|
Mostruário-46
Edson Bueno de Camargo nasceu em Santo André - SP, em 24 de julho de 1962, mora em Mauá – SP. Publicou: “cabalísticos” Coleção Orpheu –Editora Multifoco – Rio de Janeiro – 2010,; “De Lembranças & Fórmulas Mágicas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2007; ”O Mapa do Abismo e Outros Poemas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2006, “Poemas do Século Passado-1982-2000” edição de autor - Mauá - 2002; “Cortinas” (edição artesanal), com poesias suas e de Cecília A. Bedeschi - Mauá - 1981; foi publicado esparsamente em algumas antologias poéticas, jornais e revistas literárias, no papel e na Internet ( Em destaque: Casulo, Confraria do Vento, Babel Poética, Meio Tom, Garganta da Serpente, Germina, Zunái.) Recebeu entre outras, as premiações: CONCURSO LITERÁRIO – SÃO BERNARDO DO CAMPO – Premiado na Categoria Poesia Nacional – 2010; 1º lugar 5° FESTIVAL SANTA LÚCIA DE CONTOS E POESIAS – FESTCOPO - Modalidade- Poesia – 2010; 1º lugar nacional - 6º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2010 1º lugar nacional - 4º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2008; 1º lugar do PRÊMIO OFF-FLIP DE LITERATURA – 2006 – categoria Poesia. Participa do grupo poético/ literário Taba de Corumbê da cidade de Mauá –SP.
Edson Bueno de Camargo Rua José Cezário Mendes, 104 Vila Noêmia – Mauá – SP – Brasil. CEP – 09370-600 correio eletrônico: camargoeb@ig.com.br
http://umalagartadefogo.blogspot.com/ http://inventariodn.blogspot.com/ http://www.secrel.com.br/jpoesia/ebcamargo.html http://www.gargantadaserpente.com/toca/poetas/edson_bc.php http://www.meiotom.art.br/edsonbuenopo.htm http://www.pensador.info/colecao/camargoeb/ http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5443045 http://www.youtube.com/camargoeb
Angels in the morning
plantei meus mortos nesta cidade em esperança que rebrotassem como árvores
e os dedos que sangraram regaram a terra seca que bebia cada gota espargida
recolhi as pedras no campo de semeadura e uma a uma para alegrar os deuses ergui caerns
como glaciares
minha cidade não tem um desenho definido e se dissolve em fumaça e em neblina
ao longe se entende a barreira de prédios altos
avançam lentos como glaciares em ronco surdo a devorar as casas baixas
círculo de sangue
carrego a sede de desertos e a certeza perene da repetição do verso costurada nos dentes
sou dos homens que trazem um círculo de sangue na parte superior da mão
e as palmas limpas como areia de aluvião das que repousam o fundo das torrentes depois de secas as chuvas
palavras da pedra
para Nydia Bonetti
sê como pedra para saber os desígnios da pedra
pensar como o veio do granito e sua alma de magma endurecido
falar as lentas palavras da pedra que carregam mais de mil gerações humanas em um cristal de basalto
novos tempos
tombaram os mártires da cidade há muito tempo e não há flores onde estão os campos dos heróis
o fogo sagrado se apagou e a alma da cidade não mais cintila
as casas são fantasmas vazios
(só o eco do silêncio onde havia vida e alegria)
nas ruas erram medo e solidão
e os cães agora selvagens circulam em matilhas
são eles os senhores dos novos tempos
viajores
1 em meus sonhos aparecem aves agourentas
todos perfiladas em penas negras empoleiradas em arame farpado e trapos velhos ao vento
minhas penas minhas asas
2 (o paraíso abre as portas e ruflar de asas e penas brancas)
3 os corvos pousam no arame de cercas decadentes mas ainda com farpas agudas e mais perigosas
as chuvas torrenciais começam
4 os viajores das estradas buscam abrigo para seus carros e máquinas fumarentas
5 pequenas serpentes cruzam meu caminho
acordo com gosto de vinho na boca do sonho
surdos
ando a reler o Canto Geral de Neruda junto com o jornal e o café da manhã estou em busca dos cristais do poema já fossilizado
por vezes certos gestos nos deixam surdos
diante da muda realidade da vida
chuva
a manhã me escapa feito bule e chuva aparelho de chá completo na chuva e goteiras intermináveis nas calhas e gárgulas
é preciso falar o poema para está-lo
de nossos olhos
comemos as sementes das árvores
e as árvores comem as sementes de nossos olhos
e assim tem se feito com homens, árvores e raízes
geração após geração
-- "Quem consegue fazer piadas sobre a própria sorte está acima do seu destino" (Sigmund Freud). "Em uma sociedade mantida pela mentira, qualquer expressão de liberdade é vista como loucura" - Emma Goldamn Link para a aquisição do livro de poemas "cabalísticos" - Edson Bueno de Camargo - Coleção Orpheu - Editora Multifoco - Rio de Janeiro - 2010: http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=272&idProduto=277 Também pelo email: vendas@editoramultifoco.com.br e thiago@editoramultifoco.com.br, no site de compra é informado ao cliente também este email: leosimmer@gmail.com, além do telefone da editora para contato: (21) 2222-3034. Leia poesia em meu blogue: http://umalagartadefogo.blogspot.com http://camargoeb.tumblr.com/ Outras impressões: http://inventariodn.blogspot.com/ http://umdianoite.blogspot.com/ Artes Plasticas e visuais: http://umavoznoinvisivel.blogspot.com/ http://www.flickr.com/photos/camargoeb/ Redes sociais: Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&uid=6705250016659137930 Twitter: http://twitter.com/camargoeb Facebook: http://www.facebook.com/camargoeb#!/?ref=home |