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Meu Bago Esquerdo

Meu ovo esquerdo... Meu ovo esquerdo é grande. É muito maior que o da maioria dos habitantes do planeta terra. É maior que o de muitos deles somados. O planeta terra não é um planeta tão grande se comparado proporcionalmente ao meu bago. Ainda assim ele abriga bilhões de humanos com poucos bagos comparáveis ao meu. Meu bago esquerdo foi inchado pela varicoceles na adolescência. Foi deformado por veias, melhor, varizes que o circundaram e o transformaram numa volumosa massa amorfa dentro do meu saco. O meu saco é alvo, meio rosado e transparente. Podem-se ver as veias em suas combinações geométricas irregulares e gravuras abstratas.

Meu bago esquerdo é assustador e traumático. Uma adolescente frívola e feia achou que eu era um alienígena. Ela chamaria a NASA se soubesse como fazê-lo. Ela chamaria alguma autoridade competente se tivesse um mínimo de instrução. Frustrei a expectativa de um amontoado de garotas virgens em relação à estética do escroto. A maioria delas fugiu me abandonando com as calça arriadas. Não que meu saco seja estranho, meus bagos, principalmente o esquerdo, querem ser sempre o centro das atenções. Nem as putas mais experientes conseguiram chupá-lo por inteiro. E eu não pago por putas que não abocanhem por completo os meus bagos.

Meu pau pode até não ser tão grande. Mas nada se compara ao meu bago esquerdo. Meu bago esquerdo é colossal. É imenso e prepotente. Um fato histórico incontestável. Um patrimônio artístico e cultural da humanidade. Zumbi, Lennon, Morrison, Neal Cassady, Hemingway... Muitos tem idolos e heróis. Meu herói é meu bago esquerdo. Ele é a minha pátria amada. Um elemento quintessêncial. O mantenedor místico da vida. A última bala da rave.