| Meiotom - Concursos literários |
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CONCURSOS |
Poetas Classificados
FESTIVAL POÉTICO- 2009
SESC - ROTARY CLUB - LIONS CLUBE - PREFEITURA DO
MUNICÍPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO – ALACCOP
FICHA DE SELEÇÃO - ORDEM ALFABÉTICA
Categoria A
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PARTICIPANTE |
POEMA |
CIDADE/ ESCOLA |
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Categoria A (Cornélio Procópio) – 7 a 10 anos |
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Caroline Soares da Silva |
Borboletas |
Escola Municipal Dep. Nilson Ribas |
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Helouise Stefano da Guia
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No meu mundo |
Colégio Estadual Zulmira Marchesi |
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Indiara Carolaine de Castro |
Peixinhos |
Escola Municipal Professora Yolanda G Correa |
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João Marcos Ribeiro da Costa |
A lua |
Escola Municipal Dep. Nilson Ribas |
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Kathleen Cristina da Silva |
O professor |
Escola Municipal Dep. Nilson Ribas |
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Laura Santana
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Alma |
Colégio Chácara da Emília |
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Taynara Silva de Melo |
Onde moram? |
Escola Municipal Dr. Acir Ivo Carazzai |
Categoria B
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PARTICIPANTE |
POEMA |
CIDADE / ESCOLA |
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Categoria B (Outras Cidades) – 11 a 14 anos |
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Giovanna Gabriela Crem Silva |
Vermes Amigos |
Leópolis – PR |
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Pedro Alves Valentin |
Silêncio |
Rio de Janeiro –RJ |
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Renato Antonio BGL Goetten |
Versos de Amor |
Paranavaí – PR |
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Victor Gustavo de Oliveira Baratela |
Noite sem luar |
Leópolis - PR |
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Categoria B (Cornélio Procópio) – 11 a 14 anos |
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Brendon Borges da Silva |
Meu sonho de Verão |
Escola Estadual Major João Carlos de Faria. |
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Brendon Felipe de Castro |
A Vila |
Escola Municipal Yolanda G Correa |
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Kelly Vida Leal |
Como expressar meu coração |
Escola Rui Barbosa |
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Luís Paulo P. da Silva |
A lua |
Colégio Chácara da Emília |
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Melissa Mitico Ebara |
Pensamentos |
Escola Rui Barbosa |
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Pedro Augusto Hissanaga |
Infância |
Colégio Nossa Senhora do Rosário |
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Categoria B (Comerciários) – 11 a 14 anos |
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Daniely Fernanda Nietto |
Brilho na noite |
Cornélio Procópio |
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Categoria C
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PARTICIPANTE |
POEMA |
CIDADE/ESCOLA |
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Categoria C (Cornélio Procópio) – Acima de 15 anos |
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Bruna Regina Maciel |
O bonito da vida |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
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Iliete Cassiano |
Pescadores de Versos |
Cornélio Procópio - PR |
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João Gonçalves de Oliveira |
Uma síntese |
Cornélio Procópio - PR |
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Kelly Rodrigues Araújo |
Aculturação |
Cornélio Procópio - PR |
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Paulo Roberto Paiva de Souza |
Resgate |
Cornélio Procópio - PR |
|
Pedro T de Melo |
O tempo |
Cornélio Procópio - PR |
|
Silvio Marcos Gonçalves |
Amor |
Cornélio Procópio - PR |
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Categoria C (Comerciários) – acima de 15 anos |
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Davi Cartes Alves |
Terapia de amor |
Curitiba - PR |
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João Eduardo Triska dos Santos |
Maldita Regra |
Curitiba – PR |
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Lilia de Oliveira Rosa |
Miragem na Lagoa |
Campinas - SP |
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Maria da Consolação Soranço Buzelin |
Percepção |
Curitiba - PR |
Categoria C - Outras Cidades
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PARTICIPANTE |
POEMA |
CIDADE |
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Categoria C (Outras Cidades) – acima de 15 anos |
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Amélia Macionila Raposo da Luz |
Escolha |
Pirapetininga - MG |
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Carlos Alberto Barros |
Migalhas |
São Paulo – SP |
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Carlos Alberto P Rosa
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Desovas |
Atibaia - SP |
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Frances de Azevedo |
Silêncio Total |
São Paulo – SP |
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Iná de Fátima Araujo Siqueira
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De outro Prisma |
Baependi – MG |
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Miguel Russowsky |
Soneto aos 77 anos |
Joaçaba – SC |
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Octávio Egydio Roggiero Neto |
O cara da Paisagem |
São Paulo - SP |
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Categoria “A” Cornélio Procópio de 07 a 10 anos. |
Borboletas lindas,
Estão sempre juntas,
Como as estrelinhas do céu!
Adoram o perfume
E o néctar das flores
Essas lindas borboletas
De todas as cores!
No meu mundo não existe poluição,
No meu mundo tem bolinha de sabão,
Peteca, papagaio e pão.
No meu mundo não existe guerra,
Passo a tarde brincando de boneca.
No meu mundo não existe preto,
Mas existe amarelo, rosa e vermelho.
Pote de ouro no final do arco-íris,
Gnomos, duendes, princesas e fadinhas.
No meu mundo existe leão manso,
Tartaruga veloz,
Preguiça agitada,
Pássaros nadando e peixes voando.
No meu mundo não existem doenças,
Pois a única doença que lá habita,
É a doença da alegria!
No meu mundo, o sol e a lua namoram,
E nunca se separam.
“Peixinhos” – Indiara Carolaine de Castro
Peixinhos no aquário,
Nadam e dançam
Sem parar
Cores se espalham
Num só lugar!
“A Lua” – João Marcos Ribeiro da Costa
(Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas)
Lua bela
Da minha
Janela...
Lua nova,
Lua velha.
Lua cheia,
Lua vazia.
Lua minguante,
Lua estonteante.
Vai o Sol,
Vem a Lua...
Lua bela
Da minha
Janela...
O professor é legal e bacana
Faz tudo para nos ensinar!
Porque ele muito nos ama
E quer sempre nos ajudar.
Transmite suas aulas
Com carinho e compreensão
Ele só reclama
Da nossa falta de atenção!
A alma é colorida
É um presente do céu,
Às vezes a alma é atrevida
Mais ela é como um doce mel.
As estrelas brilham
E nossa alma também
E se não brilhar
Não vamos conquistar ninguém.
“Ó besourinho pretinho
Onde é o teu caminho?”
“É no tapete felpudo,
Onde brinco e faço tudo.
Vivo bem escondidinho
Sem fazer um barulhinho.”
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Categoria “B” Cornélio Procópio de 11 a 14 anos. |
Um dia de verão,
O sol amado,
Iluminou o chão
Cobrindo a paisagem de emoção.
O chão ficou claro
As árvores por si alegres
E os jardins esbanjando beleza.
Os animais brincando,
Correndo alegremente,
Felizes, contentes!
Crianças brincam
De esconde-esconde,
Pega-pega, pular corda.
Elas correm contentes
Dá até emoção de se ver
E vontade de escrever!
Morar na vila é
Correr, soltar bombinha
Apostar corrida,
Brincar de esconde-esconde
E a noitinha dormir e sonhar...
Com a vilinha.
Estava tentando fazer poesia
Mas não sabia o que escreveria
Com lápis e borracha na mão,
Tentava apenas expressar meu coração.
Tentei de tudo dizer,
Mas ainda não sabia sobre o que escrever.
Tentei de uma música, copiar o refrão
Mas nada disso expressava meu coração.
Tentei até sobre o céu falar,
Mas não conseguia de maneira alguma me expressar.
Foi aí que parei para pensar,
Pensar em tudo que gostava
E sobre isso falar.
Mas ainda estou aqui,
Com lápis e borracha na mão
Pensando em tudo que poderia pensar
E sem saber como expressar meu coração.
“A Lua” – João Marcos Ribeiro da Costa
(Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas)
Lua bela
Da minha
Janela...
Lua nova,
Lua velha.
Lua cheia,
Lua vazia.
Lua minguante,
Lua estonteante.
Vai o Sol,
Vem a Lua...
Lua bela
Da minha
Janela...
Sufocada de sentimentos
Entalados em minha garganta,
Me chamam de idiota
Por escrever o que sinto em papéis...
Mas o que posso fazer,
Se ninguém quer me escutar?
De tudo fiz para chamar atenção,
Porém ninguém me notou
Entre toda essa multidão.
Entre tantos poemas
E tantas canções,
Restam-me agora
Apenas recordações.
Porque dizem então que me amam,
Se quando mais preciso
Não estão aqui?
Será uma falta de tempo,
Ou então querem o sofrimento fazer eu sentir?
Não seria talvez mais fácil
Assumir o ódio que sentem de mim,
Ou então me deixar de lado,
Como se nem existisse?
Reviro minha cabeça,
Procurando uma simples resposta,
Porém, as únicas coisas que acho
São perguntas para confundir ainda mais
Meus inúteis pensamentos.
Minha mãe dizia
Que quando criança
Brincava todo dia
Com muita alegria.
Pega-pega, esconde-esconde.
Criança a correr.
Que pena! Hoje em dia
Muitas crianças vivem a se esconder.
Não sabem subir em árvores.
Pipas já não fazem mais.
Dentro de casa ficam presas
E a infância não volta jamais
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Categoria “B” Comerciários de 11 a 14 anos. |
No silêncio da madrugada,
Na escura noite vazia,
O céu cheio de estrelas
Uma doce companhia
No início da jornada
Minha noite era sem lua
Pontos de luz desabrochavam
Iluminando-me com doçura
De repente atravessou
Meu céu inacabado
Com um brilho exuberante
Um cometa radiante
De repente,
Tudo estava em chamas
O cometa caiu no horizonte
O vento soprou minha fronte
E tudo se esclareceu
A doce fantasia
Cedeu lugar à escura noite vazia
Meus olhos se cegaram pela luz.
Não pude mais ver as estrelas.
Não havia razão para nada
No silêncio da madrugada.
De repente,
Uma luz abrolha,
A noite elucida
Vejo o cometa no céu
E começo a caminhar.
O brilho está de volta a meus olhos
E a minha paz, naquele brilhar
Caminho seguindo, a luz exuberante
Que me guia no silêncio da madrugada,
Me ensina a desvendar o enigma
Para finalmente encontrar
Minha lua nova
E o meu céu completar.
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Categoria “B” Outras Cidades de 11 a 14 anos. |
(Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Cornélio Procópio)
Futuro
Palavra estranha para os jovens,
Amiga de longa data dos mais vividos,
Lugar onde as lembranças não existem.
Futuro,
De silêncio profundo,
Corroendo a cabeça de jovens pensadores incertos,
Que um dia serão sábios anciãos
Com futuro certo:
Amizade com os vermes do campo-santo mais próximo.
Futuro e morte
Seriam então sinônimos?
Ótima pergunta!
Para ser deixada pra mais tarde.
Futuro,
Poço de incertezas
Que fazem a vida ser emocionante como tal ela é.
Futuro,
Lugar onde a única certeza
É a temida morte.
De resto... bem, de resto [além dos mortais]
Vale a dica:
Pensar menos e viver mais!
Uma sombra se encontra numa rua escura
Pergunta-se o que é o silêncio
Em meio a seus pensamentos, um som ensurdecedor
Já o ouvira antes em filmes
Achou que estivesse surdo
Pois não ouvia mais nada
De repente cai, corroído pela dor
Uma enorme dor no peito
Ao olhá-lo, abre um sorriso
E cai,
Entendendo o que é o silêncio
Colégio Paroquial
Quando te vejo
eu choro de desejo
de te abraçar
e te beijar
Quando está fora
eu penso toda hora
em te abraçar e beijar
na hora em que chegar
Quando te vejo
te vejo como uma fada de luz
e essa luz
é que me conduz
Portanto, com esse verso
eu aprovo você
a melhor do universo!
Fico só
Na noite sem luar,
Fico perdido
Sem saber onde andar.
Você está aqui,
Você está lá,
Procuro por onde
Eu sei que você está.
Diga-me
Para que tanto medo,
Se o nosso amor não tem segredo.
Não fuja, fique comigo
Não fique sozinha,
Fique longe do perigo.
No banco da rua
Me pego a pensar
Que na verdade não sei nada
Eu só sei te amar.
Volte aqui, meu amor,
Volte aqui, minha paixão,
Pois quando estou com você,
Bate mais forte meu coração.
Escrevo estes versos
Em sua homenagem
Venha ficar comigo.
Nem que seja pela última vez
Nem que seja o último encontro.
Pela última vez,
Não me deixe no abandono.
Os meus olhos não se fecham
Seu sorriso não se apaga
Você é uma chama
Que me acende e me afaga.
Quero estar contigo
Ser mais que um amigo
Quero andar e andar
No meu peito escondido.
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Categoria C: Cornélio Procópio – Acima de 15 anos
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“O Bonito da Vida”
Bruna Regina Maciel – Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Bonito para a criança
É a roda que gira,
É o palhaço que canta,
Ou o desenho que encanta.
A criança cresceu
A cabeça mudou.
A mente se abriu.
É o pensamento juvenil.
Bonito para o jovem
É o time que ganha,
É a fada que dança,
Ou o som que balança.
Como chuva que cai
Como neve que derrete
O tempo passou
Maduro ficou.
Bonito agora
É a paz que conforta,
É o filho que cresce,
Ou o amor que fortalece.
Cresceu, mudou, abriu,
Derreteu, passou, caiu...
A rima pode até ser ruim,
Mas o Bonito... Ah...
Este não tem fim
“Pescadora de Versos”
Iliete Cassiano
Ó pescadora de versos
Ao primeiro raiar do dia
Lança a linha do pensamento
Enredando sonhos e poesia
Douradas palavras multicoloridas
Salta, agita, escapa, volta...
palavra viva!
Recolhe a vela por um momento
Em amanheceres frios do pensamento:
chuva, vento, tempestade, esquecimento...
Nas águas do mar da vida
Recolhe palavras, lapida,
Aprimora, ó poesia...
tesouro escondido, mar que agita
ventos de saudade, melancolia
Na pesca solitária do pensamento
O barco abarrotado de sentimentos
Deixa fugaz a liberdade
Navegar nos mares da saudade
E quando o pôr-do-sol chegar
feito adormecido menino
Ancora teus versos, ó pescadora
No ponto de seu coração
chamado destino...
“Uma síntese”
João Gonçalves de Oliveira
Em meio ao murmúrio das horas
e da falácia dos homens,
do pessimismo do meu tempo
Eu caminho.
Em meio à fatalidade e o tempo,
Às lágrimas dos deserdados,
da impotência dos fracos,
Eu me isolo.
Em meio à solidão dos minutos,
Ao repúdio do meu sonho que foi ontem,
da esperança esmaecida,
Eu silencio.
Em meio às estrelas esparsas,
Pálidas sem o brilho juvenil,
Pela angústia de um verso inacabado,
Eu escrevo.
Pela síntese melancólica dos desencontros,
eu caminho,
eu me isolo, eu silencio...
Escrevo...
“Aculturação”
Kelly Rodrigues Araújo –Cornélio Procópio - PR
Quando o Zé matou a fome,
com pão, molho, batata e salsicha,
meio sorriso na cara, barriga vazia e metido a rico,
disse que não foi pão de qualquer mão.
Mas um tal de inglês Hot Dog.
Quando o Zé perdeu emprego,
saiu para a rua doido sem destino.
Contou piada, vendeu palavras,
Meio sorriso na cara, metido a sábio,
Há duas semanas arrumou emprego.
Disse que não era qualquer trabalho.
O empregador, um tal de Mac Donald.
O Zé agora é rico, famoso e
tem sorriso inteiro para dar.
Não conta piada e não passa fome,
Na entrevista, o jornalista:
“- Zé, qual sua nacionalidade?”
E ele, todo orgulhoso, metido a inteligente:
“- Sou Brazilinidense!”
“Resgate”
Paulo Roberto Paiva de Souza
Eu acordei, e encontrei
Minha garrafa vazia
Minha garrafa jazia
Vazia, num canto, no chão
Ai, percebi que meus sonhos
Se evaporavam, se desmancharam
Se esparramaram, no chão
No não que você decretou.
Quando você demonstrou
Todo seu desamor
E o desapego que por mim revelou
Então o sofrimento criou raízes
E sem diretrizes
Viajou pela solidão
Andou como um pedinte
Sempre na contramão
Dormindo os piores pesadelos
Sofrendo uma vida já sem zelos
Olhando a morte como solução.
“O tempo”
Pedro T de Melo
O tempo me ensinou
que nada sei sobre o tempo
do tempo que preciso
Só o tempo é que dirá
O tempo que ainda há
Pra ter tempo de pensar
No tempo do meu juízo
Estou parado no tempo
Sem saber qual é meu tempo
Há tempo estou indeciso
Se o tempo me desse tempo
Um pouco de tempo a mais
Mas eu sinto que meu tempo
Com o tempo se desfaz
O fim do tempo me traz
Lembranças de tempos idos
Tempos que foram perdidos
No tempo que longe vai
Tempo que ficou no tempo
Tempo que não volta mais
Cada um tem seu tempo
Não falta tempo a ninguém
Se pensas que não tens tempo
Espera, teu tempo vem!
Se o tempo não te deu tempo
Pro tempo determinado
Talvez o tempo que tinhas
Gaste em tempos passados
Agora te falta tempo
Teus tempos foram contados
O tempo é determinante
Todo o tempo tem sentido
Quando um tempo é vencido
Outro tempo se inicia
Tempo que separa o dia
Da noite que o tempo traz
O tempo nunca é demais
O tempo é medida exata
O tempo é seu próprio tempo
O tempo não volta atrás
Tive tempo pra tudo
Menos tempo pra mim
Quando pensei em dar tempo
O tempo estava no fim
Hoje quando busco tempo
O tempo foge de mim
Penso que o tempo é mau
O tempo me diz assim
Nem o tempo é pra sempre
Teu tempo chega ao fim
“Amor”
Silvio Marcos Gonçalves
Quero um amor assim
Um amor sem fim
Um amor de paz e alegria
Que seja eterno pra mim.
Que não seja imortal,
Sim, posto que é chama
Mas que seja eterno pra mim.
Quero um amor assim
Que me leve até a lua
E dê voltas no sol
Que viaje por todas
As estações do ano
Que me leve a momentos
De loucura
Mas que seja eterno pra mim.
Quero um amor assim
Que me acorde nas
Horas mais inesperadas
Que mergulhe nos meus sonhos
E eu nos sonhos dela
E que seja eterno pra mim.
Que me acenda o fogo sem me deixar queimar
Que seja um amor pra sempre
Um amor eterno em mim.
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Categoria C: Comerciários- Acima de 15 anos
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“Terapia de Amar”
Davi Cartes Alves – Curitiba -PR
Pensar em você
é sentir os pés nus
sobre asas de anjos
deleitar-se em sua perene & suave leveza
é fazer uma imersão completa na beleza,
e deixar-se petrificar,
em submissão de menino
na sua graciosidade, seu encanto & fascínio
é compor o seu amor
ao som de violino
é banhar-se em seu chafariz, de ternas virtudes
suaves mansuetudes, paz, solicitudes
sonhar nos carinhos das suas asas de amor
encher com o seu mel dissabor
é linda borboleta de sapatinho ana bela
tem um brilho sublime, tal qual cinderela
capaz de anoitecer, anjos & diamantes
e fazer-se porto seguro
para meus andarilhos errantes
pensar em você
é embalar-se em melíflua canção de ninar
na composição da brisa, apaixonada pelo mar
é sublevar recitando pelos poros d’alma
um novo poema para o verbo,
amar.
“Maldita Regra”
João Eduardo Triska dos Santos – Curitiba - PR
Há momentos, como os que passo,
Que são momentos de reloucura negativa;
Onde há a inversão de minhas potencialidades e
A imersão num dar de desatenção;
Nestes momentos...
Desejo a inércia mais inerte das inércias;
Percebo a doença de uma vida demasiadamente regrada,
Pois zé! Nessa vida a ordem é a regra sem exceção.
A regra é um inimigo onipotente,
Atenta a qualquer movimento,
Presenteia qualquer canto,
Até mesmo o sono do tempo.
A regra não me dá fácil saída,
Mas de alguma tenho certeza,
Ela finge ser só beleza,
Pois no fundo tenta esconder sua tristeza.
Regra reta como régua,
Só te amacio como égua;
Através das sem-palavras,
Mato teu alfabeto, como tua tabuada
Quando monto uma charada que dita tua regra;
Regra, minha anti-camarada!
Vou aonde você nada
Pra te matar afogada.
Regra, essa é minha última charada!
Dá espaço para o nada!
Cria um jogo sem a lei de uma vida regrada!
“Miragem na lagoa”
Lilia de Oliveira Rosa – Campinas - SP
Das profundezas do escuro Abaeté
Seu rosto molhado surgiu rosado
Teus olhos caju fingiram cair
E na branca areia eu caminhei abestalhado.
Arrastei-me crustáceo sob teu sorriso sereia
Na tarde perfumada entre a lagoa e a praia cheia
Entre cajueiros e goiabeiras
E entre orquídeas e a areias.
Nas profundezas do escuro Abaeté
Teus olhos caju fingiram dormir
E entre sereias e santas
Brincamos de rir.
“Percepção”
Maria da Consolação Soranço Buzelin – Curitiba - PR
Ouço um soluço que corta
no vento inquieto agoniza
terrível topor esmaga
olhares vazios perdidos
Que me importa a brisa
o canto das ondas do mar
de que vale o sol a brilhar
as mãos não o podem alcançar
A névoa abaixa seu manto
Penetra na vida deserta
Mágoas e solidão
Ouço um soluço...
será do vento... dá névoa
da vida que passa sem razão?
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Categoria C: “OUTRAS CIDADES” – Acima de 15 anos
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“Escolha”
Amélia Marcionila Raposo da Luz – Pirapetininga MG
Escolho o riso e o choro,
O palhaço, o palco,
O começo, a partida,
Pedaços da vida...
Escolho o enredo,
O tempo, o corte
O romance, o recorte...
Escolho o fio, o rio, o estio,
Ou a chuva úmida no barulho do telhado.
Escolho a vila, a casa, a mesa posta,
A toalha xadrez,
O vinho tinto, a sobremesa...
Escolho o começo e o endereço,
O ombro e a cruz, a treva e a luz...
Escolho o corpo, o beijo, a boca,
As mãos que me tocam e me escravizam.
Escolha a hora e a demora,
O desejo de prender a vida
Na garrafa de vidro,
E rir-me dela, segura pela rolha,
E pelos meus dedos fortes...
O pêndulo do relógio parado
Sem o poder de levar-me inteira
A cada minuto traiçoeiro!
Escolho a vitrola, a canção antiga,
O salão de baile, a saia rodada,
O primeiro namorado!
Escolho o alvo e a flecha
O fogo e a cinza, o sangue e o pecado,
O mistério e o abismo,
A terra, o sal, e a verdade final...
E os cinco dedos da minha mão direita,
Abrem-se em leque suplicando
O livro de contos dourados
Onde me escondo e me sinto livre!
O conto começa,
Quando a vida morre.
Esvaem-se as faces da menina
Dentro da mulher feita que amadurece!
“ Migalhas”
Carlos Alberto Barros – São Paulo – SP
Bocejos no vidro refletem poemas
Migalhas de sonhos que os pombos deixaram
Sustentam meus pés de retraídas asas
Arrasto correntes num dia desperto,
Que arranham meu ser, meu estar, meu brincar
Um cárcere livre é o mundo que vejo
E cada piscadela me arremessa para além dos quatro muros
Entardeço assim nublado
Vestindo um hoje nu que não me serve
Anseio por um brechó da alma
Onde eu arranje ao menos um chapéu de plumas
Escarro fumaça preta e olhares tortos no crepúsculo
Fugido de mais um dia, fecho as cortinas de meu rosto
Vejo-me, então, numa praça:
Eu, comedor de sonhos, em pombo transformado.
“Desovas”
Carlos Alberto P. Rosa – Atibaia – São Paulo
há uma desova onírica no ócio da lua
é quando um outro de mim descarrega um 38 e desaparece
entre o povo que aguarda na plataforma de uma estação de trem
ao lado
um sujeito levanta-se e reclama que está com diarréia
mas no assento
há apenas as fezes esverdeadas de passarinho
próximo à entrada
uma mulher alta e vestida de negro
tem os seios de fora
esparramados no tédio da noite
mudo de lugar
tenho um livro aberto nas mãos
desço na Lapa
atravesso um longo corredor
e vejo o atirador descer em alguma estação
do passado
sonhar tem essa coisa de um tempo invertido
então fico a imaginar o quanto não são oníricas
as desovas que ocorrem durante o ócio do sol.
“Silêncio Total”
Frances de Azevedo – São Paulo - SP
Ouço os passos de chinelos macios.
São passos frágeis, outros tão ágeis,
Que percorrem corredores vazios,
E com belas janelas incontáveis.
Ouço os passos que levam à varanda,
Para a mesma cadeira de palhinha.
Sinto, ainda, o doce odor da lavanda,
Como da saudade que se avizinha.
Ouço os passos marcantes de uma,
Onde uma grande história transcorreu
(E plena de muita fé foi tangida).
Ouço os passos que, hoje, são permeados
De lembranças, por tudo que viveu,
E de pleno amor foram semeados!
Um Arco – Íris encantado
emerge de um prisma d’água
pendurado, energizado
na janela de minha sala
E brinca de pique-pega
Na folha da minha Poesia
E ela? Não fala...
Mas oscila em visão vadia
Estranha policromia só de ilusão colorida.
Ah... E como teria sido a Vida,
se nada tivesse havido,
e se tudo tivesse
continuado igual e fosse
o que não poderia ter sido?
Se de um caldeirão de alquimia
Houvesse então emergido
Outra história. Outra magia,
e tudo fosse alegria, diferente e prosseguido?
Como teria sido tudo aquilo que não foi?
O sentido teria existido
Será? O mesmo silêncio cuidado
dos nossos macios passos,
caminhando tão iguais
os nossos mesmos caminhos,
em diferentes espaços.
E jamais os laços já lassos
dos nossos profanos ninhos?
Como que teria sido o deslizar da areia
na ampulheta do Tempo inexorável,
se a Vida tivesse seguido
o seu curso brando e lendo
sem brisas, tempestades, ventos
rumo a Tudo (evitável)
rumo a Nada (improvável)
Como teria sido a estrada?
Talvez não houvesse nunca
Nem poesia e nem Beleza
E muito menos também
Esta Saudade – Tristeza.
Tudo e nada bem possíveis
Nas impossibilidades risíveis...
Um Arco-Íris encantado
Emerge de um prisma cheio d’água
de Sol e Sonhos gerado
na janela de minha sala.
Ele? Ele não fala... Só cisma...
Me fogem das mãos as cores
(estas dores travestidas)
sete ilusões coloridas
(bem vindas, proibidas)
E assim disfarça e se cala
E de outro prisma espalha
Tudo o que um dia jamais foi
Policromia na Vida...
Descansar? Não cogito. Tenho brio
em revestir com rimas meu cansaço
que até pareço um fósforo bravio.
Se galopo na insônia? Sim. E laço
Sendo do amor, o tema mais sadio.
Não destes que exaltem muito o cio...
Vulgaridades em mim não têm espaço.
E tudo às claras, que sou fã da aurora.
Sou fã do riso e da canção sonora.
Velhice... Qual? Não ouço o seu recado.
Eu sinto a vida cada vez mais bela.
E a morte? Amigos, nem me falem nela!
Morrer não posso. Estou muito ocupado.
“O cara de paisagem”
Octávio Egydio Roggiero Neto – São Paulo – SP
Mote
Andar chutando o rasinho
na praia, pra espairecer.
Espraiar-se no caminho.
ser um grão no entardecer.
ando na praia, espraiando-me
numa leve impressão do que me ternura
passo a tomar nota de coisinhas à-toa
destino-me aos ventos sem destino
e me presenteio nuns momentos escrevendo
sigo sempre a esmo, lesmeando
assim delongo o caminho dando causa pro acaso
multiplicando a tarde até o indefinido
gosto quando o céu se tatua de nuvens sugestivas
mas o mais curioso é destampar canetas pro
[ inenarrável:
poeta é assim...
como a brisa com cheiro de longes
sei que é sutil o que nos acomete de unidades
na verdade, sonhei somar-me dos outros
até me reconhecer somente como humanidade
na praia, imensifico-me
quando relembro minha estrutura de grão
todos nos conformes de qualquer forma
teimei teimei teimei
até que não consegui palavrear a paisagem
acabei me paisageando
precisava disso
por hoje é sol!