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O CARNAVAL

por Tânia Du Bois

 

            O carnaval ilumina um dos momentos mais artísticos da história brasileira. É a forma de arte que mostra, no estilo de cada um, a ação que se faz presente: músicas, danças, fantasias e máscaras. Segundo Leminski, “O carnaval! passa / guardada na mala / a tua meia máscara.”

            Na tradição, busca na sociedade o equilíbrio na “linguagem” impressionista: a vontade de desbravar a quebra da rotina e de se divertir com os amigos. Daí a possibilidade de ocorrer envolvimentos dos quais é impossível distinguir a linha divisória entre o sonho - a fantasia - e o real, porque o carnaval é o espaço inquietantemente maleável, que a sensação é de instabilidade emocional temporária. Como  Cena de Carnaval em Olinda, de Nilto Maciel no livro Contos Reunidos, Vol. II.

            No carnaval, a aproximação das pessoas é característica revelada em atitudes e entusiasmo, com liberdade de gestos e palavras, pois oportuniza manifestações concretas de expressão do homem, que variam entre a comédia e a tragédia. O retrato da livre convivência entre os foliões, onde risos são transformados em humor, ironia, liberdade e fantasia; em outras palavras, realidade viva e vivida!

            A visão carnavalesca de Maria dos Prazeres Gomes, “implica em conceber ao mundo como espetáculo sem palco e sem separação entre os atores e espectadores, espetáculo do qual todos participam ativamente... as leis, as proibições e restrições, os horários e as hierarquias que normalmente condicionam a vida cotidiana deixam de vigorar.”

            Pergunto como o carnaval se dá na poesia. Há unidade entre arte, carnaval e vida, bem como a releitura da poesia que vem acompanhada no retrato de provocações e entusiasmo. O genial é que os escritores, com suas expressões, sugerem a força sonora da palavra como movimento, como se quisessem classificar o carnaval e, ainda, desempenhar a função cultural, que se torna relevante ao descrever a alegria e o prazer em participar das festas carnavalescas: o riso solto e descontraído, a paixão e os momentos em que as pessoas expõem seus extremos.

            O carnaval se dá na poesia para representar e expressar as liberdades carnavalescas. Os poetas criam palavras com força transformadora, para revelar o carnaval como espetáculo da realidade, com imagens sui generis, como em: Antônio Olinto, “... Carnaval outra vez, gritos no mês //... Ao carnaval em sístole outra vez, / Outra face, outra mão, outra lhanura ////... Os ímpetos do ser. Vejo a passagem / de tudo nesta porta, passa imagem, / Passam máscaras sós, passam nudezas, / Que outra vez a passagem se faz ato...”; Álvaro Moreyra, “Veio cantando, veio dançando. / Ninguém olhou, ninguém ouviu. / E todo mundo ficou dançando, ficou cantando: /- Carnaval chegou! / Carnaval taí...”; e em IGdeOL, Neste carnaval duradouro / investirei nas folias do Momo / para soltar o meu eu verdadeiro. // Uma máscara cobre a minha face / disfarce do que não sou / coragem para fazer o que sou...”