| Editorial |
| Escrito por Rafael Reinehr
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Superbacana. Esse foi o resultado do I Concuso Simplicíssimo/O Pensador Selvagem
de Minicontos. Foram 108 inscritos dos quatro cantos do
Brasil e até de fora de nosso solo tão gentil.
Muitas revelações, minicontos realmente muito bons
fizeram da vida dos jurados Marcelo Spalding, Marcelo Barbão e deste
que voz fala um verdadeiro inferno para escolher três, e somente
três primeiros colocados. Tanto foi que não conseguimos escolher
três, precisamos criar uma Menção Honrosa, que não estava prevista
no regulamento, para premiar um quarto colocado, que por pouco não
beliscou o terceiro lugar. |
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| Prima Lettera |
| Escrito por Artur Marquez
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Assistia ao
único canal que não exibia desfiles.Era noite de carnaval e a
TV estava ligada apenas para convencê-lo de que fazia alguma
coisa.Os lanches que reservara para a noite toda já não
passavam de migalhas esmagadas no chão,semelhantes a confetes
de festas.A penumbra da sala fundia-se constantemente com as
luzes monocromáticas vindas da rua.Os gritos extasiados...
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| Prima Lettera |
| Escrito por Edson Rufo
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| Querida, se
perguntarem por mim que ainda sou um escritor, poeta,
romântico, uma pessoa indecisa. Mas se continuarem a perguntar
por mim, diga que saí, fui até um parque, uma praia ou para um
lugar bem distante. Não de muitas satisfações, somente que eu
estava sentindo solidão, não porque eu não tenha ninguém, mas
como todo poeta eu sinto solidão.
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| Contos Missioneiros |
| Escrito por Mauro Rodrigues
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| O Sol de meia
tarde ardia no lombo, ouvia dos comentários ao meu redor.
Realmente não era das melhores horas para sair à rua caminhar.
Minhas alternativas eram muitas, mas não podia hesitar nesta
tarefa. Chegava a mais uma encruzilhada na jornada e não
cabiam mais interrupções. Ao encontrar o número 659 da
ruazinha de terra me detive por um instante, enquanto passava
um carro e me cobria da poeira vermelha característica do
local.
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| Parafernália de passagem
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| Escrito por Eduardo H. Sabbi e Ibbas Filho
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| Depois de um
breve período em recesso, a Confraria dos Literários retomava
as atividades naquela noite. Os rituais seguiam sendo
executados ao pé da letra, como bem suscitava o tema. De
diferente mesmo, só a presença de um novo membro, o que exigia
o protocolo já vivenciado pelos demais. O mordomo entrou no
recinto trazendo a bebida sagrada. Serviu cada cálice e
retirou-se para não atrapalhar o tradicional brinde. Todos
beberam até a última gota. Estavam prontos.
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| Labirintos |
| Escrito por Betina Mariante
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Um dia
aconteceu comigo. Tecia uma manta, a linha começou a enroscar
pelo tornozelo. Eu, mergulhada no tear, nem senti. Foi se
enroscaaaando, eu anestesiada no vai-vêm daquela construção.
Era parte dela, até. Ali, onde todos os mundos se entremeavam,
a cada passagem do novelo de lá pra cá, daqui pra lá. Pensar
não pensava. Memória de cidades, de relógios, de gentes.
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| Balaio de Letras |
| Escrito por Cláudio B. Carlos (CC)
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esmagar-te-ia como quem pisa em uma lesma se
fosses reles e despicienda pegajosa és tal e qual um
molusco que não me larga insistente
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| Sem Contos Longos |
| Escrito por Wilson Gorj
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| Passou quatro
anos da sua vida trancafiado numa cela apertada. Posto em
liberdade, em pouco tempo voltou a pular os quintais da
vizinhança. Dessa vez, porém, não era com o mesmo propósito de
antes. Na calada da noite só invadia os quintais onde
pernoitavam passarinhos em gaiolas – as quais, diga-se de
passagem, amanheciam vazias.
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| O Curinga |
| Escrito por Afonso José Santana
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| (Notícia
veiculada no jornal Folha de São Paulo, domingo, dia
02/03/2008 - a matéria é real; o parlamentar - como sempre -
foi colocado como ficção). Um absurdo o que está ocorrendo na
cidade de Ametista do Sul, no RS. Quase 30 % dos habitantes,
do total de 8000, entre adultos - e... até crianças!! - estão
garimpando a pedra ametista, um minério originário da região.
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| I-Racional |
| Escrito por Pedro Armando Furtado Volkmann
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Terá a
terra se dividido do sol em picos constantes? Ginetes
gigantes
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| Suburbanas |
| Escrito por Marcos Claudino
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Vamos deixar
uma coisa clara. Pouquíssimas pessoas conquistaram o direito
de me dizer o que eu devo ou não fazer para ser
feliz.
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| O Blíquo |
| Escrito por Rodrigo Dall'Alba
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Tomei a
decisão errada e arrotei o que não queria
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| À Palo Seco |
| Escrito por Lilly Falcão
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| Era o cão com
as mulheres, gabava-se. Um dia, caiu de quatro por uma gata
raçuda. Depois, com uma penca de chifres na testa, ele
aprendeu a ser gente.
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| Cantilena do Corvo |
| Escrito por Virgínia Allan
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| “Amor,
dedicação, aprender e doar, o outro olhar, cura coração”.
(Pedro Armando Furtado Volkmann) E eu na contra-mão procuro
uma indicação do rumo certo a tomar. Solução...?! Decisão
solitária de um coração abalado por peripécias sofridas das
vicissitudes da vida. Nasce em mim o sentimento de que não
existe pior tormento...
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| Poesia a Toda Prosa |
| Escrito por Frank Santos
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Sua cabeça
latejava, não conseguia pensar em outra coisa: todas aquelas
lembranças de momentos vividos que não poderão se repetir. Ao
mesmo tempo que com elas vinha uma sensação gostosa, logo
depois chegava aquela angústia de quem perdeu o mais valioso
dos tesouros. Começava então a imaginar, olhando para um
globo, daqueles que servem de lustres antigos...
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