| Meiotom - poesia |
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luis seguilha |
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TATUAGEM VOCÁLICA DE GAIA-ANA MARIA RAMIRO
DESEJOS DE GAIA-um CORPO amplo de acenos balsâmicos e de criptas inebriantes levitando os cântaros-do-escorpião-vegetal-espiralado
como uma esgrimista de epifanias a abeberar-se nos sinais-das-açucenas anárquicas
para perambular nos ancoradouros-do-corpo-outro-planetário/aberto
às colheitas-raridade-dos-acostamentos
às AMBIVALÊNCIAS predestinadas ao astronómico fruto
ao conhecimento criativo da vergôntea-erótica-obsidiada-nómada
______: GAIA-ANA MARIA RAMIRO:_____
_____ centro de metáforas/correspondências-translúcidas instituais:
_____símbolo ancestral a raptar os periplos vermelhos na plenitude animal-canavial:
_____hélice de volúpias-infinitas a regressar ao original corpo:
_____corpo enunciador do enigma da barbatana/pirâmide-tangível-da-natureza:
_____silêncio da tempestade solar
entre a voltagem do desejo e a infinita respiração/nutrição
da epiderme primitiva:
_____renascimento circular até à focalização-convulsão dos frutos inextinguíveis
de GAIA-DESEJO-ANA:
_____corpo redescoberto nos ecos unidos-arrebatadores das palavras ( GAIA-montanha de reverberaçãões-jaguar-condor
na mediterrânica claridade das interferências
de outro corpo-leitor–intraduzível-corsário
onde a obscuridade-ardente
ilimita-se no soalho da identidade-do-desejo-livre
ANA MARIA RAMIRO aproxima-se do derribamento avassalador do arco-celeste
para descamisar as bátegas do areal-fortaleza ______ os pássaros vociferantes de GAIA
atravessam a descoberta da fogueira cavernosa
onde uma armadura/canoa de ânsias-palavras coincidem com as bamboleios dos uivos-refúgios incisores
das circunferências ofegantes( SEIXOS)
e o silêncio litóreo é um jardim de abóbadas-sede nas protecções de GAIA
_____ANA MARIA RAMIRO pulsa nas sinuosidades das aberturas dos ecos-das-bibliotecas-náutilas onde os corações fosfóricos extraviam os microfones das retinas-museus-da-fragmentação.
Sente os gérmenes do poema na batida dos carregadores-de-mares:
___ cerca de sal nas maconhas das âncoras
nas compactas-turfas das constelações:
__ correntezas/percussões das sombras-dos-cerejais:___ painéis vibradores dos balseiros extemporâneos
onde os estames-teias-cápsulas-caninas desfraldam as metrópoles-hoteis-das-medusas
sobre os jorros diluvianos-dos-cascos-solares:
__ pressentimento da ANA-bosque de descendências descampadas/furtivas e ameaçadoras no decurso do insulamento vermelho .
Este contorno das labaredas-navio-de-fibras-sanguíneas
aspira o desassossegado do cosmos de GAIA
para espargir as inflorescências vulcânicas do tempo
concebendo as bolhas pétreas da assombração
entre os alinhos das gargantas-das-torres-abrasadas (___hausto gigantesco da harpa impenetrável___)
ANA-GAIA na área aventurosa do poema
como uma moradora dos rumores explosivos transfigurarando os palácios-monólitos das abelhas inadiáveis
numa denúncia de incertezas sedosas
como a afabilidade-sequencial do relâmpago a demorar-se nas pálpebras do líquenes
para penetrar na alcaçaria-dos-colos-fluviais( geometria das espécies a aboletar-se na valva do clarão oblíquo)
Garatujar GAIA nos confins das pedrarias rudimentares/incompreensíveis
como uma disposição duradoura a alçar as derivações lentas das raízes:
_____pertence às ramas dos eirados da respiração das estrelas
______pertence à embriaguez das cordilheiras-frugíferas
aos pólens das abegoarias onde as bicicletas nupciais recolhem a unções dos insectos-de-pólvora:
aqui ANA-GAIA-SÂNDALO alberga a densidade das carumas das visões porvindouras
desabotoando consequências espessas nos cristais do sopro das lâmpadas-de-água
onde GAIA arremessa as olências
das suas rosas-nervura-da-absorção-fálica numa trilha de pupilas-pátrias-fábulas-ressonâncias caudalosas
____________:GAIA-transluzente no fulgor da urgência da lubricidade:______
___estes extremos limites das lâmpadas-vertigem da Ana Maria Ramiro manifestam o viço incontestável da vida(irradiação oculta-granítica da derme extasiada)
sobre um barco de árvores minúsculas
que eclode amorosamente com os animais de luzes-consonantes
____estes golfos da permutação dos músculos transgressores-indizíveis movimentam os significados intermináveis da terra
derramando as ervas da consciência nas profundezas da bússola epidérmica:
______bússola de poemas e de ilhargas inabolíveis metamorfoseando as cumplicidades afectivas/abismadas
entre o oásis de favos-de GAIA-ANA: _____sismo-orquídea do corpo excêntrico a reunir as integridades da folhagem
como uma propagação de caminhos-de-aragem-clandestina
como a água pulsante das faíscas da fuga astral :
(____aliança do barro efervescente a inventar as vertentes das minas sussurrantes
sobre os membros libertadores da atmosfera nua:
_____será o começo dos interstícios das dunas na luminosidade das têmporas do UNO
ou será a declaração-construção do vivente-da-mineralogia hiemal
que principia no afago-mastro do corpo-sobre-o-corpo:
_____diamante a gritar nas nervuras das miragens cósmicas: ____deflagração da eternidade da superfície___)
(____ TERRA-diva confidente dos círculos da sede aprisionada nas crateras alucinadas
esplendor do sexo-lábio-GAIA-DESEJO reencontrado no arrepio-da-estaca-do-mercúrio-das-instâncias-indefiniveis-do-bosque:
relâmpago-latejo das cúpulas dos gérmens
a ajustar os sulcos das letras-filhas-da-ambição-de GAIA para purpurearem as gargantas-línguas-cernelhas unânimes
entre as canelas das fundações
dos ancoradouros-murmúrios-feridas-faixas das veias selváticas___)
GAIA-DESEJO nas alucinantes mutações das coxas absorvidas:
no ventre-mênstruo inacabado das palavras
na essência ardente das alcançaduras
no circuito-configuração de pulsos loucos
nas pernas-pólens-tentáculos-das-lenhadoras de centros
ANA MARIA RAMIRO embarca-nos na ignição da tipografia do mar(prodígio do útero-escafandro-predador do tecido-húmus:
as cisternas/cerâmicas da alvura-em-ascensão purificam as migrações das vértebras-curvas
da lactescência estelar-vulcaniforme-vaginiforme
para enflorescerem no desvairamento( das cânulas )
das emboscadas/inundações-do-pássaro-GAIA
GAIA-caminheira-esvoaçante-lendária-epidérmica
a descruzar os trópicos-projectores das escrituras geográficas e os venenosos esconderijos das garras-caranguejos-iridiscentes atravessam
as gôndolas esguichadas dos seios
como um formigueiro-estertor na geografia subterrânea das iluminuras
como hélices-dos-tinteiros a fertilizarem as tapeçarias-dos-bichos
das sementeiras até ao sangue dos utensílios das raízes-cometas
como trajectórias nativas das gelosias a auscultarem
os cios pendulares dos tigres inaugurais:
_____ou serão os vespeiros-águias a articularem as fêmeas dos cavalos vertiginosos aos gladiadores cromáticos
de GAIA-meridiano da batida das actínias
____GAIA-uivo dos seios-lábios-boomerangues-dos-cereais crepitantes:
_____ANA MARIA RAMIRO sorve a entoação dos enxames das vulvas espasmódicas
entre os milenares bagos-subsolos-sígnicos transmudados nas ciladas fleumáticas das cissuras dos minérios:
___ a geologia das mandíbulas orbitais iodam sensorialmente as aterragens das ameixas-ervateiras-do-DESEJO:
_______ polvos de remos-uterinos
a “ESCREVEREM COM O CORPO” para empinarem/desembocarem
as arestas-(estremecimento)-das rosas labirínticas/emancipadas
sobre as improvisações narcóticas
das arenas-línguas-estações-da-raiz-de-cobra _______“SINESTESIA a resvalar” nos guardadores das setas-sementes-fluviáteis
de ANA-GAIA:
______MANIFESTO DESEJO a acrescentar as medulas-vagas das deambulações
aos confessionários lunares-desvairados (dos vimes umbilicais das dálias):
____ atravessamento do centro da penugem arterial:
____escoltas dos estilhaços das translações a enfeitiçarem as dinâmicas polpas das forquilhas-silenciadoras-dos-simulacros-lenhosos-das-cavilhas-mamilares-do-desassombro:
______ searas-barbatanas sísmicas a renovarem
as bandarilhas da cicatrização/faísca das papoilas túrgidas
onde os reflexos da circunvalação dos ofícios pulverizam os rebordos das rosáceas vulcânicas
com os feixes insondáveis dos umbigos botânicos:
_____ arquipélago-de-aberturas odoríficas a intervalar
as modulações das veias dinamitadas
com as tonturas das cúpulas do réptil-acústico
ANA MARIA RAMIRO embalsa o movimento das cordas das distâncias e o materno-farol do desvio dos abismos
onde as escrituras das fendas-dos-viajantes entregam-se aos cortejos das estâncias. Os nervos periódicos dos luzeiros perseguem as virilhas das superfícies astrais e empoeiram
secretamente a natureza dos lábios-orquídeas: ___as pássaras da terra alucinam os aluamentos órfãos de arborizações
onde as efígies das janelas-voadoras parecem peixes incrustados no vazio:
___outra janela-de-terra na integridade das coxas a enredarem balanceios e reflexos túmidos
para galoparem a universalidade da violência da flutuação-do-horizonte:
___ outras pegadas-filamentos na flor-náufrago
a fundar a ourivesaria de um sexo-ânfora-guitarra para construir um abanador de aguardente-zigoto-hipnótico
na língua-da-língua-sobre-a-lingua:
apuro da estridência-da-lagoa-do-polvo-pirilampo: ___flecha-memória da GAIA na propagação esponjosa
na desopressão dos estremecimentos
nos silabários dos barcos-amplexos-da-serpente-pupila-das nascentes:
___ tudo a desabrolhar na encruzilhada dos olhos sonâmbulos/incandescentes:
____SÍNCOPE das luminárias nos cursores do subsolo-do-fruto-leito-seira-da-pulsação-do-sémen:
____ a serrania é uma árvore universal que deriva dos abalos de GAIA
____GÊNESE-OFÉLIA RELOADED soldaduras-de-guelras-ascendentes
estremecem os detonadores do aguaceiro felídeo:
____ vivacidade uníssona nas traqueias das aranhas acrobatas onde as geleias pesquisadoras de iguanas-montanhistas
defrontam a tripulação-dos-uivos das trincheiras como as alcateias semiesféricas-das-vaginas-petrológicas a hibernarem
na guerreira herança de GAIA:
______ prodigiosa batedora das origens da toutinegra/magnólia:
______ diafragmas de espelhos circulatórios nas gadanhas dos bolbos:
______ titilações das válvulas-miradouros-de-teatros-morangueiros a ondularem
como esmeris transmissores de flâmulas convulsas entre a mutabilidade dos alvéolos das cachoeiras-cercaduras-das-cobras e o culto do aluvião
TAUROMAQUIA instantânea dos hortos mondadores de partituras:
______ flexibilidade das safiras-cumeeiras-de-cerejas entre os rasgos do cio e os buris das embocaduras:
______os cutelos carnívoros evadem-se da
drenagem das bocas-exílios até ao sopro inimitável das rebentações:
______ as talhadeiras-nadadoras oscilam febrilmente nas manchas dos óvulos
engolfados nas pigmentações incendiárias-de-GAIA:
_____ rítmica revelação dos trilhos-hífens dos cortiços indomáveis:
_____ bruxuleantes bordos onomatopaicos reabilitados na alvenaria-ravina do fogo
FÊNIX percepção centenária das uvas-rilhadas
onde os núcleos das transições/escavações estimulam minuciosamente as navalhas das hospedeiras:
_______ guarnições-teoremas-xistos na baba naufraga dos átomos-tambores
aqui os ecos das framboesas alienígenas engenham os flancos chamejantes/suicidas das clarabóias
para rebolarem nos guindastes anatómicos das constelações/navegações:
____manual da saliva gravitacional sobre os amplexos sibilinos da composição/jubilação aguacenta/erecta das nádegas/nêsperas equinociais:
____GAIA SILVESTRE/antídoto da deportação dos ímans-galopados
________ O PRAZER DO TEXTO-SEIOS HIMALAIAS-PREMIER PÉCHÉ-“corpo é o pavio” insubmissas exalações/polinizações dos alvos-magmas devoradores
das inscrições musgosas:
______ aférese das rotas ciclónicas
das víboras-arborizadas-de-sangue-de-ressaltos-caligráficos:
___ fracturas das ressonâncias das fímbrias transgressoras do escuríssimo batel: ameixas-atlas das virilhas:
___ odorífero-bebedor de ardósias-trevos:
_____ vedações da escaldadura-GAIA insaciável
de ânforas-vaivém-de-vinhos e tatugens encharcadas de búzios-bonsais incomensuráveis
________INTERDITOS-DIONISÍACA-FLORESCÊNCIAS magnéticas-mitológicas desagregando os pomos/archotes bucais
como um chamamento das fecundações dos batuques transcendentes: _____fisionomia dos anzóis-rebentos dos insectos infractores/masturbadores
de silabas-vórtices do matagal:
____ pórticos/trelas combatentes das garupas voltaicas:
______ vagas de pêndulos a desvendarem as demarcações do colmeal-chafariz-anelante:
___ celas-de-resinas construtoras de relinchos e candeeiros de fôlego:
___têmporas das oficinas ferozes a desentranharem os diamantes pulmonares
________PALAVRA-DESJEJUM-“corpo DUPLO”-RETRATO FALADO-“da boca intensa”-LAMBE-LAMBE-RAINHA DE CÓPULAS a engalanar o golpe do sémen
nos antropofágicos pousios da cabeleira leonina:
____ holofotes despenhados oleiam os gomos das guilhotinas-da-pele
como um corrimento-vulvar-inextinguível entre os besouros revolvidos nos nenúfares-azougues:
____ ponteiros-das-câmaras-invasoras a (re)menstruarem as roseiras
dos plasmas meteorológicos:
_____ furacão primacial a sazonar as síncopes argilosas/genitais
como um alvoroço de esporas nos voos das falanges-púbis: ____contracções das crisálidas no êxtase dos diques-virilhas-subterrâneas:
___chocalhos evocando os pluviosos rizomas:
___ tufos frenéticos apunhalarem preciosamente as assinaturas estonteadas das línguas
__________ANA MARIA RAMIRO_____ DESEJO DE GAIA_____“SÂNDALO E ROSAS”____TANGÊNCIAS repercutidas nas fulgurações
das corolas petrificadas nos bebedouros das dramaturgias:
_____ eléctricas povoações nos rodopios das bigornas telúricas
onde os cânticos das devastações-bailarinas acomodam as erupções dos caçadores de espáduas
nas ígneas/indígenas cornijas das estevas:
_____alicerces/ondulações dos malhadouros dos licores transcorrendo
sobre as culminâncias implacáveis das precipitações-das-espigas-do-vento:
____ paisagem-GAIA-vocabular a estrangular/fincar a transfusão-cevadura das locomotivas inumeráveis das tangerinas (opulenta espadana):
____fertilidade das antenas-danças-torrenciais-insubordinadas:
____ argaços lancinantes/panorâmicos a anestesiarem as dobras das artérias
com a invencibilidade das fechaduras seladas pelas gravuras ubíquas da ventania:
_____ túneis laminados das residenciais orgânicas
no combustível respirador das plumagens
( afluências fonológicas do valado-GAIA):
___fulcros guturais/insulares a irrigarem as cavidades
das coordenadas do som-dos-lençóis zoológicos:___ precipício estendido no prodígio dos umbigos/escadarias comburentes:___unidade dos territórios fundidos/revolutedos
na temperatura-bisonte-linfático-do-cântico:
leopardo-estuário-uvas-subcutâneas-de-GAIA