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2010: ANO DA MORTE DE ROBERTO PIVA

 

Sábado. 3 de julho. Ano corrente. 16h.

 

O poeta Roberto Piva não mais se encontra entre nós.

 

Não mais se sentará às sarjetas, nem trocará figurinhas com a marginália da

 

Paulicéia.

 

Não mais.

 

Roberto Piva foi-se. Privou-nos de seus archotes enraivados. E de sua

 

pedofilia santa.

 

Hoje mesmo já estará sentado junto à mesa de Dionísios, lado a lado com

 

gigantes – crianças loucas de Rabelais - e com os tutti figli de Dio gulosos

 

de Decameron.

 

Oh, Roberto Piva! Canto xamanístico embrenhando na interminável

 

Amazônia celestial. Fauno libidinoso nos libertando do cancro duro de 

 

Teologias impregnado. Das mictórias higienizadas prenhes de câncer

 

ocidental. Oh, Grande Vate da rua Aurora, suas palavras são como hienas

 

ruidosas, todas fadadas ao inútil que é Útil, rindo de nossas vidas

 

romanescas, vidas objetos, vidas-mercadoria.

 

o autor é professor universitário, mestre em língua portuguesa e artista plástico de são josé do rio pardo.