Meiotom - Concursos literários


 

 

CONCURSOS

Poetas Classificados

FESTIVAL POÉTICO- 2009

SESC - ROTARY CLUB - LIONS CLUBE - PREFEITURA DO

                            MUNICÍPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO – ALACCOP

 

FICHA DE SELEÇÃO - ORDEM ALFABÉTICA

Categoria A

PARTICIPANTE

POEMA

CIDADE/ ESCOLA

Categoria A (Cornélio Procópio) – 7 a 10 anos

Caroline Soares da Silva

Borboletas

Escola Municipal Dep. Nilson Ribas

Helouise Stefano da Guia

 

No meu mundo

Colégio Estadual Zulmira Marchesi

Indiara Carolaine de Castro

Peixinhos

Escola Municipal Professora Yolanda G Correa

João Marcos Ribeiro da Costa

A lua

Escola Municipal Dep. Nilson Ribas

Kathleen Cristina da Silva

O professor

Escola Municipal Dep. Nilson Ribas

Laura Santana

 

Alma

Colégio Chácara da Emília

Taynara Silva de Melo

Onde moram?

Escola Municipal Dr. Acir Ivo Carazzai

 

 

Categoria B

PARTICIPANTE

POEMA

CIDADE / ESCOLA

Categoria B  (Outras Cidades) – 11 a 14 anos

Giovanna Gabriela Crem Silva

Vermes Amigos

Leópolis – PR

Pedro Alves Valentin

Silêncio

Rio de Janeiro –RJ

Renato Antonio BGL Goetten

Versos de Amor

Paranavaí – PR

Victor Gustavo de Oliveira Baratela

Noite sem luar

Leópolis - PR

Categoria B (Cornélio Procópio) – 11 a 14 anos

Brendon Borges da Silva

Meu sonho de Verão

Escola Estadual Major João Carlos de Faria.

Brendon Felipe de Castro

A Vila

Escola Municipal Yolanda G Correa

Kelly Vida Leal

Como expressar meu coração

Escola Rui Barbosa

Luís Paulo P. da Silva

A lua

Colégio Chácara da Emília

Melissa Mitico Ebara

Pensamentos

Escola Rui Barbosa

Pedro Augusto Hissanaga

Infância

Colégio Nossa Senhora do Rosário

 

Categoria B (Comerciários) – 11 a 14 anos

Daniely Fernanda Nietto

Brilho na noite

Cornélio Procópio

     

 

 

Categoria C

PARTICIPANTE

POEMA

CIDADE/ESCOLA

Categoria C (Cornélio Procópio) – Acima de 15 anos

Bruna Regina Maciel

O bonito da vida

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Iliete Cassiano

Pescadores de Versos

Cornélio Procópio - PR

João Gonçalves de Oliveira

Uma síntese

Cornélio Procópio - PR

Kelly Rodrigues Araújo

Aculturação

Cornélio Procópio - PR

Paulo Roberto Paiva de Souza

Resgate

Cornélio Procópio - PR

Pedro T de Melo

O tempo

Cornélio Procópio - PR

Silvio Marcos Gonçalves

Amor

Cornélio Procópio - PR

Categoria C (Comerciários) – acima de 15 anos

Davi Cartes Alves

Terapia de amor

Curitiba - PR

João Eduardo Triska dos Santos

Maldita Regra

Curitiba – PR

Lilia de Oliveira Rosa

Miragem na Lagoa

Campinas - SP

Maria da Consolação Soranço Buzelin

Percepção

Curitiba - PR

 

Categoria C - Outras Cidades

PARTICIPANTE

POEMA

CIDADE

Categoria C  (Outras Cidades) – acima de 15 anos

Amélia Macionila Raposo da Luz

Escolha

Pirapetininga - MG

Carlos Alberto Barros

Migalhas

São Paulo – SP

Carlos Alberto P Rosa

 

Desovas

Atibaia - SP

Frances de Azevedo

Silêncio Total

São Paulo – SP

Iná de Fátima Araujo Siqueira

 

De outro Prisma

Baependi – MG

Miguel Russowsky

Soneto aos 77 anos

Joaçaba – SC

Octávio Egydio Roggiero Neto

O cara da Paisagem

São Paulo - SP

 

 

 

 

 

Categoria “A”

Cornélio Procópio

de 07 a 10 anos.

 

 

“Borboletas” – Caroline Soares da Silva

(Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas)

 

 

Borboletas lindas,

Estão sempre juntas,

Como as estrelinhas do céu!

 

Adoram o perfume

E o néctar das flores

Essas lindas borboletas

De todas as cores!

 

                                                                                               

 

“No Meu Mundo” – Helouise Stefano da Guia

(Colégio Estadual Zulmira Marchesi da Silva)

 

 

No meu mundo não existe poluição,

No meu mundo tem bolinha de sabão,

Peteca, papagaio e pão.

No meu mundo não existe guerra,

Passo a tarde brincando de boneca.

No meu mundo não existe preto,

Mas existe amarelo, rosa e vermelho.

Pote de ouro no final do arco-íris,

Gnomos, duendes, princesas e fadinhas.

No meu mundo existe leão manso,

Tartaruga veloz,

Preguiça agitada,

Pássaros nadando e peixes voando.

No meu mundo não existem doenças,

Pois a única doença que lá habita,

É a doença da alegria!

No meu mundo, o sol e a lua namoram,

E nunca se separam.

 

                                                                                  

“Peixinhos” – Indiara Carolaine de Castro

  (Escola Municipal Professora Yolanda Gonçalves Correa)

 

 

Peixinhos no aquário,

Nadam e dançam

Sem parar

Cores se espalham

Num só lugar!

 

                                                                                                          

 

“A Lua” – João Marcos Ribeiro da Costa

  (Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas)

 

 

Lua bela

Da minha

Janela...

Lua nova,

Lua velha.

Lua cheia,

Lua vazia.

Lua minguante,

Lua estonteante.

Vai o Sol,

Vem a Lua...

Lua bela

Da minha

Janela...

 

                                                                                             

O Professor” – Kathleen Cristina da Silva

(Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas)

 

 

O professor é legal e bacana

Faz tudo para nos ensinar!

Porque ele muito nos ama

E quer sempre nos ajudar.

 

Transmite suas aulas

Com carinho e compreensão

Ele só reclama

Da nossa falta de atenção!

                                                                                          

Alma” – Laura Santana

(Colégio Chácara da Emília)

 

 

 

A alma é colorida

É um presente do céu,

Às vezes a alma é atrevida

Mais ela é como um doce mel.

 

As estrelas brilham

E nossa alma também

E se não brilhar

Não vamos conquistar ninguém.

 

 

 

 

 

 

                                                                                             

 

Onde Moram?” – Taynara Silva de Melo

(Escola Municipal Dr. Acir Ivo Carazzai)

 

 

 

“Ó besourinho pretinho

Onde é o teu caminho?”

“É no tapete felpudo,

Onde brinco e faço tudo.

Vivo bem escondidinho

Sem fazer um barulhinho.”

 

                                      

 

 

Categoria “B”

Cornélio Procópio

de 11 a 14 anos.

 

“Meu Sonho de Verão” – Brendon Borges da Silva

(Escola Estadual Major João Carlos de Faria)

 

 

Um dia de verão,

O sol amado,

Iluminou o chão

Cobrindo a paisagem de emoção.

 

O chão ficou claro

As árvores por si alegres

E os jardins esbanjando beleza.

 

Os animais brincando,

Correndo alegremente,

Felizes, contentes!

 

Crianças brincam

De esconde-esconde,

Pega-pega, pular corda.

 

Elas correm contentes

Dá até emoção de se ver

E vontade de escrever!                                                                                                                                

 

 

“A Vila” – Brendon Felipe de Castro

(Escola Municipal Profª Yolanda Gonçalves Correa)

 

 

 

Morar na vila é

Correr, soltar bombinha

Apostar corrida,

Brincar de esconde-esconde

E a noitinha dormir e sonhar...

Com a vilinha.

 

 

 

“Como Expressar Meu Coração” – Kelly Vida Leal

(Escola Rui Barbosa)

 

 

 

Estava tentando fazer poesia

Mas não sabia o que escreveria

Com lápis e borracha na mão,

Tentava apenas expressar meu coração.

 

Tentei de tudo dizer,

Mas ainda não sabia sobre o que escrever.

 

Tentei de uma música, copiar o refrão

Mas nada disso expressava meu coração.

 

Tentei até sobre o céu falar,

Mas não conseguia de maneira alguma me expressar.

 

Foi aí que parei para pensar,

Pensar em tudo que gostava

E sobre isso falar.

 

Mas ainda estou aqui,

Com lápis e borracha na mão

Pensando em tudo que poderia pensar

E sem saber como expressar meu coração.   

 

 

 

 

                                                                         

“A Lua” – João Marcos Ribeiro da Costa

  (Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas)

 

 

 

Lua bela

Da minha

Janela...

Lua nova,

Lua velha.

Lua cheia,

Lua vazia.

Lua minguante,

Lua estonteante.

Vai o Sol,

Vem a Lua...

Lua bela

Da minha

Janela...

 

 
 

“Pensamentos” – Melissa Mitico Ebara

(Escola Rui Barbosa)

 

 

 

Sufocada de sentimentos

Entalados em minha garganta,

Me chamam de idiota

Por escrever o que sinto em papéis...

 

Mas o que posso fazer,

Se ninguém quer me escutar?

De tudo fiz para chamar atenção,

Porém ninguém me notou

Entre toda essa multidão.

 

Entre tantos poemas

E tantas canções,

Restam-me agora

Apenas recordações.

 

Porque dizem então que me amam,

Se quando mais preciso

Não estão aqui?

Será uma falta de tempo,

Ou então querem o sofrimento fazer eu sentir?

 

Não seria talvez mais fácil

Assumir o ódio que sentem de mim,

Ou então me deixar de lado,

Como se nem existisse?

 

Reviro minha cabeça,

Procurando uma simples resposta,

Porém, as únicas coisas que acho

São perguntas para confundir ainda mais

Meus inúteis pensamentos.

 

 

 

“Infância” – Pedro Augusto Hissanaga

(Colégio Nossa Senhora do Rosário)

 

 

 

Minha mãe dizia

Que quando criança

Brincava todo dia

Com muita alegria.

 

Pega-pega, esconde-esconde.

Criança a correr.

Que pena! Hoje em dia

Muitas crianças vivem a se esconder.

 

Não sabem subir em árvores.

Pipas já não fazem mais.

Dentro de casa ficam presas

E a infância não volta jamais

                                                                                                             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categoria “B”

Comerciários

de 11 a 14 anos.

 

 

 

“Brilho na Noite”

Daniely Fernanda Nietto Camargo – Cornélio Procópio – PR

 

 

No silêncio da madrugada,

Na escura noite vazia,

O céu cheio de estrelas

Uma doce companhia

 

No início da jornada

Minha noite era sem lua

Pontos de luz desabrochavam

Iluminando-me com doçura

 

De repente atravessou

Meu céu inacabado

Com um brilho exuberante

Um cometa radiante

 

De repente,

Tudo estava em chamas

O cometa caiu no horizonte

O vento soprou minha fronte

E tudo se esclareceu

A doce fantasia

Cedeu lugar à escura noite vazia

 

Meus olhos se cegaram pela luz.

Não pude mais ver as estrelas.

Não havia razão para nada

No silêncio da madrugada.

 

De repente,

Uma luz abrolha,

A noite elucida

Vejo o cometa no céu

E começo a caminhar.

O brilho está de volta a meus olhos

E a minha paz, naquele brilhar

 

Caminho seguindo, a luz exuberante

Que me guia no silêncio da madrugada,

Me ensina a desvendar o enigma

Para finalmente encontrar

Minha lua nova

E o meu céu completar.

 

                                                                                                             

 

Categoria “B”

Outras Cidades

de 11 a 14 anos.

 

 

“Vermes Amigos”

Giovanna Gabriela Crem Silva – Leópolis – PR

(Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Cornélio Procópio)

 

 

Futuro

Palavra estranha para os jovens,

Amiga de longa data dos mais vividos,

Lugar onde as lembranças não existem.

 

Futuro,

De silêncio profundo,

Corroendo a cabeça de jovens pensadores incertos,

Que um dia serão sábios anciãos

Com futuro certo:

Amizade com os vermes do campo-santo mais próximo.

 

Futuro e morte

Seriam então sinônimos?

Ótima pergunta!

Para ser deixada pra mais tarde.

 

Futuro,

Poço de incertezas

Que fazem a vida ser emocionante como tal ela é.

 

Futuro,

Lugar onde a única certeza

É a temida morte.

 

De resto... bem, de resto [além dos mortais]

Vale a dica:

Pensar menos e viver mais!

 

                                                                                                             

 

 

 

“Silêncio”

Pedro Alves Valentim – Rio de Janeiro – RJ

 

 

 

Uma sombra se encontra numa rua escura

Pergunta-se o que é o silêncio

Em meio a seus pensamentos, um som ensurdecedor

Já o ouvira antes em filmes

 

Achou que estivesse surdo

Pois não ouvia mais nada

De repente cai, corroído pela dor

Uma enorme dor no peito

Ao olhá-lo, abre um sorriso

E cai,

Entendendo o que é o silêncio

 

                                                                                                              

 

 

 

“Versos de Amor”

Renato Antonio B.G.L. Goetten – Paranavaí – PR

Colégio Paroquial

 

 

 

Quando te vejo

eu choro de desejo

de te abraçar

e te beijar

 

Quando está fora

eu penso toda hora

em te abraçar e beijar

na hora em que chegar

 

Quando te vejo

te vejo como uma fada de luz

e essa luz

é que me conduz

 

Portanto, com esse verso

eu aprovo você

a melhor do universo!                                                                                                              

 

 

“Noite sem Luar”

Victor Gustavo de Oliveira Baratela – Leópolis – PR

(Escola Rui Barbosa – Cornélio Procópio)

 

 

 

Fico só

Na noite sem luar,

Fico perdido

Sem saber onde andar.

 

Você está aqui,

Você está lá,

Procuro por onde

Eu sei que você está.

 

Diga-me

Para que tanto medo,

Se o nosso amor não tem segredo.

 

Não fuja, fique comigo

Não fique sozinha,

Fique longe do perigo.

 

No banco da rua

Me pego a pensar

Que na verdade não sei nada

Eu só sei te amar.

 

Volte aqui, meu amor,

Volte aqui, minha paixão,

Pois quando estou com você,

Bate mais forte meu coração.

 

Escrevo estes versos

Em sua homenagem

Venha ficar comigo.

 

Nem que seja pela última vez

Nem que seja o último encontro.

Pela última vez,

Não me deixe no abandono.

 

Os meus olhos não se fecham

Seu sorriso não se apaga

Você é uma chama

Que me acende e me afaga.

 

Quero estar contigo

Ser mais que um amigo

Quero andar e andar

No meu peito escondido.

 

 

 

 

 

 

Categoria C: Cornélio Procópio – Acima de 15 anos

 

 

 

“O Bonito da Vida”

Bruna Regina Maciel – Universidade Tecnológica Federal do Paraná

 

Bonito para a criança

É a roda que gira,

É o palhaço que canta,

Ou o desenho que encanta.

 

A criança cresceu

A cabeça mudou.

A mente se abriu.

É o pensamento juvenil.

 

Bonito para o jovem

É o time que ganha,

É a fada que dança,

Ou o som que balança.

 

Como chuva que cai

Como neve que derrete

O tempo passou

Maduro ficou.

 

Bonito agora

É a paz que conforta,

É o filho que cresce,

Ou o amor que fortalece.

 

Cresceu, mudou, abriu,

Derreteu, passou, caiu...

A rima pode até ser ruim,

Mas o Bonito... Ah...

Este não tem fim

 

 

                                                                                        

 

“Pescadora de Versos”

Iliete Cassiano

 

Ó pescadora de versos

Ao primeiro raiar do dia

Lança a linha do pensamento

Enredando sonhos e poesia

 

Douradas palavras multicoloridas

Salta, agita, escapa, volta...

palavra viva!

 

Recolhe a vela por um momento

Em amanheceres frios do pensamento:

chuva, vento, tempestade, esquecimento...

 

Nas águas do mar da vida

Recolhe palavras, lapida,

Aprimora, ó poesia...

tesouro escondido, mar que agita

ventos de saudade, melancolia

 

Na pesca solitária do pensamento

O barco abarrotado de sentimentos

Deixa fugaz a liberdade

Navegar nos mares da saudade

 

E quando o pôr-do-sol chegar

feito adormecido menino

Ancora teus versos, ó pescadora

No ponto de seu coração

chamado destino...

 

 

                                                                                         

 

“Uma síntese”

João Gonçalves de Oliveira

 

Em meio ao murmúrio das horas

e  da falácia dos homens,

do pessimismo do meu tempo

Eu caminho.

 

Em meio à fatalidade e o tempo,

Às lágrimas dos deserdados,

da impotência dos fracos,

Eu me isolo.

 

Em meio à solidão dos minutos,

Ao repúdio do meu sonho que foi ontem,

da esperança esmaecida,

Eu silencio.

 

Em meio às estrelas esparsas,

Pálidas sem o brilho juvenil,

Pela angústia de um verso inacabado,

Eu escrevo.

 

Pela síntese melancólica dos desencontros,

eu caminho,

eu me isolo, eu silencio...

Escrevo...

 

 

 

                                                                                         

“Aculturação”

Kelly Rodrigues Araújo –Cornélio Procópio - PR

 

Quando o Zé matou a fome,

com pão, molho, batata e salsicha,

meio sorriso na cara, barriga vazia e metido a rico,

disse que não foi pão de qualquer mão.

Mas um tal de inglês Hot Dog.

 

Quando o Zé perdeu emprego,

saiu para a rua doido sem destino.

Contou piada, vendeu palavras,

Meio sorriso na cara, metido a sábio,

Há duas semanas arrumou emprego.

Disse que não era qualquer trabalho.

O empregador, um tal de Mac Donald.

O Zé agora é rico, famoso e

tem sorriso inteiro para dar.

Não conta piada e não passa fome,

Na entrevista, o jornalista:

“- Zé, qual sua nacionalidade?”

E ele, todo orgulhoso, metido a inteligente:

“- Sou Brazilinidense!”

 

 

                                                                                         

“Resgate”

Paulo Roberto Paiva de Souza

 

Eu acordei, e encontrei

Minha garrafa vazia

Minha garrafa jazia

Vazia, num canto, no chão

Ai, percebi que meus sonhos

Se evaporavam, se desmancharam

Se esparramaram, no chão

No não que você decretou.

Quando você demonstrou

Todo seu desamor

E o desapego que por mim revelou

Então o sofrimento criou raízes

E sem diretrizes

Viajou pela solidão

Andou como um pedinte

Sempre na contramão

Dormindo os piores pesadelos

Sofrendo uma vida já sem zelos

Olhando a morte como solução.

 

 

 

“O tempo”

Pedro T de Melo

 

O tempo me ensinou

que nada sei sobre o tempo

do tempo que preciso

Só o tempo é que dirá

O tempo que ainda há

Pra ter tempo de pensar

No tempo do meu juízo

Estou parado no tempo

Sem saber qual é meu tempo

Há tempo estou indeciso

 

Se o tempo me desse tempo

Um pouco de tempo a mais

Mas eu sinto que meu tempo

Com o tempo se desfaz

O fim do tempo me traz

Lembranças de tempos idos

Tempos que foram perdidos

No tempo que longe vai

Tempo que ficou no tempo

Tempo que não volta mais

Cada um tem seu tempo

Não falta tempo a ninguém

Se pensas que não tens tempo

Espera, teu tempo vem!

Se o tempo não te deu tempo

Pro tempo determinado

Talvez o tempo que tinhas

Gaste em tempos passados

Agora te falta tempo

Teus tempos foram contados

 

O tempo é determinante

Todo o tempo tem sentido

Quando um tempo é vencido

Outro tempo se inicia

Tempo que separa o dia

Da noite que o tempo traz

O tempo nunca é demais

O tempo é medida exata

O tempo é seu próprio tempo

O tempo não volta atrás

 

Tive tempo pra tudo

Menos tempo pra mim

Quando pensei em dar tempo

O tempo estava no fim

Hoje quando busco tempo

O tempo foge de mim

Penso que o tempo é mau

O tempo me diz assim

Nem o tempo é pra sempre

Teu tempo chega ao fim

 

                                                                                         

 

“Amor”

Silvio Marcos Gonçalves

 

Quero um amor assim

Um amor sem fim

Um amor de paz e alegria

Que seja eterno pra mim.

Que não seja imortal,

Sim, posto que é chama

Mas que seja eterno pra mim.

 

Quero um amor assim

Que me leve até a lua

E dê voltas no sol

Que viaje por todas

As estações do ano

Que me leve a momentos

De loucura

Mas que seja eterno pra mim.

 

Quero um amor assim

Que me acorde nas

Horas mais inesperadas

Que mergulhe nos meus sonhos

E eu nos sonhos dela

E que seja eterno pra mim.

 

Quero um amor assim

Que me acenda o fogo sem me deixar queimar

Que seja um amor pra sempre

Um amor eterno em mim.

 

 

 

 

                                                                                         

 

 

Categoria C: Comerciários- Acima de 15 anos

 

 

 

“Terapia de Amar”

Davi Cartes Alves – Curitiba -PR

 

Pensar em você

é sentir os pés nus

sobre asas de anjos

deleitar-se em sua perene & suave leveza

é fazer uma imersão completa na beleza,

 

e deixar-se petrificar,

em submissão de menino

na sua graciosidade, seu encanto & fascínio

é compor o seu amor

ao som de violino

 

é banhar-se em seu chafariz, de ternas virtudes

suaves mansuetudes, paz, solicitudes

sonhar nos carinhos das suas asas de amor

encher com o seu mel dissabor

 

é linda borboleta de sapatinho ana bela

tem um brilho sublime, tal qual cinderela

capaz de anoitecer, anjos & diamantes

e fazer-se porto seguro

para meus andarilhos errantes

 

pensar em você

é embalar-se em melíflua canção de ninar

na composição da brisa, apaixonada pelo mar

é sublevar recitando pelos poros d’alma

um novo poema para o verbo,

amar.

 

                                                                                         

 

“Maldita Regra”

João Eduardo Triska dos Santos – Curitiba - PR

 

Há momentos, como os que passo,

Que são momentos de reloucura negativa;

Onde há a inversão de minhas potencialidades e

A imersão num dar de desatenção;

 

Nestes momentos...

Desejo a inércia mais inerte das inércias;

 

Percebo a doença de uma vida demasiadamente regrada,

Pois zé! Nessa vida a ordem é a regra sem exceção.

 

A regra é um inimigo onipotente,

Atenta a qualquer movimento,

Presenteia qualquer canto,

Até mesmo o sono do tempo.

 

A regra não me dá fácil saída,

Mas de alguma tenho certeza,

Ela finge ser só beleza,

Pois no fundo tenta esconder sua tristeza.

 

Regra reta como régua,

Só te amacio como égua;

Através das sem-palavras,

Mato teu alfabeto, como tua tabuada

Quando monto uma charada que dita tua regra;

 

Regra, minha anti-camarada!

Vou aonde você nada

Pra te matar afogada.

 

Regra, essa é minha última charada!

Dá espaço para o nada!

Cria um jogo sem a lei de uma vida regrada!

 

 

                                                                                      

 

 

“Miragem na lagoa”

Lilia de Oliveira Rosa – Campinas - SP

 

Das profundezas do escuro Abaeté

Seu rosto molhado surgiu rosado

Teus olhos caju fingiram cair

E na branca areia eu caminhei abestalhado.

 

Arrastei-me crustáceo sob teu sorriso sereia

Na tarde perfumada entre a lagoa e a praia cheia

Entre cajueiros e goiabeiras

E entre orquídeas e a areias.

 

Nas profundezas do escuro Abaeté

Teus olhos caju fingiram dormir

E entre sereias e santas

Brincamos de rir.

                                                                                        

 

 

“Percepção”

Maria da Consolação Soranço Buzelin – Curitiba - PR

 

Ouço um soluço que corta

no vento inquieto agoniza

terrível topor esmaga

olhares vazios perdidos

 

Que me importa a brisa

o canto das ondas do mar

de que vale o sol a brilhar

as mãos não o podem alcançar

 

A névoa abaixa seu manto

Penetra na vida deserta

Mágoas e solidão

 

Ouço um soluço...

será do vento... dá névoa

       da vida que passa sem razão?                                                                                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categoria C: “OUTRAS CIDADES” – Acima de 15 anos

 

 

 

“Escolha”

Amélia Marcionila  Raposo da Luz – Pirapetininga MG

 

Escolho o riso e o choro,

O palhaço, o palco,

O começo, a partida,

Pedaços da vida...

Escolho o enredo,

O tempo, o corte

O romance, o recorte...

Escolho o fio, o rio, o estio,

Ou a chuva úmida no barulho do telhado.

Escolho a vila, a casa, a mesa posta,

A toalha xadrez,

O vinho tinto, a sobremesa...

Escolho o começo e o endereço,

O ombro e a cruz, a treva e a luz...

Escolho o corpo, o beijo, a boca,

As mãos que me tocam e me escravizam.

Escolha a hora e a demora,

O desejo de prender a vida

Na garrafa de vidro,

E rir-me dela, segura pela rolha,

E pelos meus dedos fortes...

O pêndulo do relógio parado

Sem o poder de levar-me inteira

A cada minuto traiçoeiro!

Escolho a vitrola, a canção antiga,

O salão de baile, a saia rodada,

O primeiro namorado!

Escolho o alvo e a flecha

O fogo e a cinza, o sangue e o pecado,

O mistério e o abismo,

A terra, o sal, e a verdade final...

E os cinco dedos da minha mão direita,

Abrem-se em leque suplicando

O livro de contos dourados

Onde me escondo e me sinto livre!

O conto começa,

Quando a vida morre.

Esvaem-se as faces da menina

Dentro da mulher feita que amadurece!

 

                                                                                 

 

“ Migalhas”

Carlos Alberto Barros – São Paulo – SP

 

Ainda um tanto lírico, acordo

Bocejos no vidro refletem poemas

Migalhas de sonhos que os pombos deixaram

Sustentam meus pés de retraídas asas

 

Arrasto correntes num dia desperto,

Que arranham meu ser, meu estar, meu brincar

Um cárcere livre é o mundo que vejo

E cada piscadela me arremessa para além dos quatro muros

 

Entardeço assim nublado

Vestindo um hoje nu que não me serve

Anseio por um brechó da alma

Onde eu arranje ao menos um chapéu de plumas

 

Escarro fumaça preta e olhares tortos no crepúsculo

Fugido de mais um dia, fecho as cortinas de meu rosto

Vejo-me, então, numa praça:

Eu, comedor de sonhos, em pombo transformado.

 

“Desovas”

 Carlos Alberto P. Rosa – Atibaia – São Paulo

 

 

há uma desova onírica no ócio da lua

é quando um outro de mim descarrega um 38 e desaparece

entre o povo que aguarda na plataforma de uma estação de trem

 

ao lado

um sujeito levanta-se e reclama que está com diarréia

mas no assento

há apenas as fezes esverdeadas de passarinho

 

próximo à entrada

uma mulher alta e vestida de negro

tem os seios de fora

esparramados no tédio da noite

 

mudo de lugar

tenho um livro aberto nas mãos

desço na Lapa

atravesso um longo corredor

e vejo o atirador descer em alguma estação

do passado

 

sonhar tem essa coisa de um tempo invertido

então fico a imaginar o quanto não são oníricas

as desovas que ocorrem durante o ócio do sol.

 

 

 

 

Silêncio Total”

Frances de Azevedo – São Paulo - SP

 

 

Ouço os passos de chinelos macios.

São passos frágeis, outros tão ágeis,

Que percorrem corredores vazios,

E com belas janelas incontáveis.

 

Ouço os passos que levam à varanda,

Para a mesma cadeira de palhinha.

Sinto, ainda, o doce odor da lavanda,

Como da saudade que se avizinha.

 

Ouço os passos marcantes de uma,

Onde uma grande história transcorreu

(E plena de muita fé foi tangida).

 

Ouço os passos que, hoje, são permeados

De lembranças, por tudo que viveu,

E de pleno amor foram semeados!

 

 

“De outro Prisma”

Iná de Fátima Araújo Siqueira – Baependi – MG

 

Um Arco – Íris encantado

emerge de um prisma d’água

pendurado, energizado

na janela de minha sala

E brinca de pique-pega

Na folha da minha Poesia

E ela? Não fala...

Mas oscila em visão vadia

Estranha policromia só de ilusão colorida.

 

Ah... E como teria sido a Vida,

se nada tivesse havido,

e se tudo tivesse

continuado igual e fosse

o que não poderia ter sido?

Se de um caldeirão de alquimia

Houvesse então emergido

Outra história. Outra magia,

e tudo fosse alegria, diferente e prosseguido?

 

Como teria sido tudo aquilo que não foi?

O sentido teria existido

Será? O mesmo silêncio cuidado

dos nossos macios passos,

caminhando tão iguais

os nossos mesmos caminhos,

em diferentes espaços.

E jamais os laços já lassos

dos nossos profanos ninhos?

 

Como que teria sido o deslizar da areia

na ampulheta do Tempo inexorável,

se a Vida tivesse seguido

o seu curso brando e lendo

sem brisas, tempestades, ventos

rumo a Tudo (evitável)

rumo a Nada (improvável)

 

Como teria sido a estrada?

Talvez não houvesse nunca

Nem poesia e nem Beleza

E muito menos também

Esta Saudade – Tristeza.

Tudo e nada bem possíveis

Nas impossibilidades risíveis...

 

Um Arco-Íris encantado

Emerge de um prisma cheio d’água

de Sol e Sonhos gerado

na janela de minha sala.

Ele? Ele não fala... Só cisma...

Me fogem das mãos as cores

(estas dores travestidas)

sete ilusões coloridas

(bem vindas, proibidas)

E assim disfarça e se cala

E de outro prisma espalha

Tudo o que um dia jamais foi

Policromia na Vida...

 

 

“Soneto aos 77 anos...”

Miguel Russowsky  – Joaçaba – SC

 

Descansar? Não cogito. Tenho brio

em revestir com rimas meu cansaço

que até pareço um fósforo bravio.

 

Se galopo na insônia? Sim. E laço

Sendo do amor, o tema mais sadio.

Não destes que exaltem muito o cio...

Vulgaridades em mim não têm espaço.

 

E tudo às claras, que sou fã da aurora.

Sou fã do riso e da canção sonora.

Velhice... Qual? Não ouço o seu recado.

 

Eu sinto a vida cada vez mais bela.

E a morte? Amigos, nem me falem nela!

Morrer não posso. Estou muito ocupado.

 

 

“O cara de paisagem”

Octávio Egydio Roggiero Neto – São Paulo – SP

 

Mote

Andar chutando o rasinho

na praia, pra espairecer.

Espraiar-se no caminho.

ser um grão no entardecer.

 

ando na praia, espraiando-me

numa leve impressão do que me ternura

passo a tomar nota de coisinhas à-toa

 

destino-me aos ventos sem destino

e me presenteio nuns momentos escrevendo

 

sigo sempre a esmo, lesmeando

assim delongo o caminho dando causa pro acaso

multiplicando a tarde até o indefinido

 

gosto quando o céu se tatua de nuvens sugestivas

mas o mais curioso é destampar canetas pro

                                                             [ inenarrável:

poeta é assim...

 

como a brisa com cheiro de longes

sei que é sutil o que nos acomete de unidades

na verdade, sonhei somar-me dos outros

até me reconhecer somente como humanidade

 

na praia, imensifico-me

quando relembro minha estrutura de grão

 

todos nos conformes de qualquer forma

 

teimei teimei teimei

até que não consegui palavrear a paisagem

acabei me paisageando

precisava disso

por hoje é sol!