Meiotom - poesia


 

 

guto cavalcanti

(Inacabado)

 

(SAMBA DE UMA COR SÓ)

 

 

Soa como música em meu lábio

A dança Sol que tem sua pele.

E sim,

E soa, ai! E vibra e, antes,

Mil vezes eu faça você, víbora,

Àquela ali, belle branca

 

Danças, meu amor, porque não cabe em ti a mentira desses versos

 

Dança, gira, rola, canta, mel

Meu Sol de fim de tarde.

Pois sou malandro com classe

Eu te disse! E você ali, parada

Com seu samba de uma cor só.

Não quis acreditar que eu, daqui,

Pudesse, Compusesse teu delírio desmedido, irado!

Samba por detrás da cortina

Samba rosa que dança na sombra estática, glória.

 

ISSO É O SAMBA DO MALANDRO COM ESTILO

E sem métrica!

 

(Mas isso eu mostro só para você)

 

É Poeta, o amor nem passou perto daqui. Eu fui beber em Honoré e, meu caro, ali como aqui,

Vive-se em público!

Quem pode supor, chegada a primavera branca dessas letras, que não há moralidades dissimuladas nesse relevo! Eu é que não vou supor merda nenhuma! Meu querido, você sabe e eu sei, como a nuance exata de um diálogo bem escrito, à lá Woody Allen, ao seu ouvido, para ela, eu digo: o amor disfarça. Tarda em se mostrar! Mas para aquele que se mostra, ele vem.

 

Eu lhe disse, bem logo de inicio,

Que essa bossa era inacabada!

 

Falta você nela

 

 

Mas vai ter, E logo.

Pois, como rezou o capitão do mato, de quem me inspira até o escuro de uma festa, fazendo dança, teu ar nublado,

Vou ter você aqui. Caso me conceda a posse por um dia, possuo.

e

Passa lá no na mercearia do Néco, e vê se me traz, por justo favor por eu estar à sua espera, junto ao seu corpo e canto, me traz um pouco de amor pressa cadência, pois esse bocado de comicidade trágica já deu no teto!

Somos mais nós dois sob o mesmo.

 

 

PONHA UM POUCO DE AMOR NESSA CADÊNCIA PONHA UM POUCO DE MIM E VOCÊ

AMOR

NESSA

CADÊNCIA

PONHA, CARINHO,

PonhaumpoucodeamornessacadênciaPONHAumpoucodeAMORnessaCADÊNCIA

Ponha, a métrica e seu cheiro roxo, salgado, com falsidade, amor PONHA VOCÊ E EU NESSA BOSSA!!!

Concreta, média e barata, um pouco calada, mas melhor, muito melhor mesmo à tempero que se prova por ai...

Aí aí aí...

Rs rsrs rsrsrs/rsrsrs rsrs  rs /rsr rs srsrs srs/ rsrs rsr

Rsrsrsrsrsrsrsrs/

(Rsrsrsrs)

 

 

 

“fazer samba não é contar piada/ e quem faz samba assim não é de nada/... cuidado, companheiro!/ a vida é pra valer! “  vinicius de moraes.

 

 

 

Augusto Cavalcanti é formado em Artes e Comunicação pela Universidade Federal de São Carlos. Nasceu em 13 de julho de 1982. E por ser feriado do trabalhador, e por estar em luto, insano e quieto, lhes enviou! acantiza@hotmail.com