| Meiotom - poesia |
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COntornos |
FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA |
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raízes
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anoitece
queria dizendo
canso durdidura’’
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mistral dourando
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ah!
pulsões do
prorrompia / depuro
a seiva e o prepúcio: goza artimanha desfolhada. hás de ser sempre meu amigo: torna a teu recanto transtorna a letra morta é pouso de quem não mira fundo. há dignidades num influxo: abarca o transporte imerso submergindo enigmas: a carruagem da morte esquece desse que não titubeia. quem escreve nada sabe do que diz nisso acaba sendo mais verdadeiro que tudo-todo omitido pelas coisas: vai além da compreensão o leitor que o sucede na reverberação do que nadava em vale num paraíso dúbio. a imaginação é mais impura das gentilezas que a razão recebe do absurdo: a razão é tão velha como a primeira cafetina da mais velha das profissões: a pilhagem de termos. Aos dezoitos anos conheci uma guilda de homens que se amam nos subúrbios de suas pernas que voam em assovios: vem nesse canto escuro! há uma ponte que nos esconde do riacho turvo: a noite a praia é bréu e nada do céu testemunha as braguilhas em bronhas clandestinas. conheci gente depois da infância e nada perdi esquecendo a meninez: a juventude é forte Quixote arfando estanho/ conheci a deusa, o tigre e suas presas: eu vim de enfrentar desconhecimento e agora pari um ogro azul que chamamos nuvem: não quero o que passa / desço e pranteio o que permanece disfarce que desato. imaneço: tenho um par de óculos e lunetas: tudo que arreganho é dos marujos de Holanda. Volto ao nome / restabeleço a crença : houve dormires em que velavam cortesãos / giramundos / não existem musas: só homens pelos braços. a mim não foste senão. Farei ondas / crescerás um Mar : findaremos vozes / segredos dissipantes : passa um gato do meu feitio de brilho da estatura do meu sonho. Céu / Mar : vácuo que precede é vão : saudades é pranto vestido de amplidão e serra. amanhece gêmeo: somos ambos.’’
Flávio Viegas Amoreira é escritor santista; lá editou 4 livros pela 7 Letras e lança em março de 2007 seu primeiro romance : ‘’Edoardo, o Ele de Nós’’ flavioamoreira@uol.com.br |
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