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BANDEIRA: CINQUENTA ANOS DE SAUDADE

Perdi no tempo o quanto Manuel Bandeira faz parte de minha vida, sem falar em literatura, vida mesmo de referência, beleza, doçura afetiva.  Dos primeiros livros de poesia “Estrela da vida inteira” vai sempre caindo aos pedaços e o reponho que logo também se esfacela pelo tanto que leio, releio, grifo, acaricio seus poemas.  Ah! tantos Bandeiras desde aquele nascido no Recife , o que padeceu de tuberculose na Suiça com Paul Éluard, o Bandeira meio paulista nas praias de Santos e na Semana de 22 escandalizando a burguesia no Anhangabaú, Bandeira comportado professor do Pedro II,  veterano na Academia,  Bandeira solteirão ainda que nunca tenha deixado as mulheres,  Bandeira tradutor,  amante do cinema,  cronista,  amigo fraterno de Ribeiro Couto e Mário de Andrade,  Bandeira tornado instituição brasileira convivendo com a bossa nova e o jovenzinho Chico Buarque de Holanda!  Bandeira sedimentou essa idéia do patriarca sem perder o poder de reinvenção e radar das novas tendências de nossa literatura. O intelectualismo de Drummond, o cerebralismo de Cabral, a efervescência pop de Vinícius de Moraes, não foram capazes de toldar o céu estrelado de Bandeira, sua influência e sua contemporaneidade nas novas gerações de poetas e pelas oficinas literárias que ministro.  Bandeira dum lirismo único segue sendo livremente pedagógico: é melhor introdução a poesia e balizador para quem já habita o universo do encantamento.  Estou sempre as voltas com as traduções que o mestre fez para Holderlin, Emily Dickinson, Larston Hughes e obviamente de Lorca, bem como as crônicas reunidas falando do Brasil desde a Bellé Epoqué até a Bossa-Nova: Bandeira foi mais longevo dos avatares de nossa literatura, ele mesmo condenado ainda jovenzinho a morte pela insidiosa tísica....