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meiotom poesia & prosa |
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meiotom.blog FLÁVIO AMOREIRA |
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´´´POEMA PORTO´´ |
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´´Sobrevivi ao naufrágio da paixão encerrei todas viagens além-mar esperando no mesmo porto de partida o amor é um barco não mais ‘a deriva agora tornei-me eu mesmo o cais
fugi ao fogo de minhas quimeras não eram sonhos, eram tempestades sem murmúrio que seja condenado mil vezes pela culpa que não carrego mas nunca me julguem pelo arrependimento daquilo que deveria e não cometi por medo do desejo que hoje apontaria o dedo sem mais Amor que vivido......
no verão quedei as velas no verão estaquei as âncoras no verão fiz-me albatroz num penhasco tosco agora tornei-me eu mesmo o cais e desterrado marinheiro
chegado o outono e quando soar o sino , não estiveres por perto o templo ainda reverbera em ti o sentido daquele instante não mais consolação / ainda assim o silêncio compartido ecoa dum maio que também partia depois da magia duma noite sem retorno não tens mais aquele maio / nem mais aquela precisa noite
volta-te ao mar da tua origem : a ele pede reflexos que retenham a lembrança: que as vagas contenham nas ondas o pó do teu destino quando o inverno diz mais uma vez solidãoooooooo !! mais uma vez solidão no inverno : responde terno , tiveste num maio pausa ao tormento; foste o homem com seu amado das ruas em silêncio / do vinho ainda em teu hálito; cálamo num casto leito paixão em teu repouso
a Vida não é entendível compreender no vácuo do absurdo no gesto donde escreve amor sem mais amor para ser lido não mais carta que te chegam , quando outrora a linha do horizonte prometia aurora
foste apartado do meu tempo / mas desde o copo ‘a boca nenhum amargor rescende a ranço poeto , esvoaço é a manhã que me sopra e preenche o lastro a fala dos anjos que crêem nas páginas ainda em branco vai ! por quem quiseres e aceita que a folha siga
como o acaso que arde ainda em brasa torna-te ode / elegia eras um corpo, Amor agora erra como poema na estante só amanhece no rosto que move a escrita
longe é onde a ausência é menos que o desespero impossível é o estado da desistência precipitado pelo medo
Poesia é a razão sobrevoando de asas soltas o Eterno é amor de caso pensado; se amas, mergulha, nada deve ser deixado pela metade nem o naufrágio se tanto queiras.... hoje estou livre da paixão do teu corpo embarcou um Oceano em mim....´´
[ FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA
Flávio
Viegas
Amoreira,
escritor,
jornalista
e
crítico
literário
, já
lançou
vários
livros
entre
poesia,
contos
e
romance:
´´Maralto´´- (2001) ´´A Biblioteca Submergida´´ (2002) ´´Contogramas´´- (2003) ´´Escorbuto, Cantos da Costa´´ - (2004) ´´Edoardo, o Ele de Nós´´- (2006) todos pela editora ´´ 7 Letras ´´ do Rio de Janeiro, além de livros por editoras paulistanas como , ´´Oceano Cais´´, pelo selo editorial ´´Dulcinéia Catadora´´. Colaborador em vários sites, revistas literárias e jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, já é cronista de ´´A Tribuna´´ por 12 anos, além de agitador cultural em São Pau lo e no Litoral Paulista. Além de livros traduzidos para universidades norte-americanas e européias, foi incluído na antologia ´´Geração Zero Zero´´, reunião de 21 autores brasileiros selecionados pelo prestigiado crítico literário Nelson de Oliveira, como os mais inovadores autores da prosa nacional na primeira década do século. A antologia saí em maio pela Editora ´´Língua Geral´´´. Sua obra tem repercutido nos mais importantes portais literários brasileiros como www.cronopios.com.br www.meiotom.art.br além das suas leituras performáticas na ´´Casa das Rosas´´ e ´´Pinacoteca Benedito Calixto´´, onde é diretor cultural; pensador da ligação entre Cultura e cidades, o autor é semiólogo e crítico de cinema na ´´Rádio Litoral ´´´de Santos. |
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