| Meiotom - poesia |
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Felipe Stefani |
A noite levou-me qual ébrio furacão dentro do sono a
casa o perfume nada sabia do silencio unânime levava o vinho a janela do quarto
negro negro minha treva me chamava madame colocava gelo no copo ah caminho
vegetal de tentações mesquinhas na manha abri as asas na revolta de um insone o
vôo sobre a cidade a cidade a cidade a chaga imediata dos vícios deixei-a
entorpecida pálpebra negra enquanto o sol faiscava uma loucura unânime migrei
para as visões distantes a aurora e o beijo afundou-a até a doçura do sonho
besta soberba no outro dia era um
poeta