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GILBERTO CUNHA: “A ciência como ela é...”

por Tânia Du Bois

 

           

            “A ciência como ela é...” é coletânea dos ensaios publicados semanalmente no jornal O Nacional, de Passo fundo, que o autor Gilberto Cunha reuniu em livro. Feliz encontro, já que o livro pode ser carregado para todos os lugares. E, num mundo sem tempo, pode ser lido nos momentos livres.

            Para celebrar essa conquista, desvendo suas palavras em tom de narrativa: ele reconstrói épocas para oferecer ao leitor novos caminhos que escapam da vida cotidiana, como os temas científicos.

            “A ciência como ela é...” trata de vários cientistas que revelam o “segredo da vida”, em que poucos têm a coragem de contrariar a via-vida, de mão única, que liga aos sentidos.

            No contexto das transformações, o autor indaga: “Que é um ser humano? Somos seres evidentemente emocionais, embora abundem referências de que a nossa racionalidade é o que nos distingue dos outros animais... E o que chamamos de humano é basicamente o entrelaçamento do racional com o emocional... Aceitar que não é a razão que nos leva a ação, mas a emoção.” Até aí, nada de novo, a não ser a vida afora... O universo desenha suas mudanças e a ciência é que – ainda - revela os sonhos, a tecnologia e restaura a história.

            Em novas notas e escolhas, a ciência leva à expectativa da vida, ao admitir que em nenhum momento acena com a possibilidade de legitimar o desejo, como Gilberto Cunha revela, “Mais além do Positivismo - ...Precisamos modelizar para compreender e conceber para fazer... Sujeito e objeto situados no mesmo plano, ligando conhecimento e ação...” Para isso é preciso acompanhar as opções, que são diversificadas e consagradas no mundo científico. Existem alternativas como desafio para o conhecimento em crescimento; contudo, o autor abre espaço, com seu talento, para “O comprador de almas”, onde relata a história de John Marks Templeton; permitindo olhar para o passado e repensar o futuro.

            O futuro certamente passa pela “A ciência como ela é...”; estímulo lançado em projeto literário, espelhando-se na realidade da prática científica. Seja qual for o caminho, o autor se posiciona - o que não é simples, em ensaios com alternativas para demonstrar ao leitor a ideia de como ele deve pensar a informação. Portanto, o primeiro passo está em assegurar o conhecimento repassado em ensaios fundamentados na ciência com suas potencialidades. Momento em que o autor identifica os talentos, observa os fatos e os atos e faz retornar os elementos que norteiam o ponto de equilíbrio: descobrir é desenhar um projeto de vida. Como a busca de Gilberto, como inspiração para “A ciência como ela é...”, veio de Nelson Rodrigues: “... A vida como ela é.... é outra coisa.”

            Cunha deixa claro para o leitor que as portas da vida científica, as consequências das decisões e a escolha do caminho dos sentidos, optam por direções muitas vezes contraditórias: o desejo e/ou a busca da (disputada) descoberta.