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Se Existe Eu Ainda Não Encontrei, do inglês Nick Payne, reestreia no Teatro Eva Herz dia 1º de março

Com Helena Ranaldi, Leopoldo Pacheco, Luciano Gatti e Lyv Ziese, peça dirigida por Daniel Alvim retrata a falta de comunicação entre uma família de forma bem-humorada e emocionante


Fotos de Priscila Prade

 “Nós somos dignos de sermos salvos se não estivermos preparados para mudar?”

 

Sucesso de crítica e público, a montagem do diretor Daniel Alvim para Se Existe Eu Ainda Não Encontrei, do dramaturgo britânico Nick Payne ganha uma nova temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, entre os dias 1º de março e 4 de maio.

No espetáculo, personagens viscerais mostram como as pessoas, mesmo que estejam preocupadas em salvar a humanidade, encontram subterfúgios para fugir dos problemas íntimos na própria casa. Nesse contexto, os filhos são muitas vezes negligenciados por seus pais.

É o que acontece com a adolescente Anna (papel de Lyv Zieze), que está acima do peso e, por isso, tem sofrido com o bullying de seus colegas de classe. Ignorada pelos pais, ela caminha, de decepção em decepção, para a beira do abismo.

Enquanto a filha enfrenta os desafios dessa turbulenta fase da vida, o ambientalista George (papel de Leopoldo Pacheco) está obssessivamente envolvido com seu livro sobre as emissões de carbono na atmosfera. Já sua mulher Fiona (interpretado por Helena Ranaldi) usa seu novo musical, que está prestes a estrear na escola, como pretexto para fugir das questões conjugais e da doença degenerativa de sua mãe.

A velocidade dos acontecimentos na vida contemporânea é responsável por essa incomunicabilidade entre pessoas próximas, acredita o diretor Daniel Alvim. “O mundo parece girar mais rápido. Parece que temos menos tempo para tudo, mesmo sem sabermos por que precisamos correr tanto?! Temos a impressão de um atropelamento constante. As pessoas tentam se salvar e, talvez, seja por isso que não enxergam o outro. É uma luta individual e solitária”, esclarece.

As barreiras existentes nessa família são ressaltadas com a chegada de Terry (interpretado por Luciano Gatti), o irmão mais jovem e disfuncional de George, um beberrão boca suja apaixonado por uma mulher comprometida. Esse personagem desestruturado é responsável por revelar as relações dilaceradas na família. “Acho que Terry, por ser fruto dessa geração que navega na instabilidade do tempo atual, tem mais compreensão e entendimento sobre o agora. Talvez seja por isso que enxergue além”, comenta Alvim.

O cotidiano aparentemente simples desse pequeno núcleo evoca, no entanto, uma série de temas contemporâneos relevantes, como sustentabilidade, bullying, incomunicabilidade e aquecimento global, que são discutidos com um tom dramático, mas temperado com o conhecido humor britânico.

NICK PAYNE

Considerado um dos jovens autores mais promissores do teatro britânico, Nick Payne, com apenas 33 anos, já ganhou o George Devine Award, um dos mais importantes prêmios de artes cênicas da Inglaterra. Seu talento foi reconhecido pelos jornais The Guardian e The New York Times. Formado pela Universidade de Iorque, Payne é autor de peças como “Constellations” (2012), “The Same DeepWater As Me” (2013), “Incognito” (2014), “The Art of Dying” (2014) e “Elegy” (2016).

DANIEL ALVIM

O ator, diretor e produtor Daniel Alvim é um dos fundadores das companhias Pessoal do Faroeste e Bendita Trupe. Recentemente, foi indicado ao Prêmio Shell de melhor ator pelo trabalho em “Dias de Vinho e Rosas” (2015), com texto de JP Miller e direção de Fábio Assunção. Também atuou nas peças “Vidas Privadas” (2014), de Noel Coward, com direção de José Possi Neto; “Maria Miss” (2012), de Guimarães Rosa, dirigida por Yara Novaes; “O Casamento” (2013), de Nelson Rodrigues, com encenação de Johana Albuquerque; entre outras.

Como diretor, Alvim montou os espetáculos “Quase Lá” (2011), de Maurício de Barros; e “Vida & Obra de um Tipo à Toa” (2012), de Mário Viana. No cinema, atuou nos longas-metragens “Reis e Ratos”, de Mauro Lima, e “Amando a Carolina”, produção argentina com roteiro e direção de Martin Viagio.

SINOPSE

Em uma pacata cidade inglesa, a aparente normalidade de uma família é abalada pela chegada de um parente impulsivo, Terry, irmão mais novo do ambientalista George, um pai e marido tão preocupado em salvar o mundo que ignora o que ocorre em seu lar. Enquanto isso, sua esposa, a professora Fiona não enxerga o sofrimento de Anna,a filha de ambos que, acima do peso, sofre bullying na escola em que a própria mãe leciona. Terry, portanto, só ressalta conflitos que já existiam dentro desse núcleo familiar. É com um misto de risos e lágrimas que o dramaturgo britânico Nick Payne nos apresenta essa história.

FICHA TÉCNICA

Texto: Nick Payne

Tradução: Fred Kling

Direção: Daniel Alvim
Elenco: Helena Ranaldi, Leopoldo Pacheco, Luciano Gatti e Lyv Ziese
Trilha Sonora: Marcello Amalfi

Iluminação: Wagner Freire

Cenografia: André Cortez
Figurinos: Anne Cerucci
Arte Gráfica: Laerte Késsimos
 Fotos: Priscila Prade

Mídia Social: Regina Colon e Thiago Rodriguez

Produtores: Helena Ranaldi, Daniel Alvim, Gustavo Sanna e César Ramos.

Realização: Alvim Produções Artísticas, Arteranaldi Produções Artísticas e Complementar Produções Artísticas

Idealização: Daniel Alvim e Helena Ranaldi

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

 

SERVIÇO

“Se Existe Eu Ainda Não Encontrei”, de Nick Payne

Teatro Eva Herz - Livraria Cultura - Av. Paulista, 2073, Cerqueira César

Temporada: 1º de março a 4 de maio

Às quintas e sextas-feiras, às 21h

Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada)

Duração: 1h30

Classificação: 16 anos

Lotação: 168 lugares (quatro para cadeirantes)