Relato
Ficcional
1º Lugar:
“Ler é
Ultrapassar Barreiras”
Autora: Haviany Oliveira Bitencourt
Espigão do Oeste, Rondônia.
Relato que mostra o narrador, dentro de sua casa
simples, em um bairro de classe pobre, de onde vê um
outdoor, com a propaganda “Ler é ultrapassar barreiras”.
Ao ver o anúncio, volta às suas origens humildes, à
infância e ao contato com um colega que lia e valorizava
os livros. 30 anos separam o presente do passado. O
tempo passou e aquele homem percebe que sua vida
limitada e de poucos recursos permanece a mesma e que
aquele rosto da propaganda do outdoor é o do colega de
infância que hoje é um bem sucedido jornalista e
escritor.
Relato de uma Situação Real
1º Lugar:
“Sertões Encantados”
Autor: Caio Silveira Ramos
São Paulo, São Paulo.
Relato memorialista que traz a relação do pai do
narrador, o Miro, com a leitura, os livros e, em
especial, com a obra Os sertões, de Euclides da Cunha.
Ele foi um menino interno num seminário, onde passou boa
parte da infância, órfão de mãe, sozinho, sem visitas
dos parentes, agarrado à leitura d’Os sertões e de
outras obras “proibidas” da literatura brasileira. 40
anos separam a infância do seminarista do presente. O
uso da intertextualidade reforça o valor da leitura na
vida de ambos: do narrador e do seu pai. Há uma grande
identificação do filho do narrador com aquele pai
apaixonado pelas letras.
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“Umas
Crianças, Diversos Olhares: Universo Nativo e
Possibilidades”
Responsável: Mighian Danae Ferreira Nunes
São Paulo, São Paulo.
Relato de uma experiência educativa que
mostra o trabalho de uma professora com as
crianças, na Escola Estadual Jardim Moraes Prado
I, na capital de São Paulo. Foram utilizadas obras
indígenas que produziram sentidos e conhecimentos
para os alunos: Kabá Darebu, de Daniel Munduruku,
da Editora Brinque-Book e Coisas de Índio, de
Daniel Munduruku, da Editora Callis.
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A Onça e
o Fogo
Autor: Cristino Pereira dos Santos
Boa Vista, Roraima.
O texto vencedor é uma lenda que
conta a história da origem das pintas da
onça, ao mostrar o conflito entre os
personagens principais: a onça e o fogo. O
autor é Cristino Pereira dos Santos, natural
de Boa Vista, Roraima, do Povo Wapichana do
Brasil. É coordenador do projeto “Canto
Indígena de Revitalização e Resgate da
Cultura Wapichana”, em aldeias, com crianças
e adolescentes do mesmo povo.
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VENCEDORES
1º LUGAR
“A Formação da Biblioteca em uma
Escola Estadual e suas Ações de
Incentivo à Leitura junto ao Público
Infantil e Juvenil”
São José dos Campos, São Paulo
Responsável: Silvana de Vitta Martins.
Programa desenvolvido, desde
2003, na Escola Estadual Professora
Malba Thereza Ferraz Campaner,
localizada no Jardim Oriente, bairro
da periferia de São José dos Campos,
São Paulo. Depois de observar que
havia livros guardados em uma saleta,
a professora Silvana de Vitta Martins
iniciou a criação de uma biblioteca,
com o aproveitamento de obras doadas à
escola pelo Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação – FNDE do
MEC. Além dessas obras, a escola
recebeu outras doações do MEC e do
Grupo Terra – Negócios Imobiliários.
A partir de 2004, foi desenvolvido o
projeto “Hora de Leitura de
Histórias”, para crianças de 1ª à 4ª
séries do Ensino Fundamental (alunos
de 11 a 14 anos), quando eram lidas
obras literárias de vários gêneros.
Para uma 4ª série de alunos que
apresentaram defasagens no aprendizado
da leitura e da escrita, foi
desenvolvido um trabalho com poemas
infantis, em 2005.
2º LUGAR
“Contadores de Histórias em Hospitais”
São Paulo, São Paulo
Responsável: Valdir Cimino.
Programa desenvolvido pela
Associação Viva e Deixe Viver, cujo
fundador e responsável é Valdir Cimino,
o primeiro voluntário de leituras para
crianças e adolescentes hospitalizados
da Associação. Durante os 10 anos de
existência, o programa tem se
aperfeiçoado e conta hoje com o
trabalho voluntário de 700 contadores
de histórias. São 65 instituições
parceiras, entre hospitais e casas de
apoio de 7 cidades de São Paulo,
inclusive a capital; no Recife,
Pernambuco; em Fortaleza, Ceará; em
Porto Alegre, Rio Grande do Sul; no
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro;
Salvador, Bahia e em Curitiba, Paraná.
São mais de 200 mil crianças atendidas
e mais de 110 mil horas de leituras de
histórias. A Associação recebe
investimento da Colgate e das empresas
Mahle – Metal Leve, Pfizer e Philips.
3º LUGAR
“Leitura em Movimento”
Campinas, São Paulo
Responsável: Gláucia Maria Mollo
Pécora.
Programa de incentivo à
leitura para bairros periféricos de
Campinas, que dispõe de 2 ônibus
adaptados para serem bibliotecas
itinerantes, um serviço da Biblioteca
Pública, junto à Secretaria de
Cultura, Esportes e Lazer. São
atendidos, quinzenalmente, 40 bairros
e todos os dias, cada ônibus visita 2
bairros. A biblioteca itinerante
atende a crianças, adolescentes e
adultos, com empréstimos de livros,
auxílio à pesquisa e atividades de
leitura no local, sob a
responsabilidade da bibliotecária
Gláucia Mollo.
O acervo é composto de obras da
literatura infantil e juvenil,
literatura em geral, biografias, obras
de referência, culinária, artesanato,
religião, política, esporte, música,
saúde, periódicos, entre outros, num
total de 3.500 volumes. Há 4.832
usuários cadastrados nos dois ônibus e
são atendidas, diariamente, 150
pessoas.
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