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BONECAS (a beleza das letras)

por Tânia Du Bois

 

A criança passa pelo processo gradual de conhecimento dos fatos e das coisas ligados à vida, através do lúdico.

Não dá para tirar o brilho dos olhos das meninas ao brincarem com as bonecas. Brincar com as bonecas é significativo, porque em geral as meninas aprendem a representar papéis que irão assumir no futuro. Aos poucos elas vão descobrindo-se e descobrindo o mundo. Também registram a existência de dois mundos: um que pode ser tocado, ouvido, cheirado e visto, e o outro que é percebido pela mente.

Toda criança demonstra certo grau de criatividade, pela capacidade de criar o novo (para si e para os outros), com o objetivo de relacionar seu mundo interior com o mundo exterior. Ela gosta de manipular e explorar os brinquedos, as palavras e as ideias.

Então, Júlia, aos 7 anos, através do seu faz de conta, estimulou sua imaginação e criatividade e se entregou ao trabalho de construir palavras, desenvolvendo seus sentidos, sua percepção e emoção. Ao soltar sua fantasia, fez associações dentro da sua lógica e, com coragem, liberdade e expressão deu vazão à suas ideias, reveladas em seu primeiro livro:

 

A BONECA QUE FALAVA

“Numa noite chuvosa, uma boneca chamada Emília foi costurada. Nos primeiros momentos de vida era toda desengonçada não sabia andar, não sabia correr, não sabia pular.

Quando aprendeu a falar uma fada apareceu e com estas palavras disse: você é uma boneca que sabe falar e eu vou fazer uma mágica com minha varinha de condão para você criar vida. O nome dessa fada era Aurora. Então, apareceram mais duas fadas, cujos nomes eram Bela e Branca de Neve. Elas avisaram a Emília: você agora tem vida. Cuidado, os humanos não podem lhe ver. Então, fizeram outra mágica e, dessa vez, para ela ficar parada quando os humanos estiverem por perto.

As três fadas perderam a varinha mágica. Então, apareceu uma bruxa que pegou Emília e a levou para uma torre bem alta, onde a manteve por doze anos. Até que ela fugiu para o sítio onde foi muito bem recebida”.

 

Nas horas de folga, para entreterem-se, nada como brincar com as bonecas, que estimula a imaginação e a memória, porque as meninas tornam especiais e divertidos os seus momentos e, ainda, exploram seus sentimentos.

A BONECA QUE FALAVA é uma homenagem às crianças pela passagem do seu dia, e um reconhecimento à pequena Júlia pela beleza das letras, que desperta encanto em texto atiçado pela sua curiosidade e pelo desafio do diferente; que através do lúdico, Júlia desenvolve seu potencial e abre caminho para sua vida.