Meiotom - poesia


 

 

EDSON BUENO DE CAMARGO

 

Mostruário-35.

 

Edson Bueno de Camargo nasceu em Santo André - SP, em 24 de julho de 1962,  mora em Mauá – SP.

 Publicou: “De Lembranças & Fórmulas Mágicas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2007; ”O Mapa do Abismo e Outros Poemas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2006,  “Poemas do Século Passado-1982-2000 edição de autor - Mauá - 2002; “Cortinas” (edição artesanal), com poesias suas e de Cecília A. Bedeschi - Mauá - 1981; foi publicado esparsamente em algumas antologias poéticas, jornais e revistas literárias, no papel e na Internet.

Recebeu entre outras, as premiações: lugar nacional - 4º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2008; lugar do PRÊMIO OFF-FLIP DE LITERATURA – 2006 – categoria Poesia; Classificado- X PRÊMIO ESCRIBA DE POESIA – 2008; lugar com o poema “serpentário” e Menção Honrosa com o poema “esquisito” -  3º CONCURSO NACIONAL DE POESIA - COLATINA 2007 PRÊMIO “FILOGÔNIO BARBOSA”.

Participa do grupo poético/ literário Taba de Corumbê da cidade de Mauá –SP.

 

Edson Bueno de Camargo

Rua José Cezário Mendes, 104 Vila Noêmia – Mauá – SP – Brasil.

CEP – 09370-600

correio eletrônico: camargoeb@ig.com.br

 

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universos

 

 

o menino

cria universos

no céu que vê

refletido nas poças da água

 

 

 

esquecimento

 

 

o corredor da casa nova

engole rajadas de vento

e folhas soltas

 

o esquecimento

esfria mais o ar

que este vento polar

que lembra inverno

 

 

espera

 

 

vestido pousado

aos pés da cama

(a lembrar ainda

conter teu corpo)

denota a tua ausência

 

mas é em mim

que se faz sentir mais

 

 

nos varais

 

 

 

nos varais

sonhos em fios e pregadores

secam ao sol  inclemente

de verão

 

 

 

enxame

 

 

 

nas escadas

os anjos sobem e descem

 

 

minha vida

(em um enxame de abelhas)

se esvai pela boca

 

 

 

sufocada

 

 

 

descanso a mão

sobre o parapeito da janela

 

a paisagem é aos poucos sufocada

 

o azul do céu

não está mais

 

 

 

conhecer (ou anzol)

 

 

 

 

há momentos

que somos escravos

da sede de conhecer

 

o peixe

morde a morte

mais por curiosidade

que por fome

 

 

de outra feita

 

 

há um esforço

para que a luz

chegue aos olhos

 

um milhão de anos

do centro à superfície do sol

 

a luz atravessa

já cansada e antiga

a nossa retina

 

de outra feita

 

como capturá-la

 

 

paralelos

 

 

as águas correm em paralelos

os papiros desenham o vento

 

há um Nilo esverdeado de esmeraldas

correndo em nosso sonho

 

o que não vemos

 

 

 

as pálpebras

 

 

as pálpebras

alquebram

em sono senil

 

as sombras

são pedras duras

de quebrar

em sonhos

 

o pão

não alimenta

a mão

que morde

os dentes da fome

 

a palavra vai

para além

destas fronteiras agudas

repousam na língua

 

ali se cristalizam

em gotas calcárias

e músculos



--
"Quem consegue fazer piadas sobre a própria sorte está acima do seu destino" (Sigmund Freud).

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