórios e se expõem inteiramente o que confere ao conto e a adaptação para o palco uma visão critica dos nossos tempos. De uma forma ou de outra revela quem somos desde as pessoas mais simples e seus pequenos delitos até os mandatários da nação.

Sobre Sérgio Sant´Anna – Autor

Contista, romancista, poeta e professor, Sérgio Sant’Anna estudou Direito na Universidade Federal de Minas Gerais e fez pós-graduação no Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Paris. No final dos anos de 1960, viajou a Praga, República Tcheca, testemunhando os eventos que dão fim à Primavera de Praga, movimento que restituía liberdades democráticas em pleno regime soviético.

Estreia na ficção em 1969, com uma pequena edição, paga com a ajuda do pai, do livro de contos “O Sobrevivente”, com o qual ganha bolsa para participar do International Writing Program, da Universidade de Iowa, Estados Unidos. Em 1977, passa a integrar o corpo docente da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), permanecendo até 1990.

A partir de então, dedica-se exclusivamente à literatura, atuando ainda como colunista do jornal O Dia e colaborando com diversos veículos da imprensa, como a revista Cult e os cadernos literários dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Em 2008, depois de 40 anos, volta a Praga, para escrever “O Livro de Praga: Narrativas de Amor e Arte”, lançado em 2011, que integra o projeto “Amores Expressos”, criado pela editora Companhia das Letras.

Sobre Hugo Coelho – Adaptador e Diretor

Formado em filosofia, Hugo Coelho é ator e diretor de teatro e televisão. Em 2015, completou 40 anos de profissão com a direção do espetáculo “Morte Acidental de um Anarquista”, de Dario Fo que esta a três anos em cartaz. Suas mais recentes direções foram: “À Espera”, de Sérgio Roveri “(Selvagens) Homem de Olhos Tristes”, de Händl Klaus; as comédias “Me Segura Senão eu Pulo”, de Luiz Carlos Cardoso, e “Hoje tem Mazzaropi”, de Mario Viana; “Retratos”, de William Douglas Home; “Os Jogadores”, de Nikolai Gogol; a ópera “Treemonisha”, de Scott Joplin, e “O Contrabaixo”, de Patrick Suskind; “Meu Primo Walter”, de Pedro Haidar; e “Quem Casa quer Casa”, de Martins Penna. Sua estreia como diretor foi com a encenação do “Poema Sujo”, de Ferreira Gullar, com Rubens Correa e Ester Góes. 

Na televisão, dirigiu os programas “Jornal do Estudante”, “Brasil Corpo e Alma” e o “Telecurso Segundo Grau”, na TV Globo; a novela “Cortina de Vidro”, de Walcyr Carrasco, no SBT; e o programa de entrevistas “Terceiro Milênio”, na Rede Mulher e na Rede Vida. Ainda atou nas novelas “Água na Boca” (Band) e “O Direito de Nascer”, “Cristal”, “Revelação” e “Amor e Revolução” (todas no SBT); além das séries “Gigantes do Brasil” (History Channel), “Descolados” (MTV) e “O Negócio” (HBO).

Como ator, recentemente atuou nos espetáculos “Assim é (se lhe parece)”, de Luigi Pirandello, com direção de Marco Antonio Pâmio; “O Terraço”, de Jean Claude Carrière, com direção de Alexandre Reineck; “Motel Paradiso”, de Juca de Oliveira, com direção de Roberto Lage.

É ganhador do prêmio Myriam Muniz com seu projeto de pesquisa “Paixões Humanas, uma breve história do teatro ocidental”. É professor e pesquisador da história do teatro e ministra aulas na SP Escola de Teatro e na PUC-SP na Universidade Aberta a Maturidade.

Sobre Genézio de Barros – Ator

Com quase 40 anos de carreira no teatro, televisão e cinema, Genézio de Barros atou em mais de 40 peças. Ele ganhou o prêmio Mambembe de Melhor ator três vezes:  em 1985, por "Inimigos de Classe", de Nigel Williams, com direção de Marcio Aurelio; em 1996, por "Rastro Atrás", de Jorge Andrade, dirigido por Eduardo Tolentino de Araújo; e em 1998 por seu "Ivanov", de Tchecov, também dirigido por Tolentino.

Entre outros trabalhos no teatro, destacam-se: "O Acidente", de Bosco Brasil; "O Fingidor", de Samir Yazbek; "Feliz Ano Velho", de Alcides Nogueira, com direção de Paulo Betti; "Longa Jornada Noite Adentro", de Eugene O’Neill, dirigida por Naum Alves de Souza; e "A Flor do Meu Bem Querer", de Juca de Oliveira, também com direção de Naum Alves de Souza.

No cinema, foi reconhecido por seu desempenho em "Ação Entre Amigos" (1998), de Beto Brant, com o Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival Internacional de Cinema de Chicago, e por "Quase Nada" (2000), de Sérgio Rezende, com Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Natal (2002). Na televisão, seu papel de maior destaque foi em "A Favorita", em 2008. Antes, porém, participou de outras produções na Rede Globo, como "Mad Maria", "Bang Bang" e "O Profeta". Na Band, atuou na versão de 1999 de "O Meu Pé de Laranja Lima". Recentemente, atuou nas novelas “Verdades Secretas” e “Liberdade Liberdade” e na peça “O Semeador”.

Sobre o Teatro Vivo

Com 13 anos de existência, o Teatro Vivo já apresentou 54 espetáculos para mais de 250 mil pessoas, consolidando a Vivo como forte incentivadora da arte no Brasil. Em sua programação, espetáculos que valorizam tanto atores já consagrados no mercado como a nova safra de artistas. O espaço passa por uma grande reformulação para se transformar em um ambiente multicultural, capaz de receber também exposições. O Teatro Vivo está localizado na região do Morumbi, em São Paulo, possui 274 lugares e um ambiente que aproxima artistas e plateia. Saiba mais em http://www.vivo.com.br/teatrovivo/

 

SINOPSE

O Monstro é uma adaptação do conto homônimo de Sérgio Sant’Anna interpretado por Genézio de Barros, adaptado e dirigido por Hugo Coelho. O texto conta a história de Antenor, um professor de filosofia  e de sua namorada Marieta de Castro, uma executiva bem sucedida. Durante um passeio corriqueiro pela Lagoa Rodrigo de Freitas, Marieta se depara com uma bela jovem, que inesperadamente aceita seu convite para ir a sua casa.  O casal envolve a moça num perigoso e arriscado jogo de sedução de consequências imprevisíveis.

 

FICHA TÉCNICA

Conto Original – Sérgio Sant´Anna

Adaptação e Direção – Hugo Coelho

Elenco – Genézio de Barros

 

Cenografia e Figurino – Marisa Rebollo

Iluminação – Rodrigo Alves (Salsicha)

Trilha Sonora e Sonoplastia – Fábio Sá

Direção de Movimento – Vivien Buckup

 

Direção de Palco – Nicolau Ayer

Cenotécnica – Armazém Cenográfico

Assistentes de Direção – Fernanda Lorenzoni e Larissa Matheus

Assessoria Contábil – Eduardo Belvedere

 

Design Gráfico – Francisco Júnior

Fotografia Artística – Heloísa Bortz

Assessoria de Imprensa – Pombo Correio

 

Produtor – Daniel Torrieri Baldi

Realização – Desembuxa Entretenimento

 

SERVIÇO

O Monstro, de Sérgio Sant’Anna, com direção de Hugo Coelho

Teatro Vivo - Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 - Vila Cordeiro

Temporada:  de 5 de junho a 1º de agosto

Às terças e quartas-feiras, às 20h.

Ingressos: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia entrada)

Duração: 60  minutos

Classificação: 16 anos

Telefone: (11) 3279-1520

Capacidade do teatro: 274 lugares

Horário da Bilheteria: de terça a quinta, das 14h às 20h*; e de sexta a domingo, das 14h até o início da peça. Fechado em horário de almoço: de terça a sábado, das 16h às 17h; no domingo, das 15h às 16h.

Estacionamento: Valet - Valor: R$ 20,00