| Meiotom - CONCURSO - RESULTADO |
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2006 |
16/09/2006 – 10:20
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II C
ONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA E ARTEI C
ONCURSO NACIONAL DE LITERATURA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA E ARTE–
ENGLOBANDO O XIII CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL ABM E O XI CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL SOBRAMES-BA –L
AUDO DA COMISSÃO JULGADORAG
ÊNERO CRÔNICAProfessor Carlos Ribeiro – Mestre em Letras
Dentre os doze trabalhos inscritos no
I Concurso Nacional de Literatura da Associação Brasileira de Medicina e Arte - gêneroCrônica
, foram escolhidos os seguintes textos, abaixo relacionados e justificados. A escolha foi baseada em critériosrelacionados à linguagem, estilo, originalidade, expressividade e comunicação, chegando-se à seguinte conclusão.
1º Lugar Vana verba
– Nota 9,9 – de Antônio Buarque Caldas Houaiss da CunhaRonaldo Ribeiro Jacobina (Salvador, BA)
A paixão pelas palavras é o mote desta crônica muito bem escrita, marcada por uma fina e discreta ironia. Nela, o autor
relaciona momentos curiosos em que a utilização inadequada de palavras e expressões retiradas do dicionário, por
ingenuidade ou pedantismo, provoca hilariantes ruídos de comunicação e situações insólitas. Com narrativa fluente e a
dose certa de humor, o autor acrescenta, de quebra, para gáudio dos dicionariófilos de plantão, uma explicação sobre a
origem da palavra “baderna”. Você não sabe quem foram os primeiros baderneiros? Leia, então, a crônica de Antônio
Buarque Caldas Houaiss da Cunha, um autor que vale por quatro.
2º Lugar Não, eu não li o “Código Da Vinci”
– Nota 9,8 – de Dr. SmithEberth Vêncio (Goiânia, GO)
Caso você não tenha lido o mais estrondoso sucesso de bilheteria dos últimos anos, não se preocupe: o autor desta
crônica refinada e muito bem construída se encontra na mesmíssima situação; situação, aliás, que o constrange na
entrevista que dá a uma jornalista. Num texto de linhagem psicológica, no qual os acontecimentos ocorrem, em grande
parte, na cabeça do personagem/narrador, o Dr. Smith traz ainda algumas reflexões sobre os caprichos e distorções do
mercado editorial brasileiro, no qual a poesia fica na condição de um pobre patinho feio. Ele propõe, ironicamente, como
forma de resistência, a criação de um novo gênero literário: os poemas de auto-ajuda. Mas, como diz o autor, num
inesperado final feliz, nem tudo está perdido. Ainda há, sim, bons leitores de poesia.
3º Lugar Encarando a “Malhação”
– Nota 9,7 – de AtletaNorma Oliveira Curvelo de Almeida (Salvador, BA)
Uma das principais características de
Encarando “A Malhação” é o humor inteligente com o qual o autor (ou, de acordocom o texto, a autora) trata a decadência física e suas seqüelas estéticas. Ao descobrir, aos 40 anos de idade, o estado de
rugosidade dos seus joelhos, ela decide encarar a famigerada “malhação” numa academia de ginástica, decisão que se
consolidará mais tarde devido à necessidade de tratar uma impertinente dor no joelho esquerdo. É esse esforço, realizado,
segundo uma das personagens, para não ter dor e para não deixar tudo despencar (afinal, diz ela, ter “uma bunda
arrastando é um horror!”), que a autora expõe, com objetividade e leveza (duas importantes qualidades do gênero) numa
crônica curta, de apenas 46 linhas. Um texto, portanto, enxuto, sem gordurinhas extras.
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1ª Menção Honrosa Pavaroti e Caruso
– Nota 9,6 – de PavarotiErnane Nelson Antunes Gusmão (Salvador, BA)
Eis a crônica de um ser predestinado, segundo ele próprio, a ouvir todos os dias dois grandes tenores, do passado e do
presente, Caruso e Pavaroti, e a contemplar duas figuras femininas por ele redimidas: Mata Hari e Salomé. Do primeiro,
destaca o drama de ter morrido aos 47 anos de idade, “quando o mundo inteiro se prostava aos pés da sua voz”. Do
segundo, o feito inédito de ter popularizado a música clássica, realizando “uma espécie de musicoterapia da ignorância”.
Das mulheres, propõe uma revisão: a espiã alemã não seria considerada uma heroína, se o resultado da I Grande Guerra
fosse outro? E a filha de Herodíades, não seria uma jovem inexperiente, induzida pela perfídia de sua mãe a pedir a cabeça
de João Batista? Ou estaria o autor hipnotizado pelo fascínio dessas hetairas? Não importa aqui a validade de suas
elucubrações, mas a capacidade que teve de construir, a partir delas, um texto consistente e sensível.
2ª Menção Honrosa A volta ao peito
– Nota 9,5 – de Ernesto FigueiraIldo Simões Ramos (Salvador, BA)
Em
A volta ao peito, o autor trata, de forma irônica, a capacidade que os seres humanos têm de copiarem tudo e sepassarem por inventores da pedra filosofal. Tomando como exemplo uma crônica de Fernando Sabino, intitulada
Ainvenção da laranja
, na qual, após inúmeras pesquisas, geniais cientistas chegam “à quase insólita conclusão de que omelhor invólucro para o suco de laranja é... a casca”, Ernesto Figueira discorre, com humor, sobre as tentativas de
“invenção” do leite (pasteurizado, condensado, em pó, fermentado, desnatado, diet e light, quem sabe até no futuro o
“leite eletrônico”), para, tal como na história de Sabino, chegar à conclusão singela de que “o lugar ideal para se guardar o
leite... é o peito”. Voltemos, pois, ao peito, diz o autor, “que é onde se armazena o mel da vida”. Quem duvida?
Salvador, 3 de setembro de 2006
Carlos Ribeiro
Jornalista, escritor e professor universitário – Mestre em Letras
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II C
ONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA E ARTEI C
ONCURSO NACIONAL DE LITERATURA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA E ARTE–
ENGLOBANDO O XIII CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL ABM E O XI CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL SOBRAMES-BA –L
AUDO DA COMISSÃO JULGADORAG
ÊNERO CONTOProfessor Carlos Ribeiro – Mestre em Letras
Dentre os dezessete trabalhos inscritos no
I Concurso Nacional de Literatura da Associação Brasileira de Medicina e Arte -gênero Conto
, foram escolhidos os seguintes textos, abaixo relacionados e justificados. A escolha foi baseada em critériosrelacionados à linguagem, estilo, originalidade, expressividade e comunicação, chegando-se à seguinte conclusão.
1º Lugar Y todo a média luz ....
– Nota 9,9 – de MerlinDagoberto de Oliveira Sant’Anna e Souza
Este conto se sustenta, não pela trama ou pelas peripécias de seus personagens, mas pela linguagem. É na linguagem que
está sua principal virtude e a capacidade do autor, cujo pseudônimo, não por acaso, retirou de um mago da mitologia
anglo-saxã, de encantar seus leitores, com a descrição poética de movimentos, de sensações, de intenções e pensamentos
recônditos dos seus personagens. Exímio criador de atmosferas, Merlin parece dar pouca importância à história: o
reencontro de dois amantes num bar, uma relação sexual, uma atitude suspeita, um crime improvável – e o desfecho
trágico. Lunar, saturnal, seu reino é o do inconsciente. Sempre à meia luz.
2º Lugar Odisséia de Natal
– Nota 9,8 – de ÁrtemisMarli Piva Monteiro (Salvador, BA)
Odisséia de Natal
é uma versão tropical de um conto famoso do escritor americano O. Henry, intitulado O presente dosMagos
. O autor da Odisséia, aqui identificado com o pseudônimo Ártemis, o atribui ao dramaturgo Eugene O´Neill, o quenos parece um equívoco, a não ser que O´Neill tenha feito também uma releitura do conto de O. Henry. Mas isto é um
mero detalhe. O que importa é destacar a capacidade do autor que, ao fazer a releitura do drama dos jovens recémcasados,
que sacrificam o que têm de mais precioso para darem-se mutuamente um presente de Natal, consegue preservar
as características essenciais da história original, a emoção do seu desenlace. Um conto humano, num tempo marcado por
tantas desumanidades.
3º Lugar A cor do rabo do gato
– Nota 9,7 – de Pedro BalaIldo Simões Ramos (Salvador, BA)
Diversamente de
Y todo a média luz... (primeiro colocado neste concurso), este A cor do rabo do gato pertence a umalinhagem do conto na qual são as aventuras e desventuras dos personagens que imprimem sua principal marca. No caso,
as peripécias de dois rapazes, Ernesto e Alcebides (ou Bide), pelas ruas e bares da periferia, com o objetivo de se vingarem
do gato que havia roubado a comida de suas marmitas. É acompanhando as trapalhadas deles, que o leitor se diverte com
personagens e situações insólitas: a começar pelo ponto principal de discordância dos dois “caçadores”: qual a cor do rabo
do gato (única parte do bichano visto por eles)? Cinza, como disse ter visto Ernesto? Ou marrom, como jura ter visto
Alcebide? O leitor que tire suas conclusões.
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1ª Menção Honrosa A goiaba de ouro – um conto de amor a ...
– Nota 9,6 – de Georg HänestMarcio Ribeiro Leite (Salvador, BA)
Em
A goiaba de ouro, o autor mostra apenas um flash do cotidiano, um momento de beleza e encantamento. Poderíamosdefini-lo como um instantâneo de sentimento, escrito com delicadeza e afeto. Não há história, não há tramas, sequer
conflito. Há uma epifania, a revelação (renovada) de algo que já se sabe mas que é necessário redescobrir, a cada dia. Um
médico volta para casa, após um longo e exaustivo dia de trabalho, numa pequena cidade da Chapada Diamantina, e ao ver
um intenso brilho dourado no alto de uma goiabeira, fantasia a existência de uma goiaba de ouro. Logo em seguida,
percebe que o dourado vem dos cabelos de sua filhinha, que desce a goiabeira para abraçá-lo. E, ao abraçar o corpinho
quente dela, percebe que “nem todas as goiabas do mundo, transformadas em ouro, se pudessem, pagariam o preço
daquele abraço”. Só isso – e tudo o mais que um texto bem escrito pode suscitar de um tema tão singelo.
2ª Menção Honrosa Era uma vez
– Nota 9,5 – de DiadorimAna Isabel de Oliveira (Salvador, BA)
Era uma vez é a história de dois amantes que jamais puderam se assumir publicamente. Quem assistiu ao filme Brockeback
Mountain poderá, talvez, entender o drama do narrador desta história e da paixão desenfreada por seu arcanjo Miguel.
Longa história, resumida num texto de duas laudas e meia, que começa na fria Poços de Caldas dos anos 70 e atravessa
três décadas, de encontros fortuitos e desencontros, até a morte do amado em um acidente de trânsito na Via Dutra. Ao
final, a declaração do narrador, João José – O homem que amou Miguel.
Salvador, 3 de setembro de 2006
Carlos Ribeiro
Jornalista, escritor e professor universitário – Mestre em Letras
16/09/2006 – 10:20
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AUDO DA COMISSÃO JULGADORAG
ÊNERO ENSAIOProfessor Dr. Aleilton da Fonseca
O julgamento dos ensaios inscritos no
I Concurso Nacional de Literatura da Associação Brasileira de Medicina e Arte foirealizado através de leituras críticas e comparativas, levando-se em conta os seguintes aspectos: tratamento do tema,
objetividade, correção da linguagem, originalidade, expressividade e comunicação. Ao fim dos trabalhos, foi apurado o
seguinte resultado:
1º Lugar Psicologia do Paciente Terminal
– Nota 10,0 – de ShrinkMarli Piva Monteiro (Salvador, BA)
O ensaio “Psicologia do paciente terminal” é bem escrito, em linguagem objetiva e acessível, comunicando as idéias com
clareza e exatidão. Com muita sensibilidade, desenvolve as informações com coerência e forma uma opinião segura,
questionando a posição do médico e da Medicina em face do paciente considerado terminal. Trata-se de um texto
instigante, que flui de maneira original, com leveza, poesia e senso crítico, e que toca fundo pela forte mensagem
humanista que transmite.
2
º Lugar Reflexões sobre a Família – Nota 9,5 – de Dr. JivagoLuiz Fernando Pinto (Salvador, BA)
O ensaio “Reflexões sobre a Família” discorre de forma objetiva, informativa e didática sobre um tema tão antigo quanto
desafiador. Com informações bem dosadas, referências seguras e idéias bem organizadas, traça um perfil crítico da família,
desde sua definição tradicional até a contemporaneidade, reflete sobre a sua formação pós-moderna e suas questões
fundamentais. Um ensaio que instiga e leva a compreender a família num contexto analítico antropológico.
3º Lugar Sesquicentenário de Freud
– Nota 9,2 – de Eleusínio FidélisAntônio Carlos Caires Araújo (Salvador, BA)
O ensaio “Sesquicentenário de Freud” é erudito, bem informado, crítico e opinativo. Discorre sobre diversos aspectos dos
festejos em torno dos 150 anos do Pai da Psicanálise, com vários comentários e apreciações que se embasam em
conceitos, informações técnicas e explicações inerentes a um saber colhido em leituras e na experiência. Através disso, o
texto propõe questões que desafiam o leitor a pensar a respeito de algumas idéias de Freud e seus desdobramentos no
pensamento moderno e contemporâneo.
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1ª Menção Honrosa Simbologia e Mitos dos Seios Femininos
– Nota 9,0 – de OlímpicoErnane Nelson Antunes Gusmão (Salvador, BA)
O ensaio “Simbologia e Mito dos Seios femininos” discorre com leveza, erudição e bom gosto sobre um tema bastante
afeito à poesia, à música e às artes em geral. O texto articula informações da mitologia, da Bíblia e das artes, prendendo a
atenção do leitor pela beleza das imagens e a pertinência das idéias configuradas em torno do tema.
2ª Menção Honrosa A Escola Pública e a Infância das Classes Populares
– Nota 8,5 – de PintassilgoYara Dulce Bandeira de Ataide (Salvador, BA)
O ensaio “A escola pública e a infância das classes populares” discute questões importantes relativas à escola pública em
face das graves diferenças de classe em nosso país. A partir de dados estatísticos, informações e depoimentos de
estudantes carentes, o texto mostra a ineficiência da política educacional e sua incapacidade de prover condições para que
as crianças das classes sociais desfavorecidas possam estudar. De maneira objetiva, crítica e sugestiva, o ensaio toca fundo
na questão da educação brasileira, instigando o leitor a refletir sobre o tema.
Salvador, 03 de setembro de 2006
Prof. Dr. Aleilton Fonseca
Escritor, professor da UEFS e membro da Academia de Letras da Bahia
16/09/2006 – 10:20
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AUDO DA COMISSÃO JULGADORAG
ÊNERO POESIALuís Antonio Cajazeira Ramos, escritor
Dezessete trabalhos concorreram no gênero Poesia do
I Concurso Nacional de Literatura da Associação Brasileira deMedicina e Arte - MedArte
.1º Lugar Procura
, de HonórioRoberto William Borges (Goiânia, GO)
2º Lugar Sobrevida aos fantasmas
, de Dr. SmithEberth Vêncio (Goiânia, GO)
3º Lugar Murmúrios de uma pedra
, de Mamãe OxumMargarida Maria Franco Marques Lobo Valente (Salvador, BA)
1ª Menção Honrosa Poesia oculta
, de OcultaNorma Oliveira Curvelo de Almeida (Salvador, BA)
2ª Menção Honrosa Dicionário do amor
, de DiadorimAna Isabel de Oliveira (Salvador, BA)
Salvador, 2 de setembro de 2006
Luís Antonio Cajazeira Ramos
Julgador
16/09/2006 – 10:20
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ONCURSO NACIONAL DE LITERATURA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA E ARTE–
ENGLOBANDO O XIII CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL ABM E O XI CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL SOBRAMES-BA –L
AUDO DA COMISSÃO JULGADORAC
ONCURSO PÔSTERProfessor Carlos Ribeiro – Mestre em Letras
1º Lugar Astronomia e Mitologia
Ernane Nelson Antunes Gusmão (Salvador, BA)
O pôster Astronomia e Mitologia, de Ernane Gusmão, reúne, em nível de excelência as funções informativa, educativa e
estética de um trabalho dessa natureza. Não é um trabalho pontual, mas fruto de demorado estudo e longa observação
dos fenômenos celestes, o que lhe confere, com mérito, o 1º lugar neste Concurso.
2º Lugar Fortes da Cidade de Salvador
Miriam Rabelo Martins (Salvador, BA)
Em segundo lugar, o trabalho Fortes da Cidade do Salvador, exposição fotográfica de Miriam Rabelo, é merecedor de
especial atenção. Ele é fruto de minuciosa documentação de 11 fortes localizados entre Barra e Monte Serrat e que é
resultado do empenho pessoal da Geógrafa, Historiadora e fotógrafa.
Salvador, 16 de setembro de 2006
Carlos Ribeiro
Jornalista, escritor e professor universitário – Mestre em Letras