| Meiotom - poesia |
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samuel costa |
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Fauna,
flora & concreto
Repousa
minha amada...
Fina
flor de aço e concreto!
Repousa
e aflora!
No
vai e vem
No
fim deste século...
Aflora
a fina flor
De
concreto
De
aço
Em
descompasso
Vive
e morre
A
fina flor
Em
descompasso
No
fim do século
Samuel
C. da Costa é poeta negro em Itajaí
Cansei de ser
negro
De ser parado pela
polícia
Ser confundido com
um bandido qualquer
De ter relações
promíscuas com os políticos
Sendo sempre massa
de manobra
Na mão de algum
abnegado...
Não! Eu não quero
mais ser negro
Ser minoria nas
universidades
Ser tachado de
preguiçoso...
Ser o primeiro de
lista dos desempregados
Não quero ficar
para trás
De tudo
De todos
Das oportunidades
De um futuro
melhor
Não quero mais ser
negro
Ser excluído de
todas as formas
De todas a
maneiras
Definitivamente
estou casando de celebrar
Meus ritos
escondidos
Dos olhos da
sociedade
Não quero mais ser
negro
E ter a
responsabilidade de ser:
No melhor no
futebol
Ser bom no pagode
Não...
Não quero mais ter
um passado negro
Que cheira a
escravidão
Que cheira a dor
Quero renunciar ao
meu futuro
De dor
Não quero mais ser
negro
Chega de sofrer
O banzo
pós-moderno
Samuel Congo da
Costa é poeta negro em Itajaí
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