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A BOLSA

por Tânia Du Bois

 

  

            Chegou a hora de realizar o desejo inconfessável: escolher o acessório que muda tudo e deixa a mulher mais poderosa e glamourosa.  A bolsa revela o estilo da mulher, sintetiza os flagrantes do cotidiano e suas lembranças.

            Uma bolsa pode transformar o visual; nela são guardados os segredos que soltam a imaginação e, sem medo de ser feliz, Júlio Perez desvela, o que A Bolsa de Minha Mãe e outros contos contém, “... Pois bem, estes contos representam um período da minha vida literária que começou magicamente no ano de 1995...”

              Li e remexi n’A Bolsa de Minha Mãe, não me fiz de rogada ao percorrer o ritmo das palavras. Percebi que o mistério para o autor não é algo para ser desvelado, mas, para ser refletido. Demonstra seu toque pessoal ao revelar ideias com olhar diferenciado, “A bolsa de minha mãe sempre exerceu um fascínio sobre mim... O fato, porém, é que essa bolsa monopolizava minha atenção todas às vezes em que se apresentava a oportunidade de vasculhar o seu interior...”

              Entre charmosos acessórios, a obra preserva as referências intelectuais do autor, encontradas entre um conto e outro, com estilo único, nas misturas mais improváveis: tons vibrantes que aquecem e personalizam as histórias; os diferentes looks que levam o leitor a prestar atenção no mecanismo de movimentação da narrativa, desvelando os mistérios como nos contos: A Caixa de Ferramentas, A Carta, O Interfone e A Bolsa de Minha Mãe.

               O livro está centrado sobre a escolha do destino na trajetória inspiradora de Júlio Perez: descrever os contos com detalhes ao revelar o esforço do ser humano para com seu ambiente social; que cada pessoa contém suas diferenças e quer chegar a lugares diferentes para renovar seus momentos na vida, tendo por ideia sugerir ao leitor deixar sua marca, com expressão e impressão, num espaço dedicado ao lazer.