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Coisa
não
é
outra
pois
nomear
apontando
olhos
dourando de
objetos
os
nomes?
navio-poeta
cais
é a
mão
que
aponta
sentir
doendo enjeitado
acaso
encontra
raiz
perfeita
florescendo
alma
disforme
a
fronde
simetria
teimam
vozes
estranho
fado
melancolia
métrica
tendo
tudo
terei
com
Tempo
o
nada
em
excesso
em
saiba
nemnonde
triste
aurora
rebentará
sol
arisco
pesadelo
remonta
ao
todo
que
algo
embala
alva
nuvem
segue
fardo
refazer
noutro
dardo
exasperado
a
centelha
é o
recomeço
que
recende
bola
de
fogo
e
pensamento
para
quando
o
que
se amoldando
noto
a
praia
antes
do
Oceano
o
prisma
profetizando /
horizonte
urânio
celestial
tudo
mais
do
Amor
da
mão
distando, aproxima
querer
o
germe
laivos
inconclusos
cada
manhã
será uma
manhã
outro
dia
verso
este
mesmo
hora
é o
que
transtorna
de
ponteiros
fantasma
contrário
possível
intento
estátuas
de
sal
ao
léu
cruzeiro
pedras
põem-se ao
lugar
no
pouso
Eterno
não
repousam
mitos
estar
longe
é
qualidade
desfazer
meu
corpo
não
é
fora
do
Mar
pela
vista
que
conjugo
não
concebo
sem
mim
do
Mar
só
eu
vejo
sem
par
o
promontório
nonda
vago
/ perispaço
não
concebo
poesia
sem
tato
encarno a
sensação
dum
escaler
distante
tudo
que
não
diste
nenhum
prazer
consome
inconcluso
o
gosto
azul
que
sorvo
é
bem
mais
que
cheiro
rumor
orvalho
é
gozo
do
olfato
orgasmo
do
palato
se
outro
dia
é
esse
aposto
esvanece
poemas
descabaçam
procuro
em
você
golfo
seta
mirante
procuro
em
você
`quem
dirijo
rastro
procuro
em
ti
farol
agosto
gancho
procuro
em
ti
porão
tonel
fardo
procuro
navego
em
você
Sol-mulher
Atlântico
manso
pervogo voluto
hefesto
forjo-me
dorido
mastro
transtorno
tempo
passado
remorso
desfazimento segue aos
passos
do
que
ainda
quero tirando
Deus
do
meu
pedaço
esconde-te
onda
arresto
nada
pende no
Oceano
túrbida
fronde
criar
mais
do
sal
esfeito
tem-se
espaço
pó
recolhido serenado
extremo
façanhas
aguada
aprisionas
fazer
dias
claros
vales
nítidos
um
mar-tú
mais
fundo
horas
restantes ao
molhe
sobram
desistem da
Arte
queda
punha
um
gesto
na
idéia
içando
rima
está
por
vir
poeta
que
anda
além
das
coisas
inventa
dor
colorindo
vaga
peregrina
língua
pensa
esgarça.’’
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