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O IMAGINADOR

por Tânia Du Bois

 

            Imaginador é a palavra chave para entender a comovente vida. O imaginador é quem reflete tudo o que se tem de bom e ruim, como redescoberta. É quem encontra momento para a arte e a comunicabilidade das obras, não permitindo espaços vazios em tempos de clichês.

            A imaginação é capaz de encobrir um imenso terreno de referência cultural, isto é, me dá poder para decidir que obras escolher. A maior prova de boas ideias aliadas à vontade é poder mover montanhas ao mudar a paisagem.

            As pessoas, culturalmente falando, dão significados diferentes às artes, o que contribui para o crescimento e a diversidade dos talentos, como em Ângulos Imaginários, de Carmen Presotto, “... sinto tua respiração / as sílabas silenciosas / e me guardo no sonho em que me esperas..”

            Ao traçar paralelo literário entre as obras encontro na imaginação a recuperação simbólica da liberdade. O uso do imaginário me torna viajante solitário, herói espiritual que, por vezes, chamo de culto à celebridade; invado o mundo da literatura e saio de trás dos portões trancados. Torno-me condutor da renovação cultural.

            Penso que o imaginador é o tipo de artista que necessita ser reconhecido para devolver à próxima geração o sentido primordial de se conectar com sua própria história, imaginando-a como fruto do processo criativo. Logo, leio as histórias, me identifico com as situações e assim me inspiro.

            Trato a imaginação como passeio, saudade que me faz pensar na paisagem e na imagem como poema. O encontro acontece e é ouro puro para mim, como em Lima Coelho, em “Imaginário”: ”Não me rendo ao espetáculo, mas à emoção.../ Não me rendo ás palavras, mas ao sentimento, / Rendo-me aos sonhos para poder viver, / Para alimentar-me a alma...”

            Sinto e anseio ser imaginador, tento fantasiar que a história da arte nada mais é que a imagem da vida seja em cores ou em palavras. Pictoricamente, o resultado é de que não preciso de manual de instrução para imaginar, até porque estou acompanhada da magnificência da natureza.

            O livro, para mim, tem páginas repletas de luz, do tamanho do mar que, com limitações inerentes ao tempo, traz prazer e alegria, leveza e alento à minha vida. Faz sentido na busca do conhecimento, afirmando a imaginação, fazendo da realidade o sonho, do tempo a arte, ao me revelar como imaginador. Nas palavras de Fabrício Marques, “Sou só um / a imaginar / azul / o silêncio / da aurora.”