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meiotom poesia & prosa |
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meiotom.blog BRUNO PASTORE |
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O homem que cuida de suas questões se torna poderoso olhar a dentro almejado Estou pras cobranças bailando a descida do funil domando as fendas falo do cutucão tive que passar por mim
Mística individualista chora quando da fome quando quer brincar tenta esboçar palavras sopra glossolalias abre portas após me olhar sem vergonha
Não vou ser Cristo falar tirar o corpo tenho queda profeta a transpor portais e teorias me dei a mim aos manifestos impressos livrando mãos atadas jovens passeatas mas na revolução serei adorno riscando as janelas do crânio não posso me incendiar imagens furando a dedo sou gago paulatinamente invertendo verdades a quem cego se preocupou demais com outros me canso não sendo individuo acabo mirabolante por achar que estou no centro social que nos aniquila romantismo a doença e admirável
voyeur não vou atrapalhar o namoro de fora vou ficar nu em pelo
O fono dialoga em nervo acústico estou curando minha gagueira que secciona a fala que serra elétrica jogando toda tensão da testa em meus dedos como se o mundo não fosse estrela já tivesse sido espelho curando meus traumas na amplidão que só podem se resumir imagens
Revisitarei textos olhar quebrado rendendo desmembrando as civilizações crias da ironia comendo rochas gnósticas de liberdade como almôndegas de bixiga a bela vista da vós de calha deixando escorrer o princípio não é memória é húmus transitando os dias sem apelos certando corpo em cura ferindo o encontro necessário aos desfeches do lugar
Desculpe por ser ladrão de imagens estou tentando resumir o mundo em espécie de provisões levando sobrevivência a casa olhando ao redor sou janela maior que ela tenho a necessidade de arrombar o furto sem eles não daria abrigo em minhas visões mania de deixar folha escrita onde passo quero estar em você no meu sentido fazendo sua transe quieto e bom pra ti catando seus dias a fala rompendo a educação de que sou oposto
Precisei ir sambar na torre de marfim roubar tudo do meu quieto e voltar rateado as imagens
marginalia hermética riscos diários na vertical dificultando alterando a genética cordial
Contra populismo picho o alto do prédio muro é pulo e pintura parede é buraco e conversa
por que o velho susto fecha a janela e restrita a linguagem
Faço poesia espiando teorias tento filosofar até agora consegui atravessar o espírito daqui a pouco não vou precisar mais dela
Grave
Busco a luz da matriz pintura goiva provoca séries facas cortam: tenho merdas de poetas internos e arrisco falar bonito pra que se comunico além do brilho que fala comigo por paredes ilustradas com pitadas manifestas vou reduzindo sem licença mesmo já vi amigos lendo tudo um pouco
e por que não eu
com ou sem imagens que transmitem fala que tenta ser bonito para o avesso que é feio e nada merece que tenho de belo o sagrado anda rente aqueles que nunca foram sagrados |
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