Meiotom - poesia


 

 

Maria I. Simões


... a miúde ...
(Maria Inês Simões)
 
A vida lhe passava como repetidas formas de espera.
Nas mãos a velocidade de quem procurava palavras-sentimentos.
Nada tinha de especial, a não ser a mesmice história de buscas-eternas.
Encontrava passageiros de sonhos inacabados, enquanto voltava a dormir.
E, acordava-esperança.

Amanhã sempre será o espaço de um tempo, onde o hoje, jamais retorna.
Pensava... Acreditar...

Amanhã talvez...
O tempo cansado de seguir, retorne do passado em repetidos passos.
Ou estagnado com o presente,
resolva dar passagem ao futuro no que há-de-ser.
Eterno.
Perspectivas insólitas. Quimeras.
 
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Maria Inês Simões - Bauru/SP