Meiotom - CONCURSO - RESULTADO


 

Que o leitor tire sua própria conclusão lendo a resposta dada pelos jurados:

AÍ ESTÁ A RESPOSTA DOS JURADOS DADA À GLOBO:

Jurados da bolsa Funarte respondem a críticas

A bolsa Funarte de criação literária tem sido alvo de protestos em blogs e sites de literatura devido ao curtíssimo tempo de que os jurados dispuseram para avaliar os projetos inscritos. Foram três dias de trabalho, desde o fim das inscrições no dia 10 até a decisão no dia 12, para que os cinco integrantes do júri escolhessem os dez melhores projetos de livros entre os 484 enviados (a Funarte recebeu 495, mas 11 foram desclassificados por inadequação antes de serem repassados aos jurados). O Globo procurou os jurados para saber como havia sido o trabalho de seleção. Numa resposta conjunta, os jurados - Christina Ramalho, Frederico Barbosa, Fabrício Carpinejar, Gabriel Arcanjo de Albuquerque e Sylvia Helena Cyntrão - garantem que todas candidaturas foram avaliadas, e que para tanto ficaram praticamente enclausurados num hotel. Eles comentam ainda a inclusão entre os premiados de um ex-assessor do Ministério da Cultura (ao qual a Funarte é subordinada), Luiz Arthur Toríbio. A reportagem sobre a controvérsia sai na página 2 do Segundo Caderno de domingo.


Em mensagens separadas, reproduzidas abaixo da resposta coletiva, Sylvia Helena Cyntrão e Frederico Barbosa comentam o fato de conhecerem alguns dos premiados. Sylvia já participou de um recital com Jason Tércio, e convidou Luiz Arthur Toríbio a dar aula num de seus cursos na UnB. Barbosa organizou um livro com Claudio Alexandre de Barros Teixeira, poeta que assina seus textos como Claudio Daniel. Juntos, eles lançaram em 2002 uma antologia de poesia contemporânea intitulada "Na virada do século" (Landy).


Resposta dos jurados


Caro Miguel,


Em primeiro lugar, queremos elogiar seu procedimento ético de fazer o contato para nos dar a oportunidade de explicar como trabalhamos. Estamos lidando com verbas públicas e portanto fazemos questão de que tudo seja feito com muita transparência e completa lisura. Tivemos realmente um acúmulo de trabalho enorme nos dias em que permanecemos praticamente trancados em um hotel do Rio de Janeiro trabalhando mais de 12 horas por dia para avaliar os 484 projetos que a FUNARTE recebeu na nossa área. O trabalho foi feito nos dias 10, 11 e 12, de forma bastante organizada, com participação incansável de todos. Dividimos as propostas por região e discutimos a seleção da seguinte forma: cada um dos cinco lia todas as propostas e selecionava as escolhidas. Comparávamos as escolhas e definíamos como selecionadas do grupo as propostas escolhidas por no mínimo três de nós. É importante considerar que lemos "projetos" e não obras. Muitos, entre esses 484 projetos, eram descartados já pelo tratamento rudimentar da linguagem. Outros revelavam evidente inadequação ao edital, solicitando, por exemplo, apoio a projetos de pesquisa. No primeiro dia, trabalhando das 8 às 21 horas, lemos duzentos e poucos trabalhos. A seleção voltou a acontecer no dia 11, obedecendo ao mesmo procedimento. No dia 12, trabalhamos até a avaliação do último malote recebido, quando demos início à comparação dos selecionados por região, momento em que tivemos a grata satisfação de percebermos que, apesar de termos, às vezes, pensamentos discrepantes, a opção pelo voto decisivo gerado a partir da maioria (3) e uma prática muito franca de diálogo fez com que chegássemos sempre a resoluções consensuais, o que nos demonstrou que realizamos um trabalho bastante coerente.


Quanto ao contemplado em questão, sequer foi mencionada a atuação passada de Toribio no MinC. Para nós, o que importou, em termos de currículo dos candidatos, foram seus vínculos com a cultura brasileira, sua contribuição como autor e a qualidade da obra já existente (quando houvesse, já que também há premiados pouco conhecidos). O Luis Turiba (como é mais conhecido o poeta) tem uma longa trajetória de ação cultural que antecede e supera em muito a sua efêmera passagem pelo Minc.


Estamos seguros de que o resultado a que chegamos neste concurso foi fruto de um trabalho sério, que envolveu um debate intenso e honesto. Todos saímos com a sensação do dever cumprido, e, embora o trabalho tenha sido extremamente árduo, não foi o cansaço a marca mais forte no momento da conclusão, mas a alegria de termos feito um exercício sério de leitura atenta e de capacidade de diálogo para efetuar escolhas unânimes apesar de todas as diferenças de opinião que nos caracterizam.


A FUNARTE foi integralmente imparcial durante todo o processo. Jamais houve alusão a qualquer nome, a qualquer "filosofia" que pudesse permear a concepção do prêmio. Não podemos deixar que as críticas destrutivas (que sempre ocorrerão) venham diminuir o impacto positivo que certamente a bolsa da FUNARTE terá para a cultura brasileira. Basta se contemplar a relação de ganhadores para se verificar como, no final do processo, houve espaço tanto para homens quanto para mulheres, para a prosa e para a poesia, para os já célebres e os ainda desconhecidos.


Agradecemos ao jornal "O Globo" pela oportunidade de expor nosso método de trabalho e reafirmar nosso compromisso de profissionais atuantes na cultura e na universidade que procuraram, com nossa participação neste júri, dar uma modesta contribuição para o incremento da produção literária brasileira.


Christina Ramalho, Frederico Barbosa, Fabrício Carpinejar, Gabriel Arcanjo de Albuquerque e Sylvia Helena Cyntrão


 


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Resposta de Sylvia Cyntrão:


Não sabia que Luís Turiba estava concorrendo, mas, mesmo que soubesse, não me sentiria absolutamente impedida. Como pesquisadora e professora da UnB já tive muitos poetas convidados falando com meus alunos, pois promovo a interação dos artistas estudados com a teoria da literatura. Em Brasília estou presente a todos os recitais e eventos ligados a literatura sempre que possível,pois é meu trabalho. Tenho boas relações com inúmeros artistas, não somente com os poetas,e um currículo que, imodestamente, atesta uma trajetória responsável e consciente. Fique à vontade, pois é público, para consultar meu currículo Lattes.


Assim sendo, repudio qualquer dúvida que se levante sobre minha participação na referida comissão e minha honestidade intelectual e profissional.


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Resposta de Frederico Barbosa


O Claudio Daniel tem um currículo invejável e é um dos maiores divulgadores e estimuladores da poesia de qualidade no Brasil hoje. Ele tem promovido o intercâmbio poético entre inúmeros poetas de todas as regiões do país, de Portugal, dos países africanos de expressão portuguesa e da américa-latina.


Já que eu também tenho trabalhado muito para a divulgação da poesia nos últimos 20 anos, não seria de estranhar que nossos trabalhos se cruzassem sempre. Em 2002 publicamos um antologia da poesia contemporânea brasileira que envolve 46 poetas de hoje. Antes de fazer este trabalho sequer nos conhecíamos. Portanto, foi a luta pela divulgação da poesia que nos aproximou, assim como de muitos dos poetas que estavam concorrendo à bolsa.


Na minha posição, posso dizer que dificilmente há poetas significativos nesse país hoje que eu não conheça. Assim, seria difícil os escolhidos não terem algum tipo de relação comigo ou também com o Fabrício Carpinejar, pois estamos batalhando muito pela poesia e acabamos conhecendo quase todo mundo que milita nesta "estreita praia da poesia", como diz o meu (também) amigo Ulisses Tavares.


O projeto do Claudio Daniel é excelente (desconheço quem possa argumentar com segurança contra a obra rigorosa desse poeta) e seu currículo é praticamente insuperável no Brasil de hoje. Concluindo, poderia afirmar que as virtudes de Claudio Daniel são amplamente conhecidas no país e que o fato de termos organizado uma antologia em conjunto não o poderia desqualificar, mesmo porque também fiz trabalhos com vários outros escritores que estavam concorrendo à bolsa e não foram contemplados.

OPINIÃO DO EDITOR DO MEIOTOM À RESPOSTA DADA PELOS JURADOS (abaixo):

Acho o tempo dedicado à avaliação irrisório, e que a pressa poderia prejudicar a decisão, mesmo tendo participado dela pessoas com vasto currículo acadêmico e literário, mas o fato é da consciência dos jurados. Seria muito mais interessante que, ao invés de se fazer uma avaliação na correria, tudo fosse realizado de um modo mais criterioso, inclusive com atas, como faz o LITERATURA PARA TODOS do MEC, que já afirmei e reitero, ano passado, foi de uma postura invejável quanto ao respeito dado aos participantes, publicando as análises até a escolha final. Manter os trabalhos sob pseudômino também seria prudente. Solicitar impedimento diante de um caso em que possa haver conflitos de interesse é outra saída, tudo registrado devidamente em ata, afinal, é necessário dar conta dos gastos do dinheiro público de um modo transparente, dispensado-se uma maior atenção e cuidado quanto ao uso.


ENGULAM SE QUISEREM. A INSCRIÇÃO TERMINOU EM 10.12, SEGUNDO SE SABE MAIS DE 400 TRABALHOS, EM 13.12 SAI RESULTADO NO DIÁRIO OFICIAL. PRESTEM ATENÇÃO NO REGULAMENTO:

4.3 As propostas serão avaliadas pela Comissão de Seleção de acordo com a relevância e mérito de qualidade no que se refere a:

a) exemplaridade;

b) ineditismo;

c) criatividade;

d) resgate histórico;

e) experimentalismo;

f) pioneirismo;

g) qualidade artística;

h) domínio das técnicas artísticas;

i) currículo do autor.

HAJA EFICIÊNCIA! NEM COM LEITURA DINÂMICA. RSRSRSRSRS

QUEM PARTICIPOU DEVE QUESTIONAR... QUE EXPLIQUEM O MILAGRE. SE A EXPLICAÇÃO CONVENCER COMUNICO NO MESMO ESPAÇO.

Poesia e ficção dividem as dez Bolsas Funarte de Estímulo à Criação Literária. Cada autor recebe R$ 30 mil para desenvolver seu projeto


Dez escritores, dois de cada região do País, foram contemplados com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária, cujo resultado foi divulgado no dia 13 de dezembro de 2007, no Diário Oficial da União. Entre 26 de outubro e 10 de dezembro de 2007, foram enviados 495 projetos.

 

Deu no O Glogo - reportagem completa publicada em 15.12.2007

(...) Em outra premiação controversa, a Funarte concedeu, entre outros escolhidos, uma bolsa literária de R$ 30 mil a um dos ex-assessores do Ministério da Cul$, Luiz Arthur Toríbio. Hoje assessor do senador Adelmir Santana (DEM-DF), Toríbio diz que foi assessor do MinC até janeiro de 2005, que não há nada no regulamento que impeça a participação de ex-funcionários do governo e que não conhece os jurados. Celso Frateschi, presidente da Funarte, diz que a "decisão dos jurados é soberana".

DEVE-SE SALIENTAR QUE AINDA EXISTEM COISAS BOAS ACONTECENDO. ANO PASSADO O PRÊMIO DO MEC - LITERATURA PARA TODOS - COMPORTOU-SE COM UMA LISURA IMPENSÁVEL NO BRASIL, AS ATAS DAS REUNIÕES ESTÃO TODAS REGISTRADAS NO SITE, PASS0-A-PASSO, COM UM RESPEITO

LEIAM MAIS:

http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=123&pid=979#pid979

http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/2007/12/15/resultados-desanimadores/

http://leilasoraya.blogspot.com/2007/12/lista-suja-da-funarte.html

http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/

http://lucianotrigo.blogspot.com/2007/12/resultados-desanimadores.html

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/12/acreditem-biblioteca-nacional-d-prmio.html

http://cadernodeescritura.blogspot.com/

http://nalaje.wordpress.com/

http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&op=listar&usuario=5378&mes=12&ano=2007

http://saborgraxa.blogspot.com/

http://www.noga.blog.br/labels/literatura.htm

 

 

 

Presidente da Fundação Nacional de Artes - Funarte, no uso das atribuições que lhe confere o inciso V artigo 14 do Estatuto aprovado pelo Decreto n° 5.037 de 7/4/2004, publicado no DOU de 8/4/2004, resolve:

I - Relacionar os nomes dos contemplados, com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária, que foi instituído pela Portaria n° 136, de 24/10/2007, publicado no DOU de 26/10/2007:

Região Norte - A Igreja , de Marco Antônio Adolfs (nº de inscrição 057), de Manaus/AM (nota 205) e Condomínio Poético, de Joesér Álvares da Silva (nº de inscrição 430), de Porto Velho/RO (nota 205); da Região Nordeste - Agudo como mordida, de Julya Santana de Vasconcelos (nº de inscrição 445), de Recife/PE (nota 205) e O Relato de Prócula, de Waldemar José Solha (nº de inscrição 011), de João Pessoa/PB (nota 205); da Região Centro-Oeste - Segredo de Estado, de Jason Tércio (nº de inscrição 424), de Brasília/DF (nota 205) e meiaoito - 68 motivos de 68, de Luiz Arthur Toríbio (nº de inscrição 237), de Brasília/DF (nota 205); da Região Sudeste - Fera bifronte, de Claudio Alexandre de Barros Teixeira (nº de inscrição 017), de São Paulo/SP (nota 205) e O cronista imaginário, de Luís Antônio Giron (nº de inscrição 148), de São Paulo/SP (nota 205); e da Região Sul - O equilíbrio do dia, de André Henrique Dick (nº de inscrição 484), de Novo Hamburgo/RS (nota 205) e Sinuca embaixo d'água, de Carolina Bensimon Cabral (nº de inscrição 407), de Porto Alegre/RS (nota 205).