meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                                   TÂNIA DU BOIS

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

IMPRESSÕES do AZUL

por Tânia Du Bois

 

“Sou só um / a imaginar / azul / o silêncio / da aurora” (Fabrício Marques)

           

            Azul do céu. Azul do mar. Brilho dos olhos azuis. Vestido azul. Pedra lápis lazoli. Amante da noite com seu luar, fico admirada ao ver os tons sobre tons que se lançam sobre a vida. Por razões que a razão desconhece, a cor é, absolutamente, equivalente ao estado de espírito da pessoa que escolhe. Entra em cena a ótica e o sentido próprio.

            A cor azul parece se tratar, teoricamente, do encontro entre o céu e mar, onde se juntam definições poéticas, como a música Vesti Azul cantada por Wilson Simonal, “...dizendo que eu devia / vestir azul / Que azul é a cor do céu / E seu olhar também // Vesti Azul! / Minha sorte então mudou...”, e o Trem Azul de Lô Borges, Ronaldo Bastos cantado por Elis Regina.

            Azul gera cor pontual que remete a tons de poesia, ao emitir a energia da arte e o brilho imponente, formando o contorno das palavras como mais uma das propostas inspiradoras dos escritores, como em Márcia Maia, o livro Um Tolo Desejo do Azul.

            Sonia Regina em Tudo Azul, conta passagens da vida e da arte de Rodrigo de Souza Leão; Nilto Maciel em Luz vermelha que se azula, apresenta contos divididos em três partes: contos acolhidos, contos lembrados e contos da história.

            As palavras compõem a arte literária, que por vezes, refletem a pintura capaz de interpretar personagens que atravessam os tempos. Assim como os poetas, principais personagens, que criam sobre a cor azul, espalhando os tons para ilustrar a vida. Como podemos ver em: Álvaro Moreyra, ”A tristeza vem do azul da distância”; Ailton Maciel, “Minha mãe quando te vejo / No campo azul florestal / Entre um canto e um voejo / Do meu soluço lirial...”; Teresinka Pereira, “Ainda há / ondas no mar/ azul no céu / esperança no destino / e o silêncio na pedra./ Continuamos vivendo / e morrendo / como sempre.”; Geraldo de Menezes, “...no vago / remanso / azul/ do lago / a névoa / se esgarça...”; João Batista, “Minha caneta sangra / Tinta azul-voleta / ...Extraindo do meu peito / vindo com os versos / Que escrevo para você...” e  Vera Versiani “...O bule azul é o mesmo / Mas há uma alegria morna no aroma do café da / tarde...”

            A cor azul é deslumbrante, uma cor criativa. Ao lançar o olhar azul como marca registrada que encanta e serve como elemento determinante à inspiração do escritor, ela dá personalidade à ele, porque pode mostrar que a cor azul é vinculada ao universo  onde o avesso é direito, a noite é clara, a tristeza é alegria e a luz é azul, porque posso sentir a sensação de estar no céu aberto acentuando a visão colorida da vida. Haroldo de Campos pergunta, “...o azul é puro? / o azul é pus // ...a poesia é pura?”