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LÁPIS: por Carmen e Clauder

 

por Tânia Du Bois

 

 

 

“... Corro o lápis em torno / Da mão e me dou uma luva / E se faço chover /

 

Com dois riscos / Tenho um guarda-chuva...” (Toquinho)

 

 

 

A literatura faz toda a diferença em nossas vidas, não importa se em verso ou prosa. Cada escritor cria um método de escrever com a visão individualizada, ao permitir que a pessoa leia de forma estimulante e supere os limites da imaginação.

 

Abordo a questão da criação sobre o Lápis – onde os escritores Clauder Arcanjo com Lápis nas Veias e Carmen Presotto com O Lápis, expõem suas sensações e experiências, dão significados decorrentes de uma elaboração íntima do exercício da leitura e de transmissão para a escrita.

 

A escolha do tema, é certo, limita o modo particular de descrever o conto. Ou seja, no momento que expressam conhecimento, encontro o ponto de escolha pessoal, que me reverte na ação do presente. Toda ação, para mim, significa a revelação do pensamento.

 

Uma vez que o motivo escolhido é o mesmo pelos autores, a inspiração é diferente, o ponto de vista é diverso, porque a vivência serve de base para a criação, como O Lápis de Carmen Presotto, “... as correções dos textos românticos e desculpa-se pela repercussão negativa de seu suicídio. Não incentivará jovens e coloridos lápis a uma síndrome existencial. Eles que façam suas histórias. Solta um ai retorcido para cair de lado e salvar sua ponta... Sobrevivente, aguarda confiante uma faxina de sexta-feira que o remeta ao ninho. Imagina-se logo nas alturas, atrás de uma orelha ou traçando sonhos coloridos...” e o Lápis nas Veias, de Clauder Arcanjo, “Sentia um frêmito, espécie de rabisco a enovelar-se em sua carne, lampejo de linhas a entrar por entre seus músculos, tomando-lhe o sangue, invadindo-lhe a mente, uma teia de palavras...E escrevia um mar de letras, páginas e mais páginas, como um êxtase... Um vício que poderia fazê-lo imortal, pois tinha lápis nas veias e papel no colo...”

 

Quando fixo minha leitura nesses contos, fico fascinada e encantada ao ver a diferença do ponto de vista no mundo da imaginação. A liberdade oferecida por Carmen e Arcanjo tem a intenção de tornar o encontro vivido pela mente de cada um, onde a liberdade é referência para a imaginação que busca o inesperado.

 

Além de admirar seus contos, encontro arte e, desse modo, creio serem autores importantes como elementos determinantes na construção do pensamento.