| Meiotom - Crônica |
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título |
pedro silva |
A
Para quem, como nós, vive de e para a literatura,
tomar conhecimento com novos nomes da escrita é sempre motivo de grande alegria.
Portanto, a nossa meta agora é viajar longe mas com os olhos colocados na
cultura. Em primeiro lugar, deslocamo-nos até à Costa Rica, onde tomamos
contacto com Carlos Morales, autor de “Los sonidos de la aurora” (Editorial
Universitária Costa Rica, 1993, 212 pp.). Em segundo lugar, viajemos até à
Argentina, onde Leonardo Javier Valle nos dá a conhecer “Navarro” (Siglo XXI,
2005, Buenos Aires, 236 pp.) e “La outra mitad” (Bifronte Editores, 2005, 109
pp.). No Brasil podemos ler “O quintal iluminado” de Wanda Alves (Magia das
Letras, 2003, 407 pp.). Também na nação irmã voltamos a falar de Mónica Camargo
Coutinho para destacar as obras “Sombras da minha vida” (2005, 85 pp.),
“Memórias do inferno” (2002, 108 pp.) e “Coquetel de emoções” (2006, 98 pp.).
Por último, já em Portugal, visitamos a bela ilha de Angra do Heroísmo, onde
conhecemos a autora Sónia Bettencourt Vieira, autora de “Pena e pluma” (2003, 31
pp.) que a coloca como um jovem valor português no campo literário.
É do Brasil que tomamos contacto directo com maior
número de autores actuais. Por isso é perfeitamente normal que sejam autores
brasileiros a dominar os destaques deste espaço literário. Hoje, a saga
continua, com vários nomes de prestígio. Em primeiro lugar, Joaquim Branco,
autor de “Verdes vozes modernistas” (I.F.S.P., Minas Gerais, 2006, 83 pp.) e de
“O menino que procurava o reino da poesia” (IFSP., 2004, 24 pp.), dentro de
contextos infanto-juvenis. Já Lilian Weber de Freitas se destaca com três
títulos, “Em busca da paz” (Cres Edições, 2005, 86 pp.), “Saindo da lama ao
encontro da luz” (Porto Alegre, 2005, 73 pp.) e “Deus: temer ou amar” (2005, 86
pp.), obras que procuram transmitir conforto interior. Já de Jean-Pierre
Barakat, destacamos obras em língua francesa, no caso “Liturgie d’amour”
(Editions Castel, 1998, 44 pp.) e “Eros, philos, agapé” (Ed. Castelo, 1995, 54
pp.), dominando a poesia como poucos. Rosa Bonini é uma autora já aqui abordada,
aproveitando neste momento a oportunidade para propor a leitura de quatro
títulos, todos pela Editora ST5, de São Paulo: “Merlim, o imortal” (1997, 140
pp.), “Prin” (2001, 61 pp.), “A volta dos guerreiros” (2004, 90 pp.) e “A
procuradora dos pirilampos” (58 pp.). De Guilherme Azevedo, recomendados
vivamente “As aventuras de Alencar Almeida” (Ed. Casa Amarela, 2005, 85 pp.) e
“Entrevista com o diabo” (Tupynanquim Editora, 2002, Fortaleza, 30 pp.). Em
outro registo, mais quatro nomes a fixar: Luciano Gutembergue Bonfim (“Dançando
com sapatos que incomodam” – Ed. Autor, 2002, 50 pp, Fortaleza), João Gabriel C.
Teixeira (“A teoria da sociedade em Freud” – 1991, 55 pp.), Salézio Soethe
(“Tornando-se consciente de si mesmo” – Odorizzi, Blumenau SC, 2004, 175) e Ana
Anciães (“Baralho cigano” – 2003, 186 pp.).