Meiotom - resenhas


 

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TÂNIA DU BOIS

                   

POESIA DE ELIOT

por Tânia Du Bois

 

Li um artigo de Daniel Piza, onde o poeta e ensaísta T. S. Eliot, apresenta em forma de pergunta a sua poesia:

                     “Onde a vida que perdemos no viver?

                      Onde a sabedoria que perdemos no conhecimento?

                      Onde o conhecimento que perdemos na informação?

             T. S. Eliot foi um escritor americano do Século XX que, em apenas um poema, me fez perceber a dimensão que alcançou e que é ainda atualizada, fazendo-me perceber o quanto vivemos num mundo com “informações a toda hora” e como isso pode nos deixar confusos.

          Eliot consegue em seu poema mostrar três níveis distintos: a informação, o conhecimento e a sabedoria. E que cada um tem seu lugar certo. Muitas vezes é classificado como “informação”, o que deveria ser chamado de “dado”. Isto é, quando você sabe apenas uma informação, então terá um dado; quando você sabe qual o papel essencial, um dado contextualizado, então terá a informação. E quando você tem um conjunto de informações no seu valor específico, então, terá o conhecimento.

A sabedoria é o conhecimento transformado em modo de vida. É manter a opinião aberta para que o conhecimento seja sempre revisto.

         Eliot pergunta: “Depois de tanto conhecimento, qual o pecado?” Ter muito conhecimento não é pecado. Acesso às informações, já temos; falta saber o que fazer com elas. Pecado é não repassar as informações adquiridas. Sábio é tornar a informação uma fonte de conhecimento que inove o modo como se interpreta a vida e, ao mesmo tempo, duvidar da transformação da informação em conhecimento, entendendo as manifestações como patrimônio da nossa cultura.  

            Para Eliot, segundo Ivan Junqueira, "não existem palavras mais ou menos belas... seriam apenas as que se adequassem no contexto da estrutura poemática - é um devoto da tradição que quebrou os moldes tradicionais para dar novas formas à poesia inglesa."